15 de julho de 2010

Pé de galinha não mata pinto

Qualquer pessoa com um mínimo de inteligência e sentimento sabe que não se pode, sob circunstância ou alegação alguma, espancar uma criança. Deixar marcas, escoriações ou até fraturas em uma criança é crime, sim, e merece punição. Quanto a isso ninguém tem dúvida.

Agora, criar lei que proíbe a velha e boa palmada é coisa de gente ou que não tem o que fazer ou que nunca criou filhos. Entendo que os governos têm obrigação de garantir que as famílias e seus membros sejam atendidos em suas necessidades essenciais: educação, saúde, habitação, segurança, alimentação, lazer etc.
Entretanto, não está na lista de atribuições do governo interferir no meio da família quanto à sua forma de educação e disciplina dos filhos. Nessa hora, sem dúvida, vale o chavão: 'Em minha casa mando eu!'.

Minha avó sempre dizia: "pé de galinha não mata pinto". Ela usava o jargão para justificar que umas boas palmadas em filhos e, até netos (ai, meu Deus!), não arrancavam pedaço de ninguém. Ela estava certíssima.

A própria Bíblia Sagrada ensina: "O que retém a sua vara aborrece a seu filho, mas o que ama, a seu tempo, o castiga. Não retires da criança a disciplina; porque, fustigando-a tu com a vara, nem por isso morrerá." (Pv. 13:24; 23:13).

Se algum pai ou mãe conseguiu ou consegue manter seus filhos do jeitinho que deseja apenas pelo uso da palavra, aleluias! Troféu de ouro, Oscar, Grammy, Palma, medalha e tudo o mais que se possa dar para condecorar o super-educador. Mas tenho absoluta convicção que esse tipo de caso é tão raro quanto encontrar diamante no quintal.

Ao contrário do que se tenta pregar por aí, corrigir os filhos pelas palmadas não é nenhum pecado, loucura, desatino ou falta de amor. Muito pelo contrário. Como recomendou o rei Salomão, e como prova a vida em sociedade – pelo menos para quem não foge da realidade–, as varadas dos pais são prova definitiva de amor.

A falta de umas boas palmadas faz com que muitas crianças cresçam sem a compreensão de certo e errado, com pouco senso de direção na vida, sem clareza dos limites, até onde podem ou não chegar e a quem devem respeito e obediência.

Não é exagero ampliar o pensamento e antever que, o filho que não apanhou do pai ou da mãe, pouco tempo depois da infância, passa a ser pego pela polícia para apanhar não simplesmente por cometerem crimes, mas também para satisfazer indivíduos que sentem prazer mórbido em torturar ao semelhante.

Ora, entre a surra dos pais e o espancamento da polícia, fico com a primeira para que se tenha ao menos a possibilidade de forjar homens de bem.

2 comentários:

Anônimo disse...

Manu,

O nosso misero governo não tem mais o que inventar, deveriam mais se preocupar com a policia que usa de sua força para corrigir os infratores, com essa lei estão tratando nossos pais como bandidos, caso venha a dar uma palmada em seu filho, o mesmo corre serio risco de ir parar na cadeia.

Temos que clamar a Deus!!!
ORA VENHA SENHOR JESUS!!!

De seu amigo,
Fábio

Anônimo disse...

PARABÉNS!!!!!

Você foi perfeito em sua explanação.
Penso da mesma forma. Por conta da permissividade é que há tantos "aborrecentes" sem limites e a gente que vai aturando. Estou contigo. Pé de galinha não mata pinto.

Bjo Rose

 
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