29 de fevereiro de 2012

O Supremo e os Zés do Brasil

Quando a constitucionalidade da lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10) foi sancionada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 16 de fevereiro, eu estava tão sufocado de tarefas que nem pude fazer minha "festinha". Mesmo 15 dias depois, preciso compartilhar a satisfação pelos 7 votos a favor da nova legislação com aplicações nas próximas eleições de outubro. 

Com isso, tem um exército de gente que deve estar emagrecendo ou engordando de nervoso, arrancando os pêlos para safar-se da lei. Bem pode ser que alguns ou muitos consigam se manter nas disputas para os cargos de vereador ou prefeito, mas, o simples fato de deixar esses ladrões do povo em condições de preocupação, ansiedade, nervoso, tensão, é motivo de comemoração. 

Infelizmente, estão isentos dos efeitos da nova lei gente tosca como Valdemar da Costa Neto (PR-SP) e Jader Barbalho (PMD-PR), entre outros. Tudo bem, com o tempo nos livramos das escórias espalhadas por esta geração do mal.
Mesmo assim, em homenagem aos milhares de politiqueiros de norte a sul do Brasil, lembrei dos clássicos versos de Carlos Drummond de Andrade em seu poema "José". Para eles, deixo aqui minha homenagem em forma de paródia usando a inspiração ímpar do nosso poeta:

"E agora, José?
A ficha limpa pegou,
a justiça valeu,
o povo sorriu,
a noite preocupou,
e agora, José?
e agora, você?
você que tem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que odeia, reclama do quê?
e agora, José?"

O questionamento de Drummond cai como uma luva. Pena que a esmagadora maioria dessa gente que luta para ser eleito como representante do povo e realizador de suas demandas seja tão tosca. 
Sempre tive uma fúria que reacende a cada campanha eleitoral nos veículos de comunicação. O show de horror não se compara a nada. 

Nem mesmo o melhor diretor de teatro ou roteirista de cinema conseguiria compor um casting tão desgraçadamente ruim quanto o que vemos bradando na TV, rádio ou Internet e panfletando as ruas.
Meu acesso de raiva fica ainda mais violento quando lembro que para ser vereador, prefeito, deputado, senador ou até presidente da República não existe nenhuma exigência de escolaridade. Se souber ler e escrever, basta. Será?

Sem querer depreciar coletores de lixo e faxineiros, cada vez mais exigem que eles tenham 1001 habilidades em diferentes áreas do conhecimento. Não basta recolher o lixo e manter a calçada limpa. 
Muito provavelmente, essa gente simples precisa saber seno, cosseno e tangente do ângulo da vassoura na calçada. 
Não demora muito até que criem uma vassoura digital para que nossos singelos zeladores precisem apresentar certificado de algum curso de informática para ativar e desativar a ferramenta de trabalho. 

Ora, façam-me o favor! Se para funções elementares existem exigências de escolaridade, por que para governar uma cidade, o Estado e o País o nível de escolaridade não é questionado? 
Por que essa gente treinada, testada e aprovada na falcatrua e dissimulação pode ocupar funções repletas de atributos decisivos para a vida em sociedade?

Deixo bem claro que sou plenamente a favor das exigências pela elevação de escolaridade para qualquer função. Afinal, precisamos acabar com o analfabetismo e, para tanto, vamos ter que trabalhar duro e por muito tempo.
Como eleitores, temos o direito de perguntar aos candidatos: "Que faculdade o sr. ou srª fez?" ou pelo menos "Até que ano estudou?" Se é para decidir coisas do futuro de nosso povo, que tenham, no mínimo, alguma formação acadêmica. 
Assim, quando acabarem seus mandatos, não serão politiqueiros por profissão, mas, sim, políticos de verdade que amam ao seu povo e querem o bem de todos e não apenas fortuna para si.

23 de fevereiro de 2012

Meu tamanho real

Durante a folia de Carnaval, enquanto um percentual expressivo da população brasileira se permitia extravasar algumas paixões, pude viver, pelo terceiro ano consecutivo, um tempo de muita correria, exaustão mas, sobretudo, de muita alegria.  Participei da 22ª Conferência Missionária (clique aqui para saber mais) realizada pela Assembleia de Deus de Jundiaí, no Parque da Uva. A festa acontece para incentivar a reflexão sobre a obra de evangelização (um dever da igreja), além de ser uma forma de prestar contas aos que contribuem com o envio das 15 famílias de missionários presentes em 10 países sendo: Brasil (Acre), Argentina, Peru, Estados Unidos, Canadá, Espanha, Portugal, Holanda, Guiné-Bissau e Japão.

Desde que conheci o evento em 2005, o inseri como atividade obrigatória. Contudo, apenas a partir de 2010 dei um passo a mais com relação a ele.  Passei a me voluntariar para contribuir, ainda que minimamente, com todo o gigantismo da festa. Só para dar uma dimensão, os três pavilhões do Parque da Uva ficam ocupados. No central, que é o maior, acontecem os cultos, os laterais abrigam a Feira das Nações com pratos típicos da tapioca a yakissoba.  Com isso, a conferência mobiliza, em média, 6 mil pessoas por noite. Assim, tranquilamente supera a marca de 20 mil pessoas nos quatro dias quando são realizados seis cultos e ministradas oito preleções.

Para que toda a logística funcione ainda existem a equipe de recepção composta pela ala jovem da igreja, mais de 100 voluntários este ano. Tem os cooperadores e diáconos, os intercessores na sala de oração, as professoras da conferência mirim –mais de 30 voluntárias que cuidaram com carinho das mais de 200 crianças atendidas cada noite. Contamos, ainda, com seguranças, equipe de cozinha, integrantes das barracas, stand da juventude, entre outras frentes de atuação.

Este ano, em especial, tive uma percepção clara do meu real tamanho no meio daquilo tudo. À medida que fui me voluntariando na produção do evento, ganhei algumas funções com as quais não contava. Comecei como fotógrafo, ajudante de faxina, carregador de cadeira, limpador de mesa, e, nos últimos dois anos, fui presenteado com o privilégio de participar da equipe musical.Nesta edição, quando nos aproximamos das últimas 24 horas antes do evento ser iniciado, um misto de alegria e tensão assaltou-me o estômago. Mais que frio na barriga, deu arrepio e gelo completo até o último fio. Esta percepção foi provocada pelo flash-back que a mente insistia em fazer involuntariamente.

Na véspera da abertura, estávamos reunidos no local para o último ensaio geral. Éramos cerca de 90 pessoas que compunham coral e banda, além de um elenco com cerca de 100 integrantes, e orquestra com cerca 30 integrantes, mais uma equipe de bastidores que garantia a calma e confiança dos que vão para a linha de frente. Quando comecei a contabilizar tudo, enquanto o corpo tremia e a mente viajava, percebi quão mínimo era no meio daquilo tudo. Isso porque, ao observar atentamente todo o trabalho, a gente percebe que, de fato, sozinho é impossível fazer qualquer coisa. Nem mesmo a honra de ser narrador na cerimônia de abertura aumentou minha vaidade. Isso porque, não fosse a voluntariedade e soma de esforços de todas as pessoas, nada seria possível. Ao final, houve um reconhecimento geral por parte do público que assistiu. Mas a beleza de tudo esteve na união dos talentos individuais.

Cada pessoa que se dispôs a vestir uma roupa típica de dez nacionalidades. Cada corista que aprendeu frases musicais em hebraico, sueco, inglês, holandês, espanhol, japonês e até português com sotaque de Portugal. Cada músico que se esforçou na leitura e execução das partituras. Somente esta soma de contribuições tornou tudo realizável. Como reforço de aprendizagem, no último dia do evento, chorava como uma criança e nem podia falar. Como forma de gratidão, apenas abraçava, em silêncio, as pessoas com quem tive a honra de viver este momento.Inseri na linha do tempo de minha vida uma experiência marcante e absolutamente prática de um texto bíblico que é atribuído ao próprio Criador: "Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e, agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer." (Gn. 11:6)

Ora, se o próprio Deus reconhece o potencial humano, especialmente, nos atos coletivos, porque é tão comum encontrarmos os que se acham autosuficientes? Para não encerrar falando de gente minúscula, quero deixar meus agradecimentos a todos que de perto ou de longe, íntimos ou não, tornam minha existência potencialmente mais rica e mais útil
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16 de fevereiro de 2012

Quando não sei fazer

Reconhecer as próprias limitações em alguma coisa é um exercício de nobreza que nem sempre estamos dispostos a praticar. 
Convenhamos que desde muito cedo desponta em nós um sentimento de querer sobrepujar ao próximo. Na infância, tomamos o brinquedo do coleguinha, ele chora e quando a mãe de um dos dois questiona o ocorrido respondemos, na maior cara de pau, que quem começou tudo foi o coleguinha.

Na adolescência, queremos ser mais e melhores que tudo e todos. Não basta mostrar 'superioridade' para aqueles que são da mesma faixa etária. Tolamente, alimentamos a fé de que somos mais astutos que os pais, mais vividos que os avós, mais saudáveis que os tios, mais descolados que os primos, mais inteligentes que os colegas... Enfim, é uma faixa etária que, normalmente, olha-se no espelho para dizer: 'Você é o cara! Um verdadeiro sabe-tudo'.
À medida que amadurecemos ou, simplesmente envelhecemos (porque nem sempre idade é sinônimo de maturidade), vamos nos dando conta das bobagens que fizemos para tentar provar que somos os melhores para qualquer feito.

Nas fases jovem e adulto já aprendemos a dissimular. Isto é, no íntimo, quando ninguém está nos vendo, alimentamos o ego com autoafirmações do tipo: 'Isso não daria certo se você não fizesse', 'Ficou bom, mas se eu fizesse ficaria melhor' etc.
Em público, maquiamos uma humildade e despretensão que enganaria até detector de mentira. Entretanto, esse é o tipo de situação que não se sustenta por muito tempo.

O que realmente prevalece é o que alimentamos por dentro. Se damos 'ração' para uma mente arrogante, ela vai ganhar espaço e se fortalecer de tal forma que, cedo ou tarde, aquela maquiagem de gente desprendida será derretida.
Mas até que máscaras caiam, infelizmente, alimentamos um prazer mórbido em tentar diminuir os outros. Essa postura do 'sou melhor que você' vai se tornando quase como uma droga. Há um vício saciado apenas pela possibilidade de qualquer humilhação ou desmerecimento imposto a outrem.

Nada mais medíocre, limitado, pobre e podre do que viver assim. Estou convencido de que quanto mais reconhecemos nossas limitações, mais vigorosos, sábios e úteis nos tornamos para qualquer pessoa que cruza a nossa existência.
Quando percebemos que são tão boas ou até melhor que nós no que fazem, trilhamos um caminho que não conhece descida, só subida. Isto é, crescemos. Ao reconhecer que não temos domínio de todas as ciências –se tivéssemos seríamos deuses–, uma liberdade e leveza se faz perceber no corpo, na alma e no espírito. 

Quando, corajosamente, falamos para nós e para os outros: 'Não sei fazer, me ajude' ou 'Faça você, pois sei que vai ser melhor que eu', damos passos decisivos à liberdade da alma que não estará mais amarrada a sentimentos mesquinhos. 
Se ouso trilhar os caminhos da humildade e reconheço, sem meias palavras, a minha incapacidade, aquilo que pareceria covardia, na verdade, ganha um sentido inverso e apresenta-se como uma coragem única.
Esta visão clara de si, permite que olhemos para fora, vejamos outros com suas habilidades e, se temos alguma inteligência, pouco a pouco formamos uma galeria de gente boa, capaz, leal, corajosa, grata e sempre disposta a fazer mais do que se pede. Resultado: o grau de produtividade vai muito além do que se determina. 

Reconhecer as próprias limitações, exaltar as potencialidades de outrem é um caminho sem volta para alimentação do amor e crescimento como imagem e semelhança do Criador.
O contrário disso, acredito que nem preciso detalhar no que resulta. Experimente. Exalte as potencialidades alheias. Não vai doer, é de graça e, de quebra, você vai descobrir quanto vai produzir a mais se somar esforço com o seu próximo.

9 de fevereiro de 2012

Um jeito para esperar o fim

O fim do mundo é um tema que assombra o imaginário popular. Mais que figurar entre contos, fábulas e provérbios, o assunto está presente na Bíblia e também recebe especial atenção de cientistas que prevêem as mais variadas formas para tal. Pode ser por uma colisão de um super-cometa com o planeta Terra, pela morte do Sol ou por suas explosões mais intensas que aumentariam a radiação solar muito além daquilo que o frágil planeta suportaria.

Se a ameaça prevista não vem de fora, ela pode estar dentro do planeta. Como, por exemplo, a explosão do super vulcão no Parque Yellowstone nos Estados Unidos (tem até um filme ridículo sobre isso).
Como cristão, acredito no que afirma a Bíblia: que haverá novo céu e nova terra. É claro que permito-me a uma leitura criteriosa e uma pesquisa ampla sobre cada profecia. Mas diante da soma de fatos históricos que estão perfeitamente alinhados com as previsões do livro da Revelação, bem como de outras porções proféticas nos evangelhos sinóticos, profetas maiores e menores do Antigo Testamento, sou obrigado a curvar meu ceticismo ante à precisão cirúrgica das Escrituras.

Mesmo sabendo que o mundo vai  acabar, não gosto do fatalismo que se vive e a postura do "vamos jogar a toalha", especialmente no que diz respeito às relações humanas. Com o conformismo típico dos covardes, ouve-se aqui e acolá que está tudo tão ruim que não há mais nada a fazer. 
Pinta-se um quadro de violência de matizes tão acentuadas que, se for fazer gosto, não é nem para sair de casa. Pior que isso, pouco a pouco estimula-se as pessoas a se isolarem e, já que está tudo de mal a pior, e parece que o melhor é fazer como lagartixa: quem tiver a unha maior que suba na parede. Assim, procura-se ter vantagem a qualquer custo sobre o próximo. 

Não importa se, para tal, nos anulamos como seres humanos e nos tornamos monstros que negam todos os valores éticos e morais. Mais que isso, negligenciamos o fato de sermos criados para refletir o Autor da Vida. Assim, ampliam-se as agressões físicas e verbais em escalas que saem do núcleo familiar, chegam à escola, trabalho, igreja, clube, praia, arena, enfim, nos tornando mais bestiais que as feras do campo. Somos moldados e, pior, vencidos pelo meio.
Como, felizmente, não sabemos quando o mundo vai, de fato, acabar, independente do modo como isso se dará, o mínimo a fazer é tentar fazer como ordenou o Messias. Ele sintetizou a lei em dois grandes mandamentos: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento (...) amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mt. 22:37-39).

Se vai tudo acabar no mundo material, o melhor a fazer é buscarmos a construção de relacionamentos saudáveis. Não digo que serão 100% serenos. As tempestades vão sempre integrar o cenário. Sempre vamos precisar dar um grito extra. Digo com frequência que precisamos ser, no mínimo, verdadeiros. Assim, provavelmente, numa manhã estaremos chorando de raiva por causa de uma palavra ruim que dissemos ou ouvimos, mas no final da tarde, podemos sorrir pelo bálsamo do perdão. 
Reconheço que não é fácil, mas como o nosso mundo exterior vai acabar mesmo, ao menos nosso mundo invisível pode ser mantido inteiro. Fácil? Claro que não! Se fosse, não teria graça. Por isso, sugiro que nos preparemos para o fim do mundo ou da vida da melhor maneira: amando.

1 de fevereiro de 2012

Sufoco nosso de cada dia

Jesus ensinou a falar com Deus sobre as necessidades básicas de forma muito simples e direta: "O pão nosso de cada dia nos dá hoje" (Mt. 6:11). Infelizmente, alguns interpretam e praticam a oração de modo bem medíocre e defendem que se deve ficar em casa, de papo para o ar, esperando o pão cair na mesa, de preferência já recheado com geleia, margarina, manteiga, requeijão ou coisa que o valha.
Longe dessa safadeza do comodismo em nome da fé, a aplicação real da oração ensinada por Jesus, vislumbra, sim, um indivíduo que tem os olhos fixos em Deus, os pés bem firmes no chão (e não nas nuvens) e as mãos bem hábeis para o labor diário.

Se não for assim, fica muito, mas muito difícil cruzar a linha de partida da vida. Se ela, a vida, vem com obstáculos comuns a todos, para os moles e acomodados eles triplicam de tamanho e de quantidade. Além disso, tudo fica menos belo, opaco e sem sabor. 
O comodismo, a fuga das batalhas, o recolhimento das armas são atitudes que diminuem nossa própria dignidade. Somos muito mais humanos quando nos aplicamos nas nossas guerras diárias. A cada batalha temos a possibilidade de melhorar. 

Os mais pessimistas vão dizer que há aqueles que pioram. Em um primeiro momento é o julgamento mais fácil. Mas, ainda que não seja perceptível a todos, quando não mudamos para melhor logo após uma batalha –quer sejamos vencedores ou vencidos–, ficamos ao menos sabendo o que nos falta. No próximo entrave, vamos, finalmente, atestar algum crescimento ainda que seja mínimo. Isso, claro, se não fugirmos da raia.

É bem verdade que volta e meia reclamamos do "sufoco" que vivemos. É batalha demais para dia de menos. Usamos tanto a palavra sufoco que resolvi averiguar seus possíveis significados. O mais comum é de "asfixiar, afogar, dificultar a respiração". Mas gostei da explicação "causar profundo abalo no ânimo".

De fato, em algumas situações parece mesmo que nossos joelhos vão se dobrar. A percepção que se tem é de desfalecimento, impotência, pequenez. Os gigantes parecem ser em número e força muito maiores do que, de fato, o são. Nesta hora, é bom recordar a oração de Josafá, o quarto rei de Judá que governou de 870 a 848 a.C. 
Um momento emblemático de seu reinado foi quando três povos se juntaram contra seu reino. Quando tomou conhecimento da investida bélica contra seu povo, Josafá apelou. Como percebeu sua impotência ele foi pedir ajuda a Deus e o fez decretando que homens, mulheres, crianças e até animais entrassem em jejum. 

No final de sua oração ele disse algo que me chama muito a atenção: "Porque em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti." (2 Cr 20:12).
Esta atitude parece muito simplista. Para nossa mente ocidental e pragmática é muito cômodo. Temos muita dificuldade em discernir a hora de agirmos e a hora de pedir socorro para o Poderoso. É claro que esta dependência não pode ser na onda do "vou deixar tudo para Deus". Na porta do túmulo de Lázaro, antes de chamar pelo defunto Jesus mandou que alguém tirasse a pedra. Isso ilustra que as ações cabíveis a nós não serão executadas pelo Todo-Poderoso.

Na jornada da vida Ele nos propõe parceria, cooperação, ou seja, trabalho em conjunto. Parece estranho pensar em um Deus que trabalhe com e pelo ser humano, mas se oramos pelo pão nosso de cada dia, o sufoco nosso de cada dia também deve ser superado com Ele.

 
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