22 de janeiro de 2009

Desprezados, sim. Inúteis, não!

Jesus sempre foi intrigante pela maneira de expôr as questões do reino de Deus e pela sua forma de agir. Sua conduta entre os homens incomodava um grupo de almofadinhas da época que intitulavam-se como o supra-sumo do conhecimento na interpretação da Lei Mosaica e dos escritos proféticos.

Eram tão limitados na  interpretação e prática das Escrituras que pecavam num ponto elementar: acepção de pessoas. Isto é, eram mestres em determinar com quem podiam ou não podiam andar por julgarem-se superiores, letrados, com padrão de conhecimento e qualidade de vida acima do povão. Ao menos dá pra saber que esse tipo de gente não é novidade. Enquanto usavam e abusavam do respeito que as pessoas mais humildes lhes davam, surgia no cenário um homem pobre, natural de Belém, criado em Nazaré.

Aclamado pelos pobres, foi duramente perseguido pela elite. Poucos nobres se aliaram ao seu grupo e, alguns que o procuraram, chegaram a fazer na calada da noite, pra evitar cair na boca do povo, como Nicodemos. Além dos pontos de vista que defendia, Jesus incomodou a elite da época por um motivo em especial: as pessoas com quem andava.

Pra começar, o seu núcleo de trabalho era formado por homens, em sua maioria, de pouca ou nenhuma instrução. Alguns desses seguidores eram da região da Galiléia, que era pobre, com pouca educação e cultura, uma vez que o melhor da época se concentrava na Judéia. Além desse grupo pouco admirável pelos contemporâneos, ele estava sempre cercado pelos marginalizados como: mendigos, leprosos, prostitutas etc.

Certa vez, teve uma longa conversa com uma pessoa que, para os padrões da época, tinha 3 "problemas": era mulher, era samaritana e gostava de tomar marido das outras (já tinha seis na coleção). Ainda assim, Jesus conversou, ofereceu ajuda espiritual e aquela mulher entrou para a história como uma das primeiras evangelizadoras na narrativa bíblica.

Maria de Magdala, mais conhecida como Madalena, foi perdoada num momento em que todos queriam matá-la e podiam fazê-lo, segundo as leis da época, pelo flagrante em que fora capturada. Resultado: foi uma das primeiras a saber que Jesus havia ressuscitado.

Jesus disse: "Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos." Com isso, ele reforçou o caráter inclusivo do evangelho, de sempre chamar para o meio aqueles que estão desprezados. Muitos já se sentiram ou sentem-se excluídos de diversos grupos em diferentes setores da sociedade. As causas, não importam. Enquanto este ou aquele posa de "sou mais santo do que tu", é bom saber que o Autor da Vida lhe quer por perto e o resultado dessa aproximação nem você pode imaginar.

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