22 de janeiro de 2009

Benditas sejam as tempestades

Lendo o título acima você poderá dizer que surtei de vez. Mas, acredite, isso ainda não aconteceu. É justificável que num primeiro momento você pense que fiquei doido, pois quando falamos em tempestade o que vem à mente são casas destelhadas, árvores derrubadas, deslizamentos etc.

Quando falo que as tempestades sejam benditas, penso nas tempestades da nossa vida. A tempestade como fenômeno da natureza, faz uma coisa interessante nas plantas e na terra. Olhando para as árvores, por exemplo, o vento soprando forte faz com que muitos galhos mais frágeis e folhas secas sejam separados do tronco.

Se compararmos com o que acontece conosco, ao vivemos uma daquelas tempestades da vida que as nuvens parecem nunca sair de sobre as nossas cabeças, sem que percebamos no primeiro momento, acontece uma verdadeira "faxina" na nossa estrutura.
A força das águas batendo, o vento soprando  com violência, a sensação de exposição, solidão, etc, mexem demasiadamente com corpo, alma e espírito. Contudo, quando os primeiros feixes de luz começam a rasgar o negro véu da tempestade, percebemos que podem até ter ficado algumas cicatrizes, mas saímos do temporal muito mais leves. Muita sujeira caiu enquanto as águas batiam e o vento soprava.

Alguns galhos foram arrancados com força, mas assim como acontece com as árvores, você tornou-se capaz de dar mais flores e, claro, mais frutos. Você não vai pedir pra que a tempestade lhe alcance, mas quando ela chegar, esteja certo que no fim dela você estará mais forte e saudável podendo produzir muito mais do que antes.
Jesus, em um de seus discursos, falou sobre a importância de estar devidamente preparado para a tempestade. O segredo é ouvir e praticar os ensinos do evangelho anunciados por Ele.

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