22 de janeiro de 2009

Somente o amor vence preconceitos

Dia 20 de novembro se tornou feriado municipal na Capital do Estado de São Paulo desde a aprovação da Lei nº. 13.707, publicada a 8 de janeiro de 2004 que instituiu o Dia da Consciência Negra. Seguindo o exemplo de São Paulo, outras cidades no país estão aprovando leis com o mesmo propósito. Tenho minhas dúvidas quanto a leis como essas terem efeitos realmente benéficos para a sociedade. Contudo, quero aproveitar o tema para questionar o porquê somos tão preconceituosos.

Se não é preconceito com negros, brancos, índios ou amarelos, manifesta-se a mesma doença com relação a rico ou pobre, ator, cantor, jornalista, médico, advogado, evangélico, católico, umbandista, estrangeiro etc. Os focos de preconceito se multiplicam arbitrariamente e inexplicavelmente.  O que nos leva a essa postura louca? Por que somos tão excludentes? O tema é vasto, as alternativas de respostas são múltiplas, mas quero apelar para uma resposta que encontro nas Sagradas Escrituras.

O que nos conduz a comportamentos preconceituosos é a falta de amor. Não falo aqui de fazer caridade, ser meloso no tratamento com as pessoas, fazer uma doação em projetos de iniciativa das redes de televisão... Refiro-me ao amor pregado por Jesus. Quando ele foi indagado sobre qual o maior mandamento,  seu resumo afirma que o mais importante é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Apesar da síntese e impacto da declaração de Jesus, mesmo um enorme universo de pessoas que se dizem cristãs, não assimilam o que o pregador da Galiléia queria dizer. Não advogo que consigo entender plenamente o significado de seu pensamento, contudo podemos tentar.
O amor que Cristo pregava e que justificou sua atitude de morrer no lugar do homem para salvá-lo, vai além das palavras. O amor que ele encarnou, credenciou-o a dizer aos seus seguidores mais íntimos: "Amai-vos uns aos outros assim como eu vos amei".

O amor anunciado e praticado por Cristo era concebido sob a forma da ação. Precisava ser exercitado em todo tempo, qualquer lugar e estendido a qualquer pessoa. João, o apóstolo do amor,  único discípulo que teve coragem e forças para acompanhar a crucificação até o último momento ao lado de Maria, mãe de Jesus, escreveu muitos anos mais tarde que é necessário amar não de palavras, nem de língua, mas por obras e em verdade.

Somente o amor com todo seu mistério, riqueza e força é capaz de nos curar das insanas atitudes preconceituosas. Se descobrirmos o amor, não teremos coragem de excluir ninguém por qualquer que seja o motivo. Pelo contrário, seremos cada vez mais inclusivos e aprenderemos a beleza que há na diversidade dos homens.

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