22 de janeiro de 2009

Chorar faz bem

Por que não ficamos constrangidos em dar gargalhadas em público, mas na hora do choro somos capazes de engolir a emoção e não deixar extravasar? Acho engraçado o quanto somos capazes de usar abusivamente a forma de expressão do riso, contudo, temos medo, vergonha, sei lá o nome disso, de usar as lágrimas.

Em geral, preferimos classificar o choro como forma barata de sensibi-lização, artifício de fracos.
Só admitimos como aceitável o choro de uma criança ou então em caso de dor aguda provocada por ferimento ou enfermidade.
Por quê? O que nos faz fugir tanto do choro? Medo de parecer ridículo ou de borrar a maquiagem? Creio que nem uma coisa nem outra. É apenas o medo de se expor. Mostrar que não é super-homem. Medo de mostrar que tem sentimentos, que é tão frágil quanto todos os outros mortais.

Mesmo sendo mortais, nos valemos da hipocrisia e fingimos uma força que não temos, nos fechamos ao choro. Entretanto, o imortal, Mestre da Vida, peregrino sobre a terra com o nome de Jesus, em frente ao túmulo de um amigo, simplesmente chorou.
A beleza e força do choro do Nazareno foi tamanha que o evangelista João registrou: "Jesus chorou", revelando a impressão que isso lhe deu. Ora, se Cristo sendo quem era e quem é para a História da humanidade, não teve vergonha de chorar em público, por que não lhe seguimos o exemplo?

Assim como expressamos as dores do corpo com o choro, podemos e devemos expressar também as dores da alma. Esse escancaramento não vai diminuir sua autoridade no trabalho, na família ou lhe ridicularizar. Pelo contrário, lhe dará mais respeito por não se envergonhar da sua humanidade.
Se você está num momento em que precisa chorar, chore! Procure um amigo, o cônjuge, alguém com quem possa partilhar sua dor. Se estiver próximo a alguém que precisa de um ombro, aproxime-se, acolha e chore com ela.

Tenha certeza que as lágrimas que correm juntas, além de ajudar a curar das mágoas, tira o sabor de fel e acabam se tornando fonte de irrigação para que o jardim da vida floresça cada vez mais belo e forte depois do rigor de cada inverno.
O Criador nos deixou todos os legados da emoção para que entendamos o quanto precisamos uns dos outros, tanto para rir quanto para chorar. Como rir já é uma coisa da qual nos orgulhamos, vamos aprender a ter orgulho também da nossa capacidade de chorar!

Deus prova o Seu amor

O apóstolo Paulo em sua maior carta direcionada aos cristãos na cidade de Roma escreveu algo interessante: "Deus prova o seu amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rom. 5:8).
Entre tantas outras colocações do apóstolo essa chama a minha atenção de forma especial pois ele usa a expressão "prova o seu amor". Pensando friamente, questiono:  Deus, Criador de todas as coisas, teria necessidade de provar alguma coisa? Evidentemente que não. Ele não deixaria de ser o Todo-Poderoso caso desistisse de enviar o Messias para morrer no lugar do homem levando seus pecados.

Entretanto, vem dele o exemplo máximo a nós –feitos à sua imagem e semelhança– para aprendermos que, se dizemos amar, não podemos fazê-lo apenas por palavras.  João, conhecido como apóstolo do amor, muitos anos depois da carta aos romanos, escreveu: "Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obras e em verdade". (I João 3:18)

As Escrituras têm abundância de textos que falam sobre a importância do amor exercitado. Jesus afirmou que ninguém teria maior amor que Ele de dar a própria vida pelos seus amigos (João 15:13).
Graças à expiação de Cristo não precisamos nos flagelar, mutilar ou morrer no lugar de ninguém, pois ele fez isso em nosso lugar.

Mas, podemos sempre agir em favor de quem dizemos amar. Essa ação vai desde não se negar a prestar socorro num momento de necessidade até usar a fé que dizemos ter e orar em favor de quem dizemos amar.
Ainda dando mais exemplo, se digo que amo meus pais, ajo de tal forma a expressar esse amor pela obediência, pelo respeito, pelo cuidado que a eles vou dispensar por toda minha vida.

Ações como essa são provas de amor. Na maioria das vezes não será vista, mas será percebida pela pessoa amada e, pouco a pouco, nos aproximamos do Criador e assimilamos uma máxima das Escrituras: "Deus é amor". Todo o processo da encarnação de Jesus, nascimento num estábulo, sua vida como homem do povo, sua vivência na cidade remota de Nazaré, sua profissão de carpinteiro e a realização de um ministério em que dizia abertamente ter vindo em favor dos doentes, das ovelhas perdidas, são opções que enfatizam o amor praticado, exercitado e semeado em larga escala.

A intensidade de vivência desse amor credenciou Jesus a dizer para os seus discípulos nas últimas horas antes de seu julgamento e crucificação: "O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.". (João 15:12). Difícil? Não vou lhe dizer que seja fácil, mas é possível.

Somente o amor vence preconceitos

Dia 20 de novembro se tornou feriado municipal na Capital do Estado de São Paulo desde a aprovação da Lei nº. 13.707, publicada a 8 de janeiro de 2004 que instituiu o Dia da Consciência Negra. Seguindo o exemplo de São Paulo, outras cidades no país estão aprovando leis com o mesmo propósito. Tenho minhas dúvidas quanto a leis como essas terem efeitos realmente benéficos para a sociedade. Contudo, quero aproveitar o tema para questionar o porquê somos tão preconceituosos.

Se não é preconceito com negros, brancos, índios ou amarelos, manifesta-se a mesma doença com relação a rico ou pobre, ator, cantor, jornalista, médico, advogado, evangélico, católico, umbandista, estrangeiro etc. Os focos de preconceito se multiplicam arbitrariamente e inexplicavelmente.  O que nos leva a essa postura louca? Por que somos tão excludentes? O tema é vasto, as alternativas de respostas são múltiplas, mas quero apelar para uma resposta que encontro nas Sagradas Escrituras.

O que nos conduz a comportamentos preconceituosos é a falta de amor. Não falo aqui de fazer caridade, ser meloso no tratamento com as pessoas, fazer uma doação em projetos de iniciativa das redes de televisão... Refiro-me ao amor pregado por Jesus. Quando ele foi indagado sobre qual o maior mandamento,  seu resumo afirma que o mais importante é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Apesar da síntese e impacto da declaração de Jesus, mesmo um enorme universo de pessoas que se dizem cristãs, não assimilam o que o pregador da Galiléia queria dizer. Não advogo que consigo entender plenamente o significado de seu pensamento, contudo podemos tentar.
O amor que Cristo pregava e que justificou sua atitude de morrer no lugar do homem para salvá-lo, vai além das palavras. O amor que ele encarnou, credenciou-o a dizer aos seus seguidores mais íntimos: "Amai-vos uns aos outros assim como eu vos amei".

O amor anunciado e praticado por Cristo era concebido sob a forma da ação. Precisava ser exercitado em todo tempo, qualquer lugar e estendido a qualquer pessoa. João, o apóstolo do amor,  único discípulo que teve coragem e forças para acompanhar a crucificação até o último momento ao lado de Maria, mãe de Jesus, escreveu muitos anos mais tarde que é necessário amar não de palavras, nem de língua, mas por obras e em verdade.

Somente o amor com todo seu mistério, riqueza e força é capaz de nos curar das insanas atitudes preconceituosas. Se descobrirmos o amor, não teremos coragem de excluir ninguém por qualquer que seja o motivo. Pelo contrário, seremos cada vez mais inclusivos e aprenderemos a beleza que há na diversidade dos homens.

Benditas sejam as tempestades

Lendo o título acima você poderá dizer que surtei de vez. Mas, acredite, isso ainda não aconteceu. É justificável que num primeiro momento você pense que fiquei doido, pois quando falamos em tempestade o que vem à mente são casas destelhadas, árvores derrubadas, deslizamentos etc.

Quando falo que as tempestades sejam benditas, penso nas tempestades da nossa vida. A tempestade como fenômeno da natureza, faz uma coisa interessante nas plantas e na terra. Olhando para as árvores, por exemplo, o vento soprando forte faz com que muitos galhos mais frágeis e folhas secas sejam separados do tronco.

Se compararmos com o que acontece conosco, ao vivemos uma daquelas tempestades da vida que as nuvens parecem nunca sair de sobre as nossas cabeças, sem que percebamos no primeiro momento, acontece uma verdadeira "faxina" na nossa estrutura.
A força das águas batendo, o vento soprando  com violência, a sensação de exposição, solidão, etc, mexem demasiadamente com corpo, alma e espírito. Contudo, quando os primeiros feixes de luz começam a rasgar o negro véu da tempestade, percebemos que podem até ter ficado algumas cicatrizes, mas saímos do temporal muito mais leves. Muita sujeira caiu enquanto as águas batiam e o vento soprava.

Alguns galhos foram arrancados com força, mas assim como acontece com as árvores, você tornou-se capaz de dar mais flores e, claro, mais frutos. Você não vai pedir pra que a tempestade lhe alcance, mas quando ela chegar, esteja certo que no fim dela você estará mais forte e saudável podendo produzir muito mais do que antes.
Jesus, em um de seus discursos, falou sobre a importância de estar devidamente preparado para a tempestade. O segredo é ouvir e praticar os ensinos do evangelho anunciados por Ele.

O que queremos enxergar?

O olho é, sem dúvida, a janela da alma e a porta de entrada da esperança ou do medo. A partir da perspectiva com que olhamos as pessoas, lugares, coisas, fatos ou a forma como nós mesmos nos enxergamos, determinam se iremos avançar ou parar, perder ou ganhar, viver ou morrer, avançar ou regredir.

O embate entre Davi e o gigante Golias é uma das histórias mais conhecidas pelo mundo cristão. Mesmo quem não é um assíduo frequentador de igreja alguma já ouviu falar desse encontro. O texto bíblico dá margem pra aprendizado de muitas questões, contudo quero observar a questão da perspectiva dada por cada um.

A narrativa diz que os homens do exército de Israel viram o gigante Golias ficaram apavorados e fugiram. O mesmo gigante foi visto pelo desprezado Davi, o filho caçula de uma família gigante que só sabia ficar no campo cuidando das ovelhas do pai. O único talento que o referendava era tocar.

Contudo, o rapazinho já sabia dar a perspectiva certa para o que enxergava. Ao contrário do exército do rei que preferia ver e fugir, ele optou por ver e aceitar o desafio. Ao observar o gigante, Davi fez-se alimentar de confiança no Deus que ele confessava adorar. Graças a essa confiança, matou o gigante, afugentou o exército inimigo e entrou para a história. Saiu do anonimato do campo para o auge da fama em toda nação sendo, mais tarde, aclamado rei.

Hoje, não temos mais gigantes como Golias se apresentando com armas brancas ou de fogo. Entretanto, existem outras formas de guerra com inimigos invisíveis que atacam a visão fazendo fracassar a muitos.
O clássico bíblico serve para mostrar que, se dermos a perspectiva correta aos nossos problemas –gigantes modernos–, poderemos, sim, vencer. Se, contudo, preferirmos encarar as circunstâncias com a perspectiva do fracassado: 'é impossível, não dá, não tem jeito, sou incapaz' e outras lamúrias, somos obrigados a engolir o fel da derrota e ainda dizer que é vitória doce como mel. Pense nisso e dê a cada circunstância a perspectiva certa: a de que tudo é possível para aquele que crê.

O poder das crianças

O universo infantil sempre encantou e vai continuar encantando. Não há fim para os livros produzidos abordando sobre como educar os pequenos seres desde que dão seus primeiros gritos.
Há cuidados mil a serem tomados. O que fala, como fala, o que podem ouvir, ver, comer, quando dizer "não", quando dizer "sim"...
As questões se multiplicam tanto que parece um convite à loucura pelas teorias, experiências diferentes da mãe, da sogra, da amiga, da tia, da vizinha, enfim, cada criança é um universo de riqueza plena e surpresas mil o que ajuda na abundância de afirmações umas boas outras nem tanto.

Quantas vezes ficamos tentando imaginar o que se passa na cabeça delas quando fazem perguntas intrigantes, afirmações surpreendentes ou quando resolvem agir de forma que ninguém esperava? Por mais que envelheçamos, são as crianças que arrancam de nós as melhores gargalhadas ou as lágrimas mais profundas. O que lhes dá esse poder? Por que exercem esse fascínio sobre nós?

Infelizmente, não sei a resposta, mas tenho minhas deduções. Um dos segredos é a capacidade de serem verdadeiras. Quando ainda não chegaram na idade em que se aprende a dissimular, não têm medo de chorar, gritar, manifestar de alguma forma o seu desagrado ou alegria.
Outro ponto é a capacidade de esquecer um conflito e perdoar. Elas não sabem que isso se chama perdão, mas quando num momento damos aquelas palmadas e, no momento seguinte parece que nada aconteceu, entendo que elas simplesmente perdoaram. Infelizmente, essa época passa rápido, e logo aprendem a descontar o agravo.

Destaco ainda o prazer que as crianças têm nas atitudes mais simples no relacionamento humano, como o ato de dar um beijo, um abraço, brincar, rolar pelo chão... Ganhar a confiança, a amizade, estampar um sorriso no rosto delas nem sempre é possível pela quantidade de itens com que se presenteia, mas no quanto somos capazes de olhar nos seus olhos. Ou seja, o quanto somos capazes de sentar no chão da sala e rolar com elas ali, beijando, afagando, sendo criança junto com elas. Isso abre portas para um relacionamento saudável, com grandes possibilidades de ser longo e muito frutífero.

Talvez por alguma dessas razões Jesus foi tão receptivo com as crianças e enfático ao dizer que aqueles que não se tornarem como elas não poderá "de modo algum" entrar no reino dos céus. Por isso, sugiro que nos esforcemos pra aprender com elas.

O direito à Liberdade

O Artigo 5º, do primeiro capítulo da Constituição Federal do Brasil é um deleite para a leitura e um convite à reflexão de como o ser humano tem condições de pensar em coisas boas.
O título do capítulo fala dos direitos e deveres individuais e coletivos. É um conjunto de parágrafos que, falando francamente, até deixa a alma leve quando o critério de leitura é a possibilidade de sonhar. Na prática, não se tem sonhos mas, sim, pesadelos. Depois do resultado das eleições de 2006, especialmente no que diz respeito à eleição de deputados, passei a duvidar dessa pretensa liberdade garantida na Carta Magna do País.

Para ser muito sincero, não acredito nessa tal liberdade garantida por artigos de lei. Perdoem-me os juristas, mas não acredito mesmo. No fim, nos tornamos prisioneiros de um sistema onde a mentira, a corrupção, a avareza, a prepotência são as palavras de ordem.
Nessas horas de absoluto descrédito prefiro optar pelo que alguns chamam de ópio do povo: a fé. Sim, fico com ela. Pois somente com essa fé que a ciência já tentou arruinar mas, até então, não conseguiu e nem conseguirá, somente na fé tenho podido encontrar alguma força e esperança para prosseguir.

Não quero ser simplista, mas se déssemos mais espaço a essa fé, não seríamos tão irresponsáveis com nossa postura diante da sociedade, no exercício de nossos direitos, no cumprimento de nossos deveres.
Digo isso porque a desilusão que toma conta de tantos é fruto não da falta de liberdade garantida pela lei, mas sim pela prisão em que muitas vezes está a alma.

Somente com o argumento da fé é possível entender a liberdade defendida por Jesus. Ele afirmou certa vez: "Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres". (João 8:32)  Embora os contemporâneos de Jesus vivessem sob a dominação cruel do governo romano, um sistema político que pouco ou nada contemplava as necessidades básicas do povo, ele não falava da liberdade do corpo, Cristo pregava, sobretudo, a liberdade da alma.

Mas, do que a nossa alma precisa ser livre? Não quero refletir sob o prisma teológico que enfatiza a necessidade de sermos livres do pecado. Essa liberdade Jesus garantiu com sua morte na cruz no lugar do homem. Isso também depende da fé.
Mas, quando Jesus afirmava seu poder de libertar o homem, ele defendia homens livres do medo de dizer a verdade, capazes de repudiar a mentira, ter nojo dela. Cristo ensinava a liberdade dizendo que somos livres não tendo postura dúbia, ou seja, que diz uma coisa diante daqueles de quem se tem medo e pelas costas faz outra.

Se alcançarmos essa liberdade, seremos mais fiéis aos nossos melhores princípios. Se isso acontecesse ou quando acontecer –ainda preciso valer-me da fé–, aí, sim, poderemos viver numa sociedade mais justa e, sobretudo, mais humana.

O equilíbrio de forças entre as gerações

É comum vermos situações e ouvirmos declarações vergonhosas tanto para jovens quanto para pessoas mais "maduras", vamos chamar assim pois ninguém gosta de ser chamado de velho. Os conflitos entre as gerações começam dentro de casa quando o filho passa a chamar os pais de caretas, quadrados, antiquados, cafonas ou os pais começam a rotular os filhos de rebeldes, irresponsáveis, inconsequentes etc. O cabedal de adjetivos é extenso e, na maioria das vezes, ofensivo.

A hostilidade entre as gerações na família se estende para o ambiente escolar e profissional. Não é raro vermos professores veteranos zombando daqueles que estão começando a carreira.  Em outras situações, aqueles que deveriam ser estimuladores da criação, tornam-se coveiros de novos empreendedores, escritores, inventores... Pessoas que, com o estímulo certo, na hora certa, pela pessoa certa, poderiam enriquecer a sociedade.

Mas, não são apenas os mais "maduros" que erram no trato com a geração que vem depois. Muitos jovens recém-formados na faculdade, parecem sair do meio acadêmico como doutor Honoris Causa em arrogância e presunção. Chegam no departamento no qual acabou de ganhar a direção e olham para os colegas mais velhos como se eles fossem desprezíveis e não reconhem a abundância das experiências de cada um.
Os exemplos negativos são muitos, mas quero falar de um que mostra como aproximar e aproveitar o que cada geração tem de melhor.

Certa vez, uma revista de circulação nacional publicou entrevista com um jovem bilionário brasileiro, o presidente da companhia aérea Gol, Constantino Jr. Na entrevista ele afirma: "Misturamos pessoas jovens com outras experientes, mas todas com espírito inovador. Deu certo".

O dono de uma empresa em franca expansão nos céus do Brasil e da América Latina pôs em prática um princípio bíblico registrado por Salomão: "A glória dos jovens é a sua força; e a beleza dos velhos são os seus cabelos brancos". (Provérbios 20:29).

Voe acima da tempestade

Quem nunca se viu em uma situação em que o problema chegou com a mesma velocidade de uma tempestade no verão? Muitas vezes estamos num domingo, participando de uma festa, sorrindo até pra formiga pendurada na folha de uma árvore e, de repente, na segunda-feira, alguém na família adoece, a demissão é informada, alguém do círculo mais próximo dá a punhalada pelas costas, enfim, as fontes da turbulência são múltiplas. Dado o choque inicial de perceber o que está acontecendo, entramos naquela fase do não comer, não beber, não dormir ou dormir mal. Qualquer barulho irrita, as lágrimas parecem que rolam sem pedir licença aos olhos.

Sobre esse tipo de situação gosto de fazer uma comparação com o comportamento das águias. Quando no meio do vôo, as águias são surpreendidas por nuvens de tempestade com todos os raios e trovões que se tem direito, elas tomam uma medida simples, um pouco penosa, pois exige mais esforço físico, mas que dá condições de prosseguir.

Elas ganham mais altura e passam a voar acima das nuvens de tempestade. Acima do véu negro que tomou conta da situação, elas sabem que o sol continua iluminando e aquecendo. Sabem que lá poderão voltar a planar nas correntes de ar com segurança.

Não estou lhe propondo fugir dos problemas, mas o comportamento das águias pode nos ensinar muito. Não deixamos de passar pela tempestade, contudo, temos que prosseguir sabendo que o Criador está sempre pronto a nos dar novas forças.  O profeta Isaías certa vez afirmou: "Os que esperam no Senhor renovarão as suas forças; subirão com asas como águias" (Isaías 40:31). O segredo das águias é voar mais alto e o nosso é confiar mais em Deus. Experimente e veja como é possível voar acima da tempestade.

Palavras sem ação são inúteis

Estamos vivendo um daqueles momentos em que muito há que se ouvir, pois muitos querem falar, mas pouco ou nada há que se ver, pois poucos querem viver o que dizem. A cada dia vemos algumas classes da nossa sociedade perdendo crédito, respeito e com moral cada vez mais baixa.
No meio da plantação parece existir mais joio do que trigo. Alguém pode dizer: 'Mas, você está julgando!' Não é questão de julgamento, é apenas não ser cego e ver o que estão fazendo, ou melhor, deixando de fazer.

A cada dia o uso da palavra se torna sempre mais rebuscado e requintado por indivíduos que aprendem a manipular seus ouvintes. Porém, a habilidade que têm em falar, não é a mesma que têm para viver o que dizem acreditar.

No horário da propaganda eleitoral, por exemplo, é de arrancar risos, pra não dizer lágrimas ao ver e ouvir os velhos jargões 'eu fiz', 'eu farei', 'vou lutar por vocês', 'pela educação, saúde e segurança', 'mais empregos para os jovens', e por aí vai, a lista é interminável.
Pra ser franco, tudo não passa de balela. Discurso pronto, bem pontuado, bem ensaiado, uma produção neurolingüisticamente calculada.

O resultado de verdade é bem conhecido: mensalão, dólar em todo lugar que se possa transportar, ambulância que vale mais que ônibus, etc. São apenas palavras, belas, bem pronunciadas, mas porcamente vividas. Há não muito tempo, a incoerência entre o discurso e a prática era patente de político. Estavam fora desse grupo os homens e mulheres que sempre foram conhecidos como pessoas de Deus.

Infelizmente, essa distinção já está se tornando muito difícil de fazer. Muitos que dizem pregar amor, compaixão, perdão, humildade, servir ao próximo e batem nos peitos dizendo fazer como Cristo ensinou, estão longe de saber o que é ser imitador do Mestre da Vida. Jesus jamais compactuou com qualquer atitude em que um homem tentasse sobrepor-se ao outro quer pela lei ou pela força.

Ele ensinou e viveu de tal forma a mostrar que para Deus não há acepção de pessoas. O apóstolo Tiago escreveu em sua carta que quem faz acepção de pessoas comete pecado. Muitos podem não saber ou fingir que não sabem, mas a presunção de dizer: 'eu sou mais santo do que tu', como profetizou Isaías, também é acepção de pessoas.

Oxalá nos tornemos pessoas sábias capazes de falar e viver o que pregamos. Assim, as nossas palavras serão mais que belas, serão verdadeiras e honrarão a Deus.

Gerenciando a inveja

Quem nunca foi vítima de uma situação de inveja? Esse comportamento espúrio, infelizmente se manifesta muito cedo na conduta do ser humano. Ainda crianças temos reações invejosas por causa de um brinquedo, de uma roupa etc.

Ao longo da vida, precisamos ir domando esse 'bicho feroz' que quer prevalecer em nossa postura. Entretanto, não quero falar dos sentimentos de inveja que brotam  do nosso interior. Quero falar da inveja que vem de fora.
Há situações extremas em que o invejoso simplesmente mata seu oponente, como foi o caso de Caim e Abel, ou dos políticos contemporâneos de Jesus que o acusaram de sedição ao governo romano apenas por causa da popularidade que o Mestre tinha.

Em tempos aparentemente modernos, acredito que tenha reduzido a quantidade  de homicídios por inveja. Mas, o invejoso quando não pode matar, trabalha de outras formas pra descarregar seus sentimentos. A difamação é a tática mais utilizada. Não importa se o argumento tem fundamento ou não. O importante é falar mal.

Uma vez que você é alvo de inveja, restam duas opções: (1) aprender com a situação e crescer ainda mais, (2) deixar-se levar pelo invejoso e parar. Isso é o que chamo de gerenciamento da inveja.

O que é possível aprender com o invejoso? Nesse caso temos duas possibilidades. Primeira, o invejoso pode colaborar quando ele aponta o que realmente está errado em nosso trabalho. É bom prestar atenção no que ele está dizendo e, se realmente necessário, mudar a ação, enviando em seguida uma carta de agradecimento ao invejoso por lhe ajudar a melhorar.

Segundo, se os argumentos do invejoso não têm fundamento, o mínimo a fazer é levantar a cabeça, sacudir a poeira e continuar o caminho não esquecendo de também agradecer ao distinto pela excelente campanha de marketing que ele está fazendo em seu favor.
Agindo assim, creio que é possível viver melhor, pois da inveja e dos invejosos só vamos nos livrar na eternidade. Enquanto estamos aqui, sempre estaremos às voltas com ela nos espreitando, pronta pra dar o bote.

Aproveite então o veneno do invejoso e faça um antídoto com ele. Você se previne de parar, deixar de crescer e ainda pode fazer um ou vários seres humanos adotarem a postura de uma cobra que, segundo contam os nordestinos mais antigos, quando não consegue matar sua presa acaba se matando com o próprio veneno.

Coveiros de sonhos

As milenares pirâmides do Egito são hoje um grande ponto turístico que atrai pessoas de todo o mundo. Porém, elas foram construídas com a função primária de guardar mortos. Os faraós queriam uma última morada à altura do orgulho e vaidade de cada um.
Em pleno século 21, vejo alguns faraós andando entre nós. Esses faraós modernos, ao contrário dos antigos, constroem pirâmides para enterrar não a si mesmo. Os túmulos cavados por eles são para enterrar sonhos e seus sonhadores.

A construção desses túmulos é silenciosa, porém constante. Sempre identificamos quem são os coveiros de sonhos quando os ouvimos dizer coisas que desencorajam, desanimam, decepcionam o mais empolgado sonhador.
O coveiro de sonhos é um frustrado consigo mesmo e por isso precisa trabalhar duro pra espalhar sua frustração ao maior número de pessoas possível.

Esses coveiros de sonhos, faraós modernos, tiranos contra a beleza, a poesia e a inocência que marcam um sonhador, estão sempre com uma palavra negativa. Têm na ponta da língua algumas expressões tais como: 'não vai dar certo', 'não vale a pena', 'tem que ser de outro jeito', 'não adianta criar, é melhor repetir'. São hábeis no uso do melhor recurso neurolingüístico com o objetivo de fazer uma ou várias pessoas desistirem de um sonho, de um propósito, de um ideal.

O pior é que alguns escondem-se numa máscara de experiência para dizer que já viu e viveu de tudo e que, portanto, está gabaritado para dar essa ou aquela sentença às pessoas ou grupos podendo assim usar de licença para matar os sonhos alheios.
Quantos bons escritores, cantores, compositores, advogados, médicos, atores, jornalistas, executivos deixamos de conhecer por causa das infelizes colocações desse ou daquele coveiro de sonhos com suas intermináveis palavras de descrédito e desânimo?

Felizmente, há alguns que não se deixam abater pela atuação nem influência desses coveiros. Mas, a maioria se abate, desiste e para.
Já que temos coveiros de sonhos, precisamos contrapor a ação deles tornando-nos jardineiros de sonhos. Sejamos mais atentos com o que dizer aos nossos filhos, cônjuges, colegas, amigos na hora de falar sobre o que estão fazendo ou planejando fazer.

Escolhamos com cuidado as melhores palavras pra dizer: 'siga em frente', 'estarei à sua disposição para lhe ajudar', 'quero estar do seu lado para comemorar'. Dessa forma estaremos regando sonhos e vendo o nosso próximo florescer como um jardim na primavera.
A possibilidade de sonhar é tão importante ao ponto de encontramos na Bíblia promessas de que se temos nossa alegria em Deus, Ele mesmo se encarrega de nos ajudar a concretizar os nossos sonhos: "Tenha prazer em Deus e ele realizará os teus sonhos" [paráfrase minha] (Salmo 37:4). Portanto, apesar dos coveiros estarem por aí, sonhe, pode sonhar, Deus não esquece de um sonho teu.

Judas está vivo

Judas Iscariotes sempre foi um dos mais detestáveis personagens da narrativa bíblica. Sempre personificou a dissimulação, a ação movida pela inveja, pela ganância. Mas, não é do tesoureiro de Jesus que quero falar. Quero falar de um Judas que caminha, dorme, acorda, trabalha, estuda, faz muitas coisas com cada um de nós. Sempre 'malhamos' o traidor de Jesus, mas somos muitas vezes Judas de nós mesmos. Como assim?

Traímos aos nossos princípios muitas vezes por pura covardia. Em outros momentos, deixamos nosso Judas de estimação nos beijar e nos vender para os mais vis propósitos. Perdemos nossa dignidade como homens e, anulamos nossa postura de cristãos.

Dar ou não liberdade a esse Judas interior depende de cada um. Por mais que as circunstâncias pareçam ser as culpadas por certas ações que tomamos, é no interior de nossa alma que escolhemos se vamos nos trair ou se vamos manter nossa honra vivendo segundo os princípios de Cristo. Pense nisso e não deixe seu Judas sobreviver.

Ingratidão: velha conhecida

Ela se manifesta nas mais diversas relações sociais. Está presente até mesmo no vínculo familiar com filhos que recusam-se a cuidar dos próprios pais quando esses precisam de atenção especial.
No ano de 2006, Itamar Franco, ex-presidente da República, falou sobre o que sentiu após saber que fora apunhalado por pessoas que tinha como amigos. Para Itamar, o golpe foi tão duro que a única decisão a tomar foi sair do partido. O ex-presidente entendeu que correligionários foram ingratos com sua história dentro do grupo. O enredo é o mesmo de tantas outras histórias que já ouvimos contar, só mudam os personagens. 

O médico e evangelista Lucas narra que numa aldeia por onde Jesus passou havia um grupo de dez leprosos que imploraram a ajuda do Mestre. A ordem dada foi que se apresentassem aos sacerdotes, enquanto estavam no caminho, foram curados.
A narrativa fala de agradecimento depois da cura. Mas, com certo lamento, conta que apenas um voltou para agradecer. A pergunta que ficou no ar foi: "Onde estão os outros nove?"

Pois é, até Jesus viu e sentiu na pele antes do julgamento, crucificação e morte o que é a ingratidão. Você, leitor, também já sentiu isso, certo?
Quem nunca se entristeceu por falta de um 'muito obrigado' de pai, mãe, filho, cônjuge, amigo, colega, vizinho, parente, patrão? Ora, se imperfeitos que somos sentimos tristeza por falta de um agradecimento, como se sente Deus por conta da nossa constante ingratidão?

Num monólogo que chamamos de 'oração' entregamos a Ele uma enchorrada de pedidos e queixas mas, dificilmente, lembramos de dizer: 'Obrigado pela vida,  pela saúde, pelo ar, pela família, pelo próximo'.  Nem lhe damos tempo para falar conosco. Em nossa ingratidão, temos pressa de voltar às nossas tarefas e, é claro, voltar a reclamar por coisas que deveríamos agradecer. Pense nisso e avalie se você não está no meio dos nove purificados por quem Jesus procurou e não encontrou.

Hipocrisia: reveladora de ‘talentos’

A etmologia da palavra hipocrisia afirma que ela foi criada para definir um desempenho teatral. Infelizmente, uma expressão ligada à arte, passou a identificar as pessoas fingidas que dissimulam sentimentos e intenções não assumindo sua verdadeira natureza.
O hipócrita expressa sentimentos e afirma coisas que não são suas para atingir seus interesses. De certa forma, o hipócrita traz de volta o significado original da palavra que é a ação de desempenhar um papel e muito bem por sinal.

É preciso ser muito bom ator pra dizer que se importa com crianças desnutridas, sujas, nuas e resfriadas. O hipócrita pega essa criança, coloca no colo, dá beijinho e tira foto cercado de outras na mesma situação pra mostrar o quanto se importa com o futuro dos excluídos.
A hipocrisia como diretora inpecável, conta com um elenco de primeira grandeza em todos os setores da sociedade.
Desde o indivíduo que se finge de amigo pra poder tomar a função no local de trabalho, até o vazio que afirma estar cheio de Deus, no entanto, não sabe o que é amar ao próximo.

Na lista dos que a hipocrisia já dirigiu, há "atores" que impuseram fardo sobre fardo aos ombros de pessoas mais humildes exigindo delas uma vida dita como santa, exaltando a pobreza como virtude, mas esses mesmos defensores de uma falsa santidade, nunca quiseram deixar de comer, beber, vestir e morar às custas de dinheiro que não lhes custou o suor do rosto.
Nem mesmo Shakeasper, ao escrever peças como "Romeu e Julieta", imaginou ter um grupo de atores tão dedicados como tem a hipocrisia.
Jesus nunca economizou palavras com o elenco da hipocrisia. Certa feita comparou-os a sepulcros caiados –bem tratados por fora, mas podres por dentro–.

Embora a hipocrisia tenha suas fileiras engrossadas por novos integrantes a cada geração, precisamos ter a serenidade de aceitar que para conhecer a Deus é preciso manter um coração sincero.
A sinceridade não tem a pretenção de fazer seus adeptos famosos. Contudo, credencia seus seguidores a se aproximarem de Deus. Apesar de ser difícil, lutemos pra continuar nos bancos do aprendizado da sinceridade. Não é pomposo, mas é honroso.

Colo para todas as idades

As crianças quando se sentem em situação de risco por causa do escuro, um barulho, um animal, um inseto, pela aproximação de um estranho, correm sempre em busca do colo de sua confiança mais próximo. Se querem pedir algo, se sentem-se cansadas e não aguentam mais andar, estendem os braços para subir ao colo de quem pode lhes amparar.

Uma vez estando nos braços de quem confia, a criança perde o medo, sente-se segura, descansada, volta a acalmar-se e, após a tensão, é comum dormir nos braços de quem confiou obtendo um descanso físico e mental.

Depois de certa idade, nem papai nem mamãe conseguem mais nos carregar no colo e, muitas vezes, nós mesmos nos recusamos a mostrar essa vontade reprimida lá no fundo da alma. Mas, uma hora ou outra, acabamos por sentir falta de alguém que pudesse nos segurar no colo.
Embora não tenhamos à disposição nenhum humano grande e forte o suficiente que queira nos levar no colo, temos um Criador que nos convida a descansar em seus braços.

Jesus enfatizou nos seus ensinos a figura de Deus como um pai. Assim como um pai carnal tem prazer em segurar seus filhos entre os braços, o mesmo acontece com o Autor da Vida. Deus tem absoluto interesse em nos ter em seus braços. Ele quer nos transmitir a mesma paz e segurança que uma criança sente no colo de quem ela confia.

O colo de Deus está acessível a todos, Ele não faz acepção de pessoas. Basta querer, pedir e com certeza o Pai Celeste estará disposto a lhe colocar no colo, ouvir suas queixas, aliviar seu cansaço, dar alimento, renovar suas forças e lhe encorajar a seguir mais adiante. Se sentir vontade, basta uma oração pedindo o colo do Pai e você terá de novo o prazer de estar nos braços de alguém em quem você pode confiar.

Desprezados, sim. Inúteis, não!

Jesus sempre foi intrigante pela maneira de expôr as questões do reino de Deus e pela sua forma de agir. Sua conduta entre os homens incomodava um grupo de almofadinhas da época que intitulavam-se como o supra-sumo do conhecimento na interpretação da Lei Mosaica e dos escritos proféticos.

Eram tão limitados na  interpretação e prática das Escrituras que pecavam num ponto elementar: acepção de pessoas. Isto é, eram mestres em determinar com quem podiam ou não podiam andar por julgarem-se superiores, letrados, com padrão de conhecimento e qualidade de vida acima do povão. Ao menos dá pra saber que esse tipo de gente não é novidade. Enquanto usavam e abusavam do respeito que as pessoas mais humildes lhes davam, surgia no cenário um homem pobre, natural de Belém, criado em Nazaré.

Aclamado pelos pobres, foi duramente perseguido pela elite. Poucos nobres se aliaram ao seu grupo e, alguns que o procuraram, chegaram a fazer na calada da noite, pra evitar cair na boca do povo, como Nicodemos. Além dos pontos de vista que defendia, Jesus incomodou a elite da época por um motivo em especial: as pessoas com quem andava.

Pra começar, o seu núcleo de trabalho era formado por homens, em sua maioria, de pouca ou nenhuma instrução. Alguns desses seguidores eram da região da Galiléia, que era pobre, com pouca educação e cultura, uma vez que o melhor da época se concentrava na Judéia. Além desse grupo pouco admirável pelos contemporâneos, ele estava sempre cercado pelos marginalizados como: mendigos, leprosos, prostitutas etc.

Certa vez, teve uma longa conversa com uma pessoa que, para os padrões da época, tinha 3 "problemas": era mulher, era samaritana e gostava de tomar marido das outras (já tinha seis na coleção). Ainda assim, Jesus conversou, ofereceu ajuda espiritual e aquela mulher entrou para a história como uma das primeiras evangelizadoras na narrativa bíblica.

Maria de Magdala, mais conhecida como Madalena, foi perdoada num momento em que todos queriam matá-la e podiam fazê-lo, segundo as leis da época, pelo flagrante em que fora capturada. Resultado: foi uma das primeiras a saber que Jesus havia ressuscitado.

Jesus disse: "Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos." Com isso, ele reforçou o caráter inclusivo do evangelho, de sempre chamar para o meio aqueles que estão desprezados. Muitos já se sentiram ou sentem-se excluídos de diversos grupos em diferentes setores da sociedade. As causas, não importam. Enquanto este ou aquele posa de "sou mais santo do que tu", é bom saber que o Autor da Vida lhe quer por perto e o resultado dessa aproximação nem você pode imaginar.

Quanto vale um sonho?

Sonhar é bom, mas...
Um dos mais famosos personagens bíblicos foi vendido pelos próprios irmãos, se tornou escravo no Egito, foi prisioneiro e por fim se tornou o segundo homem depois de Faraó, tudo por causa do seu apelido de adolescência: sonhador. Estou falando de José, filho de Jacó.
Ele tinha uns sonhos que incomodaram ao próprio pai. Aos irmãos então, nem se fala. Chegaram a simular a morte do rapaz para o próprio pai só pra se livrar da presença e da memória do sonhador.

Pois bem, os sonhos de José se cumpriram. Ele viu toda sua família prostrada diante dele precisando de ajuda. Implorando o favor do homem mais poderoso da terra depois de Faraó: seu próprio irmão.
Quantos já se sentiram zombados, desprezados, desacreditados por causa dos seus sonhos? Os sonhos são de várias naturezas, acerca de diversas áreas da vida. Alguns parecem loucos –quase ilusões–, outros mais palpáveis. Por seu próprio juízo ou pelo julgamento de terceiros são classificados, às vezes, como impossíveis.

Ora, sonho é sonho. E, sejamos francos, eles ajudam a sairmos do lugar. A partir deles, quando encarados e não rejeitados, podemos estabelecer metas de curto, médio e longo prazos.
Sejam quais forem os seus sonhos não se esqueça de buscar em Deus a força para vê-los realizados, mas mova-se. Planeje. Avalie. Reveja métodos. Não desista!

Muitos sonhos estão enterrados junto com homens e mulheres que passaram pela nossa trajetória de vida e desistiram de sonhar, privando a si e aos seus semelhantes de viverem grandes realizações.
Quanto vale o seu sonho? Não há valor no universo que se possa comparar. Por isso sonhe e apresente esses sonhos ao Criador. Ele é o único que pode dar a palavra final sobre os seus sonhos.

Pra que servem os amigos?

Certa vez, quatro amigos resolveram levar um quinto companheiro paralítico até a presença de Jesus. Quando chegaram diante da casa onde Jesus estava, tiveram muita dificuldade de entrar pela porta. A alternativa foi colocar o doente diante de Jesus pelo telhado.
Os quatro amigos puseram-se a arrastar o doente sob o leito, abrir um espaço no teto e descer o paralítico. Como o paralítico chegou diante de Jesus e os amigos estavam cheios de fé de que ele seria curado, ele entrou carregado na cama e saiu com a cama carregada nos próprios braços.

O que chama a atenção nessa história é que em um determinado momento da narrativa, o evangelista Lucas frisou o fato de que Jesus observou a fé dos quatro amigos. Não foi apenas a situação de clemência do paralítico que chamou a atenção de Jesus, foi também a ousadia e disposição daqueles homens que dicidiram ver a mudança na vida de um amigo.

Inspirado nisso, quero afirmar que os amigos servem para isso: carregar cama. Como assim? Se somos amigos de alguém e o vemos deitado, sem forças, desanimado, querendo desistir de tudo e de todos, podemos e devemos ter a disposição de fazer algo por ele.
Não podemos desistir de ajudá-lo no primeiro obstáculo. Podemos e devemos encontrar alternativas para driblar as circunstâncias que parecem dizer não. Permaneça perto, mostre o quanto se importa, cuide das feridas. Exigirá esforço, persistência, ousadia. Mas valerá a pena,  você verá o seu amigo saltando como uma criança.

Vamos filosofar

Não sou filósofo com anel no dedo e diploma na parede mas, temos a nossa famosa 'filosofia de vida'. Comecei a observar e interrogar a algumas pessoas sobre o que conversamos em família. Infelizmente, a grande maioria das pessoas acabam por confessar que os assuntos giram em torno das contas a pagar, os problemas de disciplina dos filhos na escola, as intrigas e fofocas do trabalho, os problemas da vida coletiva como água, esgotos, coleta do lixo... Em síntese, jogamos fora muito do nosso tempo reclamando dos diversos problemas do cotidiano, ao invés de falar ou pensar em coisas boas.

A pressão do cotidiano, a necessidade de manter-se como o melhor funcionário, cumprir prazos, atingir metas, tudo isso vai nos envolvendo sorrateiramente e, quando menos percebemos, nos tornamos o exemplo máximo de como não se deve viver. É fácil resolver isso? Não. Perdoem-me pela franqueza. Mas, não acredito ser impossível. Há esperança.

Vou tomar emprestado o pensamento do maior anunciador do Evangelho da Graça depois de Cristo, o apóstolo Paulo. Ele entrou na narrativa bíblica como um homem violento, sanguinário, cruel, de mente pequena e visão curta. Entretanto, aprendeu e repassou o princípio de sempre reciclar a mente. Para tanto, é preciso pensar nas coisas que são verdadeiras, honestas, justas, puras, amáveis, de boa fama, que tenham alguma virtude e que tenham algum louvor (Carta aos Filipenses 4:8).

Se começarmos a pensar e conversar sobre coisas dessa natureza como recomendou o apóstolo Paulo, estaremos aprendendo a filosofar. Faça isso em casa, no trabalho (quando puder, é claro), no passeio com os amigos, com os filhos, com a esposa.

Eleve seu espírito. Não se deixe levar pela ditadura dos padrões de beleza e qualidade de vida impostos pela mídia. Há um mundo rico, real e prazeroso a partir do pensamento. Pense, reflita e compartilhe seu aprendizado. Isso vai lhe fazer muito bem e todos que estão à sua volta serão enriquecidos juntamente com você.

Quanto vale um amigo?

Esse tema parece trivial e, no estresse do cotidiano, se tornou, para alguns, banal. Ouso dizer 'alguns' pra não ser pessimista e afirmar 'todos' ou 'a maioria'. Prefiro crêr no belo e não me render ao feio. Contudo, reconheço que vivemos numa situação em que não temos ou não queremos ter tempo para os amigos.

Nunca podemos ligar, escrever, visitar... Em tempos modernos: mandar um scrap no orkut, e-mail, torpedo etc. Na maioria das vezes que lembramos de alguém ou é por interesse pessoal ou por tragédia (alguém morreu, ficou doente, sofreu acidente) e isso quando se importa de saber ao menos como curioso. Sejamos francos: temos sido péssimos amigos!

Esse tema da amizade é tão importante para a saúde mental e espiritual do homem que a própria Bíblia não deixou de registrar fatos importantes relacionados a isso. Citou, por exemplo, que Abraão, o grande patriarca dos hebreus, foi reconhecido como amigo de Deus. Jesus, falando aos 12 apóstolos, afirmou: "Já não vos chamo servos... mas chamei-vos amigos...".

Salomão, também disse que "O amigo ama em todo o tempo; e para a angústia nasce o irmão." Ora, sendo a amizade um tema tão nobre, vale a pena investir nela. Não quero ser utópico. Nem todos são amigos de fato, que o diga Jesus Cristo, traído pelo próprio tesoureiro! Mas, se nos fecharmos e nos privarmos de boas amizades por causa dos que foram traídos ou que nos traíram, que faremos?
Vamos nos isolar do mundo? Tentar viver em um circuito fechado, restrito e patenteado com as pessoas de ligação sangüínea?

Se respondermos sim a essas alternativas, estamos optando por viver fora das possibilidades que o Criador traçou para a vida do ser humano. Por nos criar com necessidades de agregação, Deus nos dotou de capacidades para superar as dificuldades que surgem nos relacionamentos e criou no homem mecanismos na mente e no corpo que são curados, estimulados e revitalizados graças ao toque, ao sorriso e ao estender das mãos de um amigo.

Por valorizar seus amigos, o próprio Cristo afirmou que dava a sua vida por eles. E você, o que aceita fazer pelos seus amigos? Não precisa morrer por nenhum deles, Jesus já fez isso! Mas sugiro que ao menos diga o quanto eles são importantes pra você.

21 de janeiro de 2009

Qual o valor do homem?

O valor de uma pessoa depende do valor que ela dá aos outros

 
 

"Façam aos outros o que querem que eles façam a vocês." (Mateus 7:12 - versão na Linguagem de Hoje). Essa foi uma das muitas frases curtas e incisivas de Jesus, o Cristo, acerca de relacionamento humano.

Embora o texto seja milenar, esteja registrado no livro com mais exemplares publicados no mundo e em uma enorme variedade de idiomas, dialetos e versões, a prática do ensino, no fim das contas, fica bem distante do nosso cotidiano.

Na prática, damos desprezo e queremos reverência, somos antipáticos e queremos simpatia, maltratamos e queremos ser bajulados, abatemos e queremos ser levantados, humilhamos e queremos ser exaltados. Este tipo de comportamento revela que não entendemos o princípio cristão e permite às pessoas em volta saberem qual o nosso real valor.

A sociedade dos homens já viveu a experiência vergonhosa de enfileirar semelhantes –a maioria negros– observar-lhes os dentes, o porte físico e fixar o "valor de mercado". Quem podia comprar o melhor escravo ou escrava, mostrava a sua riqueza e poder social além de deixar testemunho para a história da sua pequenez e pobreza espiritual.

Não mais vendemos ou compramos seres humanos nas praças públicas, ao menos não nos moldes de antigamente. Digamos que modernizamos a forma de nos comercializarmos. Ficamos mais 'requintados'.

Hoje, medimos roupa, óculos, cinto, sapato, carro, casa, cargo, salário, conta bancária e, a partir destes itens, costuma-se definir se a pessoa 'é de berço', se 'tem sangue azul'. Mediante a análise das posses e atribuição dos valores morais e sociais, abrimos ou fechamos as portas para os relacionamentos.

Outra forma de 'comprar' ou 'vender' os homens é o uso da escala de vantagem, isto é, 'quanto eu ganho com você?'. Só se quer estar ou manter perto aquele que oferece condições de promoção no emprego, ganhos financeiros, ascensão social, que aceita parceria para a corrupção, mentira, roubo, traição etc.

Quem utiliza qualquer um dos critérios acima em maior ou menor grau, deixa claro o quanto vale: NADA! Não vale nada a pessoa que vê no próximo apenas um degrau a ser pisado para permitir sua subida. Não vale nada aquele que precisa de dinheiro para conquistar seguidores e viabilizar a concretização de suas idéias. Como também não vale nada aquele que se permite ser comprado.

O valor de uma pessoa é exatamente proporcional ao valor que ela atribui aos outros. Portanto, mesmo vinte séculos depois do que foi dito por Cristo, acredito que ainda valha a pena fazer aos outros aquilo que desejamos para nós.

14 de janeiro de 2009

Mais um ano à nossa frente

Quem diria... já avançamos mais um ano no tal século 21. Até que começássemos a contar o ano de número dois mil quantos temores e assombros tomaram conta das conversas de nossos avós? Muitos diziam: 'mil chegará, dois mil não passará'.


Mesmo no meio dos profissionais de tecnologia havia um pânico generalizado com profecias de catástrofe geral acerca dos computadores que acabariam por computar os anos como se estivessem em 1900 e não em 2000. Felizmente, muito não passou de adágio popular. Nós e nossos avós estamos vendo o avanço do século 21. Não que este avanço seja a coisa mais maravilhosa do mundo! O século prossegue e o ano de 2009 chegou com demasiado foco nos ataques implacáveis de Israel na Faixa de Gaza.

As notícias de falência de empresas, redução de vendas, seca num canto, inundações em outros, arrastões em condomínios de luxo, morte e violência no trânsito, desabrigados, desalojados, desempregados... Ufa!!! Cansa só em pensar e, pior, esta avalanche de notícia parece que vai nos sufocar ou estagnar.


Se nos deixarmos vencer pelo que ouvimos e vemos no mundo da notícia, ou até pelo que acontece na casa do vizinho, seremos dominados pelo medo, pânico, terror, angústia.

Devemos fechar os olhos e tampar os ouvidos? Não. Afinal, não podemos agir como avestruz e enfiar a cabeça num buraco para fingir que os problemas não existem.


No meio de toda esta avalanche segue a nossa vida. O tempo, implacável, nos faz lembrar que a cada segundo estamos mais velhos. O espelho, impiedoso, grita sobre as nossas rugas e aponta os cabelos que teimam em ficar brancos ou cair criando "heliponto de pernilongo" na cabeça dos homens.

Os filhos e netos vão crescendo e se comunicando de forma cada vez mais esquisita e rápida de maneira que aumenta a sensação de que o tempo está mesmo correndo a bordo de um carro de Fórmula 1.


No meio disso tudo precisamos aprender a viver. Um aprendizado que só se encerra quando parte-se o fio de prata, damos o último suspiro e voamos nas asas da democrática senhora morte que não faz distinção de classe, raça, sexo ou credo para recolher seus passageiros.



De forma absolutamente misericordiosa e boa o Criador nos dotou dessa capacidade maravilhosa de aprender sempre. Tudo e todos à nossa volta pode nos ensinar algo, basta querermos aprender. Basta termos disposição para atentar para o sorriso da criança ou para os passos lentos de quem, com o peso dos anos, perdeu a agilidade de ir e vir como na juventude, mas pode, ainda que com uma voz pausada e rouca, transmitir um ensinamento.


Quando estamos dispostos a aprender, a contagem dos dias não é uma subtração, mas sim uma soma. Estamos sempre com desejo de viver, compartilhar, dar, receber, plantar, colher, crer, amar...

Queremos sempre ver a próxima alvorada, estamos sempre perplexos com a beleza do pôr-do-sol, nos encantamos com o colorido das flores, com o cheiro do campo, com o calor do sol, com o frescor da brisa, com o refrigério das águas.


É esta vontade de aprender que desejo poder expressar e ver nas pessoas que me cercam ao longo de mais um ano. Independente das histórias que serão escritas, das perdas e ganhos, alegrias e tristezas, risos e lágrimas, chegadas e partidas que viveremos, minha oração ao Dono da Vida é de que possamos sempre aprender. Aprender a sermos melhores pai, mãe, irmão, avô, avó, amigo, colega, patrão, funcionário, professor, aluno... crescer na arte de ser gente.

2 de janeiro de 2009

Emanuel Por Emanuel.

Falar de si mesmo é glória vã. O melhor é o depoimento de outros. Porém, é incomum dizerem o que realmente acham da gente (ao menos pela frente). Uma amiga especial, Michele Franco, teve coragem de postar um depoimento que faço uso:

"O que dizer do Emanuel? Amigo, moço de Deus, criativo, inteligente, sincero, grande personalidade, original, diferente de todos, se destaca no meio de muitos. Com essa imensa criatividade e essa inteligência que tem está sempre me ajudando, seus conselhos e conversas são tudo de bom."
É claro que há divergências, mas, gosto de acreditar nela. Sobre defeitos, falo eu mesmo: teimoso, mal humorado, queixo duro, não engulo desaforo, à primeira vista, um poço de arrogância. Mas, acredite, tento aprender o que é a humildade servindo ao próximo com amor seja ele quem for. É difícil, mas se Jesus ordenou, eu tento.

Em casa, não sou filho desprezível, nem irmão detestável. Sou tiozão coruja confesso. Não largo o babador por causa do Abner, Beatriz e Davi. No trabalho, se não estou de "chico", busco ser prestativo. Com os amigos chego ao sacrifício pessoal na busca de agradar, confortar, celebrar. Sinto-me em paz tanto entre milhões quanto na solidão.

Só não me encontra se não quiser


Emanuel Moura(11) 973-726-735 [Vivo] | 987-969-998 [Tim]
moura.emanuel@gmail.com
MSN: moura.emmanuel@hotmail.com
TWITTER: http://twitter.com/emanuelmoura
Facebook: Emanuel Moura
Orkut: Emanuel Moura

 
Powered by Blogger