30 de dezembro de 2012

Como me desejar feliz ano novo: com muito dinheiro

Muito provavelmente pela antecipação da rabugice que será minha marca de terceira idade (se eu chegar até lá), tenho me tornado cada vez menos suscetível ao clima de euforia de fim de um ano e começo de outro. Uma das coisas que me arrefecem o ânimo é a procrastinação de tudo! Nada funciona. Tudo estaciona. Tudo fecha mais cedo. Um monte de lugares deixa de funcionar. As respostas dos e-mails são: 'Voltamos a partir do dia yy de janeiro'. Em função dessa política do 'ano-que-vem-a-gente-vê', fico apenas ansioso pelo ano que vai chegar para confirmar se realmente alguma coisa vai ser vista. Claro que, em alguns casos, só vai funcionar depois do Carnaval! Aff!

Bem... Acredito, sim, no valor de termos uma disposição mental e espiritual, digamos, positiva, para o novo ciclo que vai chegar. Entretanto, não gosto da coisa do pensamento positivo, mentalização, figa, mandinga, 7 pulos em ondas, comer lentinha, vestir esta ou aquela cor, usar escultura de gato japonês (Maneki Neko), usar trevo-de-quatro-folhas, e por aí vai. Para fábulas e lendas, a imaginação popular não tem fim. Não uso nada disso, mas também não vou lançar no Limbo ou Purgatório aqueles que usam. Afinal, cada qual com sua crença.

O que tenho a deixar registrado, agora, pela concatenação de signos linguísticos (as letras, que formam palavras, que compõem orações e períodos e, finalmente, textos) deve escandalizar alguns, fazer rir outros e mudar meu status na visão de não sei quantos. Trata-se sobre as felicitações de ano novo. Adotei o discurso verbalmente desde o final de 2011 e reitero agora.

É de uso milenar os votos de 'feliz ano novo com muita saúde, paz, alegria, amor'. É bonito, bacana, legal, educado. Porém, contudo, todavia.... adianto que quando eu for te transmitir meus votos de ano novo, o slogan adotado é: "FELIZ ANO NOVO COM MUITO DINHEIRO, TODO O RESTANTE DEUS JÁ DEU, BASTA FAZER USO!". Pode fazer o mesmo comigo. Esses são os meus sinceros votos para meus amigos, para mim e até para os que me mantém na lista como rival. Afinal, egoísmo é um sentimento péssimo, corrosivo e de retorno nefasto.

Alguém dirá: 'Vixi! Que materialista!'. Corrigindo: Materialista, não. Realista! Reduzo as felicitações para a multiplicação do money, prata, jaburu, cacau, faz-me-rir, mérreis, alegria-de-todos, bufunfa, porque todo o restante, desculpe a falta de modéstia, tenho em profusão. 

Explico
Justifico que todas as virtudes desejadas foram muito bem arquitetadas e armazenadas em nós pelo Criador, no ato da criação. Ele mesmo se apresenta como fonte inesgotável, sempre acessível a quem o buscar. E, não sem propósito, o boneco da barro só ganhou vida quando recebeu em suas narinas o sopro de Deus. Logo, se olharmos firmemente para Ele, tudo isso que foi projetado por Ele será vivido em plenitude.

Apesar do mau humor que tenho aprimorado como forma de defesa, já tenho, sim, alegria. O mau humor e a carranca é só para assustar os menos persistentes e que, provavelmente, de quem eu pouco ou nada teria a receber, muito menos a retribuir. E olha que esta alegria já foi ameaçada com a escassez de grana para trocar o sapato. Ela também foi testada quando olhava para uma roupa e tinha que pegar outra na loja, porque era a mais barata. Essa alegria nunca diminui, mesmo quando tenho que olhar primeiro para o preço no cardápio do restaurante.

Tenho paz de espírito, mesmo quando estou no meio de um furacão. A saúde, vai bem obrigado. Se, porventura, o Todo-Poderoso quiser ensinar algo por alguma enfermidade, Ele vai fazê-lo quer eu tenha dinheiro ou não. O mesmo é verdade quando Ele decide restabelecer a saúde. Não fosse assim, qualquer morador da Rocinha (Rio de Janeiro) poderia ser enterrado na primeira gripe da vida, e nenhum morador do Morumbi (São Paulo) morreria de câncer. A saúde vem mediante a vontade inquestionável de Deus e não pela quantidade de recursos aplicados ou pela falta deles em sua busca. 

Quanto ao amor, busco praticar em boa medida. Se consigo? Não sei. Ao menos tento. O amor, afinal, não é um sentimento. Aquela coisa do arrepio, do desmaio, da gritaria, da melação, é besteirol. Amar, ao contrário do que se propaga por aí, é uma faculdade da razão e não da emoção. Decidimos amar. 
O verdadeiro amor encara suas provas de qualidade. Por isso, o apóstolo Paulo disse que o amor "tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta". Ora, se tem de sofrer e suportar alguma coisa, entendo que está mais do que claro as provas de resistência que o pleno amor é submetido constantemente. Isso em qualquer nível de relação, seja ela familiar, profissional, entre amigos.

Sou alegre, tenho paz, estou com saúde, busco amar. Tudo isso, sem dinheiro! Nada mais interessante do que manter todas essas coisas só que com dinheiro. Os amigos mais próximos podem ficar tranquilos que não estou infectado com o amor ao dinheiro que, também segundo Paulo, "é a raiz de toda a espécie de males". Não coloquei o vil metal num altar. Ele não toma o lugar de Deus. Não é mais importante que meus amigos. Contudo, é algo que quero, sim, e em larga escala. Se Jó, Abraão, Isaque e Jacó puderam ser ricos, eu também o posso. Se José de Arimatéia, pela riqueza e coração voluntarioso que possuía, pode tomar o corpo de Jesus para ser sepultado, posso e quero ter grana também. E, felizmente, não preciso sepultar o Cristo, pois já ressuscitou.

Aplicação
Sei bem o que fazer com dinheiro. Afinal, a experiência de ser pobre deveria ser algo com prazo de validade apenas para contar aos filhos. Algo marcado em alguma etapa da vida entre adolescência e juventude como ritual de passagem, mas com a garantia de acabar. Um episódio para valorizar o patrimônio dos pais e entender, de uma vez por todas que dinheiro não dá em árvore, não cai do céu.

Há quem deseje ser rico para poder viajar o tempo todo. Acho isso de pobreza vil. O desejo de grana para se tornar ocioso é horrendo. Dinheiro, chama dinheiro, mas mediante trabalho. Não escondo os votos de feliz 2013 com muito dinheiro, porque sei como multiplicá-lo e aumentar o número de beneficiados por ele.

Desejo muito dinheiro a todos, com a ressalva que, além de ver as suas e as minhas fontes de receita aumentarem em quantidade, desejo que aprendamos a fechar as torneiras das despesas. Um milionário americano ensina que o importante não é o quanto se ganha, mas o quanto se guarda. Ele tem razão. Sei que é difícil. Mas, é possível. Afinal, ser formos bem autocríticos, vamos perceber o quanto de quinquilharia colocamos em casa, sem ter necessidade.

Considerações finais
Que o dinheiro em abundância seja útil para nos fazer sorrir, mas, muito mais para fazer sorrir a outros. Que a produtividade seja uma meta sempre perseguida. Que o dinheiro seja multiplicado, não para te afastar das pessoas, mas para permitir estar mais perto delas. Que essa multiplicação seja limpa, honesta, pacífica, honrosa. Que a busca pela qualificação profissional não se esmoreça e, por meio dela, possa produzir com eficácia, pensar com rapidez e agir com justiça. Protesto contra toda forma de ociosidade. Produzamos. Se o Pai trabalha até agora, trabalhemos também. Feliz 2013.

20 de dezembro de 2012

Hipocrisia fede

Pelo prazer de contrariar, esta semana fiz questão de comparecer às cerimônias de diplomação de vereadores, suplentes, prefeito e vice de Campo Limpo Paulista, no dia 19. Também o fiz em Jundiaí, dia 18. 
Nas duas ocasiões, senti no ar e quase apalpei a hipocrisia. Evidentemente que a fragrância não é agradável. A hipocrisia fede.

E olha que o mau cheiro é mais forte do que naquelas situações que a gente vive em coletivo quando algum passageiro que não gosta de tomar banho, precisa levantar o braço para se apoiar e, por infelicidade, estamos embaixo da 'linha de tiro'.
A diplomação é um ato da Justiça Eleitoral, mas claro que ganha seus contornos políticos. Isso porque, especialmente os partidários dos eleitos incham-se como pavão para desfilar no saguão. É possível ver a cauda aberta.

Emproam o papo como galo em terreiro demarcando território. Sentem-se 'super-heróis' ou 'heroínas'. Mais engraçado é perceber que eles enfiam na cara o olhar altivo e passam a mirar oponentes de cima abaixo. 
O que dizem é: 'Viu, te derrotei'; 'Sou melhor que você; 'Agora tomo o seu lugar'. Enfim, se o que vai pela mente fosse audível, clamaríamos pela surdez. 

Ainda bem que o Criador deixou pensamento para ser lido apenas por Ele. A nós, humanos, fica o direito da expressão verbal ou escrita.
O hipócrita, via de regra, beija e abraça a quem lhe convém no momento. Se é um hipócrita que escreve, em uma década, ele tem artigos ferozes contra a tirania e roubalheira daquele que, naquele momento, é seu desafeto. 

Na década seguinte, o mesmo desafeto passa a ser alvo de poesias que nem nossos mais expressivos poetas conseguiriam fazer tão embevecidas.
Se o orador é radialista, por exemplo, numa década o político em questão é um perfeito idiota, na outra, é um gênio. Em se tratando desse jogo público, político e putrefato o que justifica todas as mudanças?

Se abordados, os hipócritas dirão que mudaram de lado, viraram a casaca, tornaram-se poetas ao invés de algozes, em nome do espírito cívico, da moralidade e dos bons costumes. Nada mais risível. 
Infelizmente poucos de nós se interessa em saber ou até mesmo consegue entender que o discurso do hipócrita tem um preço. E que preço!

Se quem estiver pagando for Lúcifer, Deus é o intolerante que joga o pobre traíra para fora do Seu reino. Se porém, o pagador é Deus, o Belial é mesmo um ingrato que não respeita o Criador.
Ainda na solenidade de entrega de Campo Limpo, havia quem precisasse fazer das tripas coração para ao invés de dar um soco, ter de estender a mão para certa qualidade de indivíduos. 

Compreendo que isso é em nome da civilidade. Neste particular, sou um Neandertal. Não vou dar o soco porque apanharia e recebi formação familiar e religiosa que não é bom que se faça assim. 
Contudo, não tenho a audácia de esticar a mão e abrir um sorriso amarelo e teatral. A isso chamam de intransigência, eu chamo de transparência e sinceridade. Sempre me fez bem, não é agora que vai fazer mal.
Sobre essa questão política tenho muitas outras coisas a ponderar. Contudo, vou esperar a virada de página do ano. Se corresse a pena agora, que não é paga por ninguém, poderia sacrificar alguns benefícios.

13 de dezembro de 2012

Os maus políticos e os coletores de lixo

Em uma noite dessas, quando a madrugada já se anunciava, ouvi a passagem do caminhão de lixo. Como tinha resíduos sólidos a serem descartados que ainda não tinha ido para o cesto, alcancei-os na esquina de minha casa.
Ao retornar, considerei que a esmagadora maioria da população sequer sabe quem são estes homens. Lembramos apenas de descartar o que temos de pior em casa e colocar de modo a que eles levem para o mais longe possível. Lhes disponibilizamos aquilo que sequer suportamos.

Não os percebemos quando passam à luz do dia, imagina, então, quando passam na calada da noite? Entretanto, basta um dia sem que eles cumpram o cronograma e logo percebemos o resultado de uma ausência.
No caso em especial dos coletores que encontrei na madrugada, vi um procedimento que é bastante comum. Enquanto o caminhão percorria outras ruas do bairro, eles escolheram um local e reuniram ali o maior volume de lixo das casas em volta. Desse modo, quando o caminhão encosta, o corre-corre de cada um já havia acontecido.

Além do cheiro ruim, também me chamou a atenção o fato de eles juntarem a sujeira em um único ponto e descartá-la organizadamente.
No mesmo momento, assistia ao jornal que abordava mais um escândalo provocado por integrantes da classe política. Faço questão de dizer que são 'por integrantes' e não apenas 'da classe política' porque embora pareça à maioria que são todos iguais, não são. 

Assim, alguns paralelos entre os maus políticos e os coletores de lixo foram sendo construídos na minha cabeça. 
Enquanto os coletores são anônimos e, muitas vezes, esquecidos, ignorados, os políticos não deixam suas estampas apagarem. Fazem das tripas coração, para que seus sorrisos hipócritas e amarelos sejam publicados em sites, emissoras de televisão, e, para gerar um pouco mais de lixo, também querem estar em outdoors, panfletos, faixas, banners, jornais etc. 

Se não é a cara putrefata que querem exibir, lutam com unhas e dentes para que seus nomes estejam gravados nas placas de inauguração dos prédios públicos. 
Enquanto lixeiros juntam resíduos para facilitar o descarte de modo a contribuir com a saúde pública, os maus políticos fazem questão de espalhar os frutos de suas ações mesquinhas.

À medida que distribuem o lixo social com seus discursos ocos e decisões pautadas, exclusivamente, na vantagem pessoal, tornam nosso presente tacanha e comprometem, agudamente, o futuro das cidades, dos estados e do País.
Com razão, protestamos quando o lixeiro não passa em nosso bairro. Temos de reclamar mesmo. Se não, vira 'casa-da-mãe-joana'. A mesma que é montada pelos maus políticos nas Câmaras de Vereadores, nas Assembleias Legislativas, na Câmara de Deputados e no Senado Federal.

Não acredito que um dia ficaremos 100% livres dos maus políticos. Isso seria o mesmo que acreditar que os dedos das mãos passariam a ter o mesmo tamanho (ficaria medonho) ou que trigo e joio jamais cresceriam juntos.
Diante dos paralelos traçados, concluo que os coletores de lixo são, sem dúvida, muito melhores que os maus políticos. Aos lixeiros falta escolaridade, mas não humanidade. Falta-lhes visibilidade, mas sobeja dignidade. Enquanto, sem serem vistos, nos prestam indispensável serviço, os maus políticos faria o mesmo se desaparecessem.

Os lixeiros só são lembrados quando o lixo fica para trás. Aqui os maus políticos encontram uma boa combinação, uma união de amor escrito nas estrelas, não com o lixeiro, mas com o lixo.

7 de dezembro de 2012

Hipocrisia

A etimologia da palavra hipocrisia afirma que ela foi criada para definir um desempenho teatral. Infelizmente, uma expressão ligada à arte, passou a identificar as pessoas fingidas que dissimulam sentimentos e intenções não assumindo sua verdadeira natureza. 
O hipócrita expressa sentimentos e afirma coisas que não são suas para atingir seus interesses. De certa forma, o hipócrita traz de volta o significado original da palavra que é a ação de desempenhar um papel e muito bem por sinal.

É preciso ser muito bom ator pra dizer que se importa com crianças desnutridas, sujas, nuas e resfriadas. O hipócrita pega essa criança, coloca no colo, dá beijinho e tira foto cercado de outras na mesma situação pra mostrar o quanto se importa com o futuro dos excluídos.
A hipocrisia como diretora impecável, conta com um elenco de primeira grandeza em todos os setores da sociedade.

Desde o indivíduo que se finge de amigo para poder tomar a função no local de trabalho, até o vazio que afirma estar cheio de Deus, no entanto, não sabe o que é amar ao próximo.
Na lista dos que a hipocrisia já dirigiu, há "atores" que impuseram fardo sobre fardo aos ombros de pessoas mais humildes exigindo delas uma vida dita como santa, exaltando a pobreza como virtude, mas esses mesmos defensores de uma pseudo-santidade, nunca quiseram deixar de comer, beber, vestir e morar às custas de dinheiro que não lhes custou o suor do rosto.

Nem mesmo Shakespeare, ao escrever peças como "Romeu e Julieta", imaginou ter um grupo de atores tão dedicados como tem a hipocrisia. 
Jesus nunca economizou palavras com o elenco da hipocrisia. Certa feita comparou-os a sepulcros caiados –bem tratados por fora, mas podres por dentro–.

Embora a hipocrisia tenha suas fileiras engrossadas por novos integrantes a cada geração, precisamos ter a serenidade de aceitar que, para conhecer a Deus, é preciso manter um coração sincero. 
Alguns leitores (uns fiéis outros só curiosos) podem interpretar que estou em uma acidez exacerbada. Mas, acreditem, não estou. Muito pelo contrário. A franqueza e clareza com que me faço entender, de fato, irrita e afeta o fígado de alguns 'fidalgos' que acuradamente seguem os princípios da hipocrisia, mas a mim, garantem equilíbrio e lealdade aos meus próprios valores.

A verdade e transparência não fazem bem aos mentirosos e dissimulados. São valores grandiosos demais para eles. Tal qual a coluna na postagem sobre Coveiros de Sonhos, deixo alerta aos hipócritas de plantão que não se ocupem em me procurar para desejar boas festas. 

Nunca gostei da atitude hipócrita de pessoas que aproveitam a ocasião para, ao invés de tentar se redimir, simplesmente aguçam seus piores instintos, vestem suas melhores capas e saem distribuindo abraços pelos corredores da empresa, no condomínio, no elevador, na feira, no boteco.
Hei!Isso é feio. Se não é possível ser cortês ao longo de 350 dias, nos 15 dias que antecedem o Natal, não precisa fazer das tripas coração. 

No meu caso, jamais sentirei falta de sua mão gélida estendida, pois tenho gente sincera, honesta, agradável, simples, humilde em profusão de quem vou receber beijos e abraços (que não serão de tamanduá). 
Aos hipócritas, o recolhimento será uma válvula de escape para, quem sabe, você descobrir a superioridade da sinceridade. Essa, não tem a pretensão de fazer seus adeptos famosos. Contudo, credencia seus seguidores a se aproximarem de Deus. A sinceridade não é pomposa, mas é honrosa.

29 de novembro de 2012

Coveiros de sonhos

Calma. Não precisa se preocupar. Como disseram que eu estava deprimido, doente, enclausurado (sic!) você pode pensar que o título é um desabafo, mas não é. É somente uma vacina.
Estamos já na contagem regressiva de fim de ano. Pessoalmente, não vejo a hora que comece logo o tal 2013. Nos próximos 45 dias, vamos viver um misto de pressa, melancolia, expectativa, reflexão, projeções, enfim, uma celeuma de coisas que vão dar mais ou menos certo dependendo do quão coerentes seremos na hora de trabalhar pelo que almejamos.

Minha conta de 45 dias é só porque incluo os 15 primeiros dias de cada ano como aqueles que nos veêm com o melhor dos humores (ao menos em condições normais). Depois disso, tudo vira rotina e o que permanece mesmo são os sonhos que reúnem alguma possibilidade de materialização. 

Claro que cada caso é um caso. Tem sonho que é mesmo melhor deixar de lado. Afinal, se o sonho é comer peixe frito, não adianta pedir a Deus para que o mar pegue fogo. Mas tem sonho que, independente dos coveiros que nos cercam, precisam ser regados, aperfeiçoados e plenamente realizados.
As milenares pirâmides do Egito foram construídas com a função primária de guardar mortos. Os faraós queriam uma última morada à altura do orgulho e vaidade de cada um. 

Em pleno século 21, vejo alguns faraós andando entre nós. Esses faraós modernos, ao contrário dos antigos, constroem pirâmides para enterrar não a si mesmos, mas sim aos nossos melhores sonhadores e, claro, seus sonhos.
A construção desses túmulos é silenciosa, porém constante. Sempre identificamos quem são os coveiros de sonhos quando os ouvimos dizer coisas que desencorajam, desanimam, decepcionam o mais empolgado sonhador.

O coveiro de sonhos é um frustrado consigo mesmo e por isso precisa trabalhar duro para espalhar sua frustração ao maior número possível de pessoas.
Estes coveiros de sonhos, faraós modernos, tiranos contra a beleza, a poesia e a inocência que marcam um sonhador, estão sempre com uma palavra negativa.
Têm na ponta da língua algumas expressões tais como: 'não vai dar certo', 'não vale a pena', 'tem que ser de outro jeito', 'não adianta criar, é melhor copiar'. 

São hábeis no uso do melhor recurso neurolinguístico com o objetivo de fazer uma ou várias pessoas desistirem de um sonho, de um propósito, de um ideal.
O pior é que alguns escondem-se numa máscara de experiência para dizer que já viu e viveu de tudo e que, portanto, está gabaritado para dar esta ou aquela sentença às pessoas ou grupos podendo, assim, usar de licença para matar os sonhos alheios.

Quantos bons escritores, cantores, compositores, advogados, médicos, atores, jornalistas, executivos deixamos de conhecer por causa das infelizes colocações desse ou daquele coveiro de sonhos com suas intermináveis palavras de descrédito e desânimo? 
Felizmente, há alguns que não se deixam abater pela atuação nem influência desses coveiros. Mas, a maioria se abate, desiste e para. 
Já que temos coveiros de sonhos, precisamos contrapor a ação deles tornando-nos jardineiros. Sejamos mais atentos com o que dizer aos nossos filhos, cônjuges, colegas e amigos na hora de falar sobre o que estão fazendo ou planejando fazer. 
Escolhamos com cuidado as melhores palavras pra dizer: 'siga em frente', 'estarei à sua disposição para te ajudar', 'quero estar do seu lado para comemorar'. Dessa forma estaremos regando sonhos e vendo o nosso próximo florescer como um jardim na primavera.

22 de novembro de 2012

Amor só é amor se agir



O amor é um tema que está nos lábios, nos olhos, na mente, nos gestos, nas expressões de todo mundo. Se entendemos ou não o que é esse amor em suas múltiplas manifestações de pais e filhos, marido e mulher, namorados, amigos etc é assunto que dificilmente chegaremos a uma conclusão definitiva. 


Por mais que já se tenha discutido sobre este assunto, tentado dar definições para o que é o amor, sempre teremos algo a aprender. Mas, desconsiderando as teorias sobre o amor, o que provoca nas pessoas, suas conseqüências sociais e outras questões, quero refletir sob a ótica de que o amor vem saturado de ação. 


Por mais que se tente criar teorias para o amor, ele só pode ser entendido pela prática. Ao observar nossas relações, vemos que sempre precisamos fazer escolhas em favor de quem argumentamos amar. As decisões, com certeza, causaram algum impacto em nossas vidas quer sejam de grandes ou pequenas proporções.


A pessoa que escolhemos para casar, por exemplo, nos faz abrir mão de hábitos e preferências. Procuramos sempre nos ajustar de tal forma a que as partes interessadas na relação não se aniquilem, mas alcancem uma complementação.

Quando amamos, passamos por sucessivos momentos de renúncia para alimentar o amor. Isso é amor em ação. O amor está sempre voluntarioso na prestação do serviço. 
Não importa o momento, o dia, a hora, o lugar. Se amamos, as mãos estão sempre estendidas, os pés sempre ágeis para correr em socorro. 
Jesus, o Mestre do Amor, sempre discursou sobre o assunto mostrando a voluntariedade da ação de quem ama. Isso é o que percebemos na célebre parábola do bom samaritano que socorre um cidadão desconhecido agredido por ladrões, paga e acompanha sua recuperação (Lucas 10:30-37).

Um dos textos bíblicos mais populares afirma que Deus deu seu Filho Unigênito para provar que ama o homem. (João 3:16) Sendo assim, é de bom tom avaliarmos o quanto o nosso amor tem sido exercitado. 
Quanto as pessoas que nos cercam sabem que as amamos? É comum optarmos para que as pessoas saibam disso pela dedução. Via de regra, somos explícitos nas coisas ruins. Nas expressões de insatisfação, muitas vezes, nas palavras de ofensa.

Quando irados, falamos em alto e bom som para quem interessa e para quem não interessa também. Com as expressões de amor, temos a mesma postura de consumidores. Quando satisfeitos, falamos para mais um amigo (quando o fazemos). 

Se o produto ou serviço dá algum problema, reclamamos, telefonamos, publicamos no Twitter, Facebook, falamos mal no almoço de aniversário, no jantar de Natal, na viagem de fim de ano. Quando não gostamos de algo, até aceitamos ir no aniversário da sogra para poder compartilhar a insatisfação.

Acredito que poderíamos mudar a postura. Não será brusca, mas pode ser gradual. Ou seja, podemos nos exercitar em exaltar mais as virtudes uns dos outros. Elogiar mais os acertos, minimizar os erros. Já que o Natal bate à porta, felicitações de boas festas, cumprimentos, viagens, proponho que não deixemos as expressões de amor para a dedução. Sejamos explícitos. 

Aniquilemos o medo de dizer que amamos. Abraços, beijos, compartilhamento de sonhos. 
Tenhamos disposição para chorar juntos, para rir. Encorajemo-nos a levar as cargas uns dos outros, a perdoar uns aos outros e, dessa forma, usufruirmos mais de todas as dádivas decorrentes da prática do amor.

14 de novembro de 2012

Contra os maquiavélicos, a amizade

Atribui-se a Nicolau Maquiavel (1469-1527) uma lista de 10 mandamentos que, infelizmente, são seguidos com certo rigor por um expressivo número de pessoas. Muitos dos seus cumpridores dariam orgulho a quem quer que tenha concebido o 'código de postura do corrupto'. 

Isso porque o esmero com que cumprem os mandamentos é quase de uma fidelidade religiosa. Vejamos: 1) Zelai apenas pelos vossos próprios interesses; 2) Não honreis a mais ninguém além de vós mesmos; 3) Fazei o mal, mas finge fazer o bem; 4) Cobiçai e procurai obter tudo o que puderes; 5) Sede miserável; 6) Sede brutal; 7) Enganai ao próximo toda vez que puderes; 8) Matai os vossos inimigos e ,se for necessário, os seus amigos; 9) Usai a força, em vez da bondade ao tratares com o próximo;  10) Pensai exclusivamente na guerra.

Afirma-se que a lista supra tenha sido elaborada no século 16. Quinhentos anos depois,  infelizmente, a prática dos mandamentos é bastante propalada. 
Contudo, muito mais do que dar lugar à desesperança e incredulidade que, paulatinamente, envenenam e matam a alma, prefiro dar lugar à esperança e à fé que num ritmo também gradual instauram saúde e vida.
Tenho especial apreço pelo que escreveu o rei Salomão acerca da amizade: "O amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade" (Pv. 17:17 - Linguagem de Hoje). 

Apesar de vivermos um tempo demasiadamente conturbado e termos os nossos piores instintos sempre muito estimulados, gosto de acreditar e, mais que isso, viver os benefícios da amizade.
A esperança e fé são injetáveis na alma humana a partir das conexões que estabelecemos com pessoas que convencionamos chamar de amigos. Eles,os amigos, nos permitem viver uma expressão de amor que chamamos de amizade. Com eles somos obrigados a aprender o princípio da partilha. 

Isso porque, não podemos ter direitos exclusivos sobre a companhia de ninguém. Somos obrigados a dividir o tempo e as atenções deles com suas famílias,  trabalho, e claro, com outros amigos.
É bem verdade que poucas pessoas ganham o título de amigo no sentido mais amplo da palavra. Ao longo de toda uma vida poucas pessoas chegam a esse status. A grande maioria são pessoas com quem dividimos atividades nos diferentes ambientes que trafegamos.

Na minha limitada leitura da vida, essa diferenciação se estabelece porque com os colegas falamos e fazemos as coisas do mundo físico tão temporais e efêmeras quanto as tarefas desenvolvidas. 
Entretanto, com os amigos partilhamos segredos, alegrias, tristezas, frustrações, conquistas, superações, decepções, enfim, com os amigos sentamos banquete à mesa da alma e comemos quer a porção seja um favo de mel ou bocado de fel.

Gosto da visão registrada por Salomão de que o amigo é justamente a pessoa que se mantém perto nem que seja apenas para chorar. Normalmente, quando a situação aperta, não sabemos o que fazer para resolver o problema de um amigo. 
Não temos o dinheiro ou a saúde que precisa, não conseguimos ter a ideia brilhante para resolver um problema qualquer. Embora pareça frustrante, a amizade é estabelecida, aprofundada e fortalecida justamente nesses momentos de vulnerabilidade mútuas. 

Percebemos a pequenez e limitação uns dos outros e, milagrosamente, nos encorajamos e dizemos: 'vamos dar mais um passo'.  
Os amigos são tão importantes e sublimes que o próprio Cristo disse aos seus discípulos: "Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido." (Jo. 15:15).

8 de novembro de 2012

Os pais e a Educação

Em tempos de realização de Enem, votação da divisão dos royalties do Petróleo (considerando um ovo que a galinha ainda vai botar, que é o tal do Pré-Sal), o assunto Educação salta aos olhos ou pelo menos entra na pauta dos veículos de comunicação. Nestes momentos, ouvimos à exaustão expressões que viraram bordão dos políticos, especialmente enquanto candidatos, depois de eleitos, a cantiga é outra. 

Na falta dos políticos, temos jornalistas, educadores, pesquisadores, almofadinhas e tudo o mais repetindo coisas assim: 'Sem educação o país não avança'; 'Os países desenvolvidos só são o que são porque priorizaram a Educação'; 'A melhora da Educação passa pela valorização do professor'; 'Temos salas de aula do século 19, professores do século 20 e alunos do século 21'; 'A escola tem que envolver a comunidade', e por aí vai.

Vou ser muito franco: em certa medida esta baboseira tem me irritado bastante. Não porque sejam afirmações erradas. Mas, principalmente, porque viraram uma falação sem fim. No frigir dos ovos, temos um sem número de alunos que completam 11 anos, chegam à 5ª série e não sabem ler! Enquanto ficamos discutindo a 'rebimboca da parafuseta' com elucubrações de toda sorte, o abismo parece não ter fim.

Manifesto-me sobre o tema sem a menor pretensão de encontrar pessoas que concordem. Na verdade, a maioria vai discordar, dizer que não tenho conhecimento de causa, que não sou especialista blá, blá, blá. Não tem problema. Como diria Chacrinha: "eu não vim para explicar".

No meio de toda essa balbúrdia em torno da educação, tenho especial irritação com a irresponsabilidade daqueles que, para mim, são os principais agentes do processo de ensino depois dos professores: os pais. 
Os genitores, procriadores, perpetuadores da espécie humana que tanto se orgulham da capacidade reprodutiva, em tempos que a sanidade parecia mais presente, faziam questão de dizer: 'Eu não estudei, mas meu filho vai estudar para ser alguém na vida'. 

Com este pensamento, não tinha gripe, resfriado, disenteria que fizesse Joãozinho e Chiquinha ficar em casa por puro charme. Se, por um azar, chegasse a notícia que o pequeno notável não havia comparecido à aula, quando o fujão ou fujona surgia no cenário, o couro comia, a cinta cantava, o pau quebrava e, no dia seguinte, estava todo mundo na sala de aula como manda o figurino.

Pai e mãe que cumpre, de fato, sua obrigação quer saber como foi a aula, se foi passada alguma atividade, se o exercício está feito, qual foi a nota da prova. Reprodutor que se preza, ao menos os da espécie humana, não faz cara azeda quando chega a hora de participar da reunião de pais e mestres e saber como está o rendimento da cria ouvindo a melhor fonte: o professor. 

Contudo, o que temos em escala cada vez maior? Ausência, irresponsabilidade, negligência e, como não pode deixar de ser, transferência de culpa, jogo de empurra-empurra. Enquanto isso, declinamos. 
Infelizmente, temos hoje um grande número de crianças e adolescentes que são filhos de uma geração que já não prezou pelo própria educação. Uma boa parcela achou que já era "dotô" ao terminar a 8ª série. 

Afinal, com esta 'elevada graduação', era hora de procriar. Como nunca gostaram de estudar e sabiam, como ninguém, desrespeitar o professor, conseguem transferir quase que pelo DNA esse modo medíocre de viver. 
O resultado? Professores apavorados em sala de aula sem saber o que fazer com seres que entram na escola aula achando que são da Liga da Justiça e que têm super poderes sabe-se lá para o quê. 

Professor tem, sim, que buscar capacitação contínua e aluno tem obrigação de se dedicar ao aprendizado. Agora, enquanto os pais se eximirem da responsabilidade, pode triplicar o dinheiro investido em Educação, o saco vai continuar sem fundo.

17 de outubro de 2012

Ser assunto é divertido

As eleições acabaram. Mas para uns e outros ainda existe a necessidade de ficar remoendo e tentando, repito, tentando irritar aos seus desafetos. Por uma honraria que ainda não consegui descobrir qual é, estou na lista de alguns. 
Ao contrário do que pensam os 'ditosos' senhores e 'distintas' senhoras, não tenho problema que repitam meu nome com argumentações tão pequenas e pobres quanto eles mesmos. Como diz um velho adágio: "quer falem bem, ou falem mal, o que quero é que falem de mim". Muito obrigado.
Após minha coluna da semana passada, tiveram a pachorra de entrar em grupos em redes sociais formados e sustentados pela "comunhão de ódios", como bem sinalizou José Carlos Noguero, para ataques de toda ordem a meu respeito. 

Como sempre dizem que não tenho a menor importância como colunista, não pensei que dedicariam tanto tempo para réplicas e tréplicas. Mas, o fizeram. Ao menos assim fica a constatação de que meus pronunciamentos não são inúteis como definem. Caso contrário, ignorariam cada vírgula, como eu passei a fazer com os mesmos.
Agora, que estou expondo isso, provavelmente, vão amarrar a mão à cadeira, babar e rosnar com o desejo de revidar, mas não o farão para ocultar o fato de que incomodei novamente.

Não bastando os ataques virtuais, no final da tarde de quarta-feira fiquei sabendo na passarela da Estação Ferroviária que estou com síndrome do pânico! Qua, qua, qua! Fiquei estupefato em ter sido diagnosticado sem ter passado por nenhum profissional de saúde metal.
O imbecil ou a imbecil que saiu com o comentário deve ter notado minha ausência na Prefeitura. Lisonjeante saber que estão monitorando meus passos. Não me viu? Não falou comigo? Pois é. Olha que chato: além de licença prêmio, ainda tenho férias para usufruir. O problema é inveja, não é mesmo? Lamento. Felizmente não preciso ter inveja de alguns futuros apaniguados que, agora, cantam de galo e cacarejam no terreiro. 

Estou ofendendo alguém? Se sim, quem? Vai ter coragem de usar a carapuça? Se o fizer, vai se assumir como galo ou galinha. Portanto, prenda a língua, amarre o bico. Há quem pule e grite como macaco numa arruaça afirmando que 'quebraram o bico dos tucanos'. Calma! Não pule da cadeira, se não vão saber que o macaco ou a macaca é você. Contenha-se!
Quanto ao tal diagnóstico de que estou com síndrome do pânico, por gentileza, dá um jeito de entregar o prontuário médico e quais remédios devo tomar. Já que sabem tanto sobre mim, mais do que eu mesmo, aguardo detalhes da doença. Para desconforto geral, estou muito bem obrigado. Usufruo de perfeita saúde física, mental e espiritual. Continuo me movimentando, indo, vindo, expressando ideias, sentimentos.

Se transitei menos em Campo Limpo Paulista nos últimos dias, lamento ter decepcionado alguém e privado de minha imagem. Bem, quem quer que tenha sentido falta, não está perdendo nada. Sou feio mesmo. O espelho sempre me falou e eu acredito. Eu também continuo ganhando, e muito, por não ter que avistar alguns elementos no horizonte. 
Aliás, elementos esses que conseguem estragar qualquer alvorada, minimizar qualquer bom perfume com suas presenças que exalam mesquinhez, incompetência, ganância, pobreza de espírito que em nada fica a dever os miseráveis somalianos.
Mesmo aparecendo pouco, ao fazê-lo tenho acesso a informações que me provocam asco. Um fiel escudeiro do atual prefeito –ao menos parecia ser– foi flagrado conversando com o prefeito da próxima gestão num restaurante, em Jundiaí.

Quando não se tem competência para fazer qualquer outro serviço o jeito é vender a alma para quem tem o cetro. Assim, vou ficando cada vez mais certo de que a tal mudança propalada era só propaganda mesmo. Por essas e outras: viva a síndrome do pânico!

14 de outubro de 2012

Nem sempre a verdade vence

Infelizmente, uma parcela da população escolheu mal nas eleições municipais em Campo Limpo Paulista. O sentimento de mudança que toma conta de todas as regiões do país é legítimo e deve, sim, ser atendido. Ocorre, porém, que em Campo Limpo a coligação eleita com o nome "competência para mudar", nem tem competência nem representa real mudança. 

Nunca escondi que sou anti-petista "roxo", mas em Campo Limpo, se o ex-prefeito Luiz Braz, quem realmente mudou a história da cidade de 1997 a 2004, não fosse candidato eu teria engolido o meu orgulho e expressaria minha preferência pelo dr. Japim Andrade que, embora seja apontado por opositores como inexperiente, não é dotado de má fé e não tem perfil para o dolo.
Sob nenhuma circunstância me arrependo de ter atuado pelo retorno do dr. Luiz. Também não me arrependo de ter integrado um grupo que preferiu ser achincalhado por indivíduos interesseiros que em nome de mais grana em seus cofres negam até o que já escreveram em favor daqueles que hoje acusam.

Do ponto de vista da propaganda eleitoral, falhamos em não adotar o discurso do ataque tal qual o grupo opositor preferiu. As urnas sustentaram a rejeição sofrida pelo atual prefeito Armando Hashimoto, sempre tratado, pejorativamente, como "japonês". 
O retorno do ex-prefeito José Roberto de Assis não é uma vitória dele sobre o dr. Luiz, mas, tão somente o aproveitamento da inabilidade política confessada pelo próprio Hashimoto. Ainda vai demorar um tempo para que o eleitorado brasileiro aprenda a discernir entre proposta exequível com promessa milagreira. 
Os integrantes da trupe que acredita e propaga promessas milagreiras acusam os porta-vozes das propostas exequíveis como membros de uma elite burguesa. Eu mesmo fui definido como elitista e burguês (sic!). 

Surpreendi-me ao descobrir que como 'elitista burguês' não tenho casa, carro próprio, dependo de transporte público e sequer tenho convênio de saúde particular. Talvez deva ser membro de uma nova e pobre elite burguesa.
A trupe do PR, enfim, concluiu uma campanha iniciada em outubro de 2008, logo após a segunda posição na reeleição do atual prefeito. A mesma campanha foi reforçada com a criação de um jornal 100% eleitoreiro custeado com R$ 81 mil reais pagos pela Câmara de Vereadores entre junho de 2011 e julho deste ano. 

Juntos, dr. Luiz e dr. Japim somaram 26.713 votos o que representa mais de 60% do eleitorado. Ao considerarmos que 9.090 cidadãos, mais de 15% dos 58.361 eleitores da cidade, deixaram de comparecer às urnas, fica em chegue a larga, folgada, inatingível vantagem que a trupe do PR argumentou ter ao longo dos últimos 12 meses.
Enquanto somente eles faziam campanha na TV, jornais, blogs e perfis em redes sociais é claro que tinham vantagem. Em algum momento chegaram a dizer que tinham mais de 45% de intenção de voto! (sic!). Se tinham, viram o declínio ao longo de três meses de confrontação da mentira com a verdade, das promessas com as propostas. 

Infelizmente, não foi tempo suficiente para a reversão completa. Lamentavelmente, em período não muito distante, os eleitores de boa memória que preferiram outros candidatos estarão unindo vozes contrárias aos que votaram pelo resultado que se apresentou. 
De qualquer forma, vamos colher frutos de escolhas pautadas em barulho, promessas e interesses exclusivamente pessoais. Vamos ver a expressão do voto definido a partir do lixo gerado na porta dos locais de votação. 

Em pleno Século XXI, como diz um partidário do PR, ainda temos eleitores que abaixam no meio do lixo, sorteiam um papel qualquer e diz: 'Fui com a cara desse aqui, vou votar nele'. Isso não é lenda, foi visto ao vivo e em cores, mas parece tons de cinza. De qualquer forma, estamos em evolução. Nosso avanço? Vai sofrer um atraso, porém não será inviabilizado.

4 de outubro de 2012

7 de outubro: dia de mais um passo

Nesta sexta-feira, 5 de outubro de 2012, a atual Constituição Brasileira completa 24 anos. A sétima Carta Magna brasileira, apesar de já precisar de revisões, é considerada uma legislação moderna que trouxe avanços para o sistema democrático. 
Graças a ela, neste período, o país passou por impeachment, planos econômicos, permitiu afastamento de ministros, punição contra magistrados,  alternância de poder, entre outras conquistas.

Dentre as suas debilidades está o fisiologismo político que ela sustenta. Embora os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário tenham autonomia, alguns pormenores da lei promovem uma negociação permanente entre Executivo e Legislativo. 
Recentemente, vimos e ouvimos, em prosa e verso, um caso que não se apresenta muito na grande mídia. Refiro-me ao encontro entre o ex-presidente Luiz Inácio e ministro do STF, Gilmar Mendes para tratar sobre o temido julgamento do mensalão dentro do período eleitoral.
Assim, vamos sofrendo as negociatas e nos tornamos vítimas de um processo político varejista que mantém na prateleira os interesses particulares como produto de maior variedade. Os 'mensaleiros' estão aí para não deixar dúvida desta promiscuidade política que ainda impera no país. 

Embora nos indignemos, falemos com a fúria de um pigmeu contra um gigante, infelizmente, na maior parte do tempo, nos deixamos entupir de argumentos sem fundamentação lógica e que são derrubados à menor contestação.
Chego ao fim de mais um pleito municipal com a percepção de que avançamos, mas ainda precisamos nos livrar de algumas arestas provincianas na nossa forma de pensar e de agir no tocante às causas públicas.
Como já era de se esperar, os recursos tecnológicos foram bastante utilizados nesta eleição. As redes sociais fervilharam com toda sorte de conteúdo. Infelizmente, o que sobejou foram ataques, ofensas, deméritos que se tentou impingir a adversários e, claro, a sempre presente mentira.

No meio da celeuma, as postagens que não acusavam, apresentaram um mundo tão mágico que nem Lewis Carroll, autor do clássico "Alice no País das Maravilhas", teria conseguido conceber.
De repente, "todo mundo" é interessado em tudo e sobre tudo sabe falar. Os discursos são compostos com elementos tais como: papel de bala no chão, sacos plásticos na calçada, embalagens de suco no rio, folhas secas no quintal, galhos de árvores nos fios, tarifa de ônibus milagrosamente baixas, vagas nas creches, esgoto, água, pichações, cultura, emprego, qualificação, esporte, déficit habitacional, hospital, posto de saúde, médicos, especialistas, exames, horários de rush, enfim, a lista se alonga.

Entretanto, todas as pautas têm dia e hora para acabar. Esquecemos, porém, que o ato de ir até a sessão eleitoral não é último passo do processo democrático. Digitar alguns números na urna e confirmar é apenas mais um passo. Depois dele, vem o acompanhamento contínuo de quem for eleito, quer sejam os nossos escolhidos ou não.
Contudo, o que precisamos, de fato, é de mais compromisso com nossa própria cidadania. Precisamos com máxima urgência de homens e mulheres, jovens e adolescentes que se engajem pelo presente e pelo futuro de nossas crianças e pela nossa própria velhice. Afinal, se tudo correr como planejado, ela vai chegar. 

Precisamos de cidadãos que saibam conviver com quem pensa diferente sem tentar calá-lo ou até aniquilá-lo. Em uma eleição, costumamos encerrar o assunto com ganhou ou perdeu. Porém, acredito que se trata de algo maior que isso. Estamos escolhendo trajetórias para nossas cidades. 
Por isso, é sempre inteligente ponderar se os conteúdos apresentados por tantos candidatos são, de fato, propostas realizáveis ou apenas mais promessas que precisam, no mínimo, de um milagre para serem materializadas.

27 de setembro de 2012

Reflexões eleitorais

Enfim, o período de campanha eleitoral entra na sua reta final. Vai ser um alívio não ver mais tanto cavalete espalhado nos quatro cantos da cidade e também não ver tanto papel jogado no chão. 
Embora, ainda restem alguns dias, já posso compartilhar algumas lições deste pleito. Ao contrário de outras cidades à nossa volta, o eleitor campo-limpense está chamando a minha atenção de modo especial. 

Isso porque há consenso geral que a decisão final pelos candidatos, principalmente para prefeito, está ficando para o último momento. Isso é ruim? Pelo contrário, demonstra cautela, paciência e maturidade. 
O elevado número de indecisos a esta altura do campeonato (confirmado em conversas com candidatos a vereador de várias coligações), é indicativo da reflexão a que o eleitor está se permitindo. 
Ele ouve tudo. Busca o maior volume possível de informações para, enfim, decidir.

Afinal, o resultado do dia 7 de outubro, diz respeito a quatro anos e, não quatro horas, quatro dias ou quatro semanas. 
Infelizmente, as argumentações tanto no mundo real quanto no mundo virtual (este mais acalorado pelas redes sociais) gravitaram muito em torno de questões pessoais. 
Uma das coisas mais mesquinhas e recorrentes, principalmente por parte de pessoas que integram o que é chamado de grupo de oposição, é que quem faz parte ou defende a situação o faz apenas por interesses financeiros.

Cabe destacar, porém, que dado o loteamento de cargos públicos (com promessas de contratação até para o papagaio da vizinha), quem está de fora não mostrou argumentação capaz de convencer que seus interesses sejam o bem da cidade. A evidência que dão é a necessidade de conquistar uma fonte de renda no poder público, em detrimento dos interesses do cidadão.

Além disso, recorreram, novamente, a mentiras antigas e novas para tentar confundir o eleitor. Dentre elas destaco: 'o hospital vai fechar se o PSDB permanecer'; ou 'o dinheiro do hospital daqui está em Santos'. Engraçado que em mais de 14 anos de acusação de um suposto hospital no litoral, ninguém nunca publicou uma mísera foto. Por que?

Para exigir ainda mais cautela do eleitor, na madrugada do dia 1º de setembro, um sábado, mais um pouco de conteúdo da latrina foi lançado nas ruas. Distribuíram um panfleto que acusa o candidato do PSDB de ter ofendido a população do São José.
Engraçado que o mesmo candidato esteve presente na feira livre do bairro no dia seguinte. Contrariando as expectativas dos responsáveis pelo panfleto -agora procurados pela Justiça-, a população não estava em alvoroço. Não houve nenhum incidente de agressão física ou verbal.

O intento da banda podre que distribuiu o panfleto asqueroso era ver a população do bairro fazendo arruaça. Ocorre, porém, que esse tipo de politicagem é coisa para gente que pensa como na Idade Média e transita entre pessoas da pós-modernidade. 
Tenho relatos de professoras que, há muito tempo, até autoridades policiais evitavam entrar no São José. Mas isso faz tantos anos que ninguém se lembra mais. 

O que temos hoje, na mesma região, são milhares de pessoas que ajudaram a construir o seu cantinho. Enquanto constroem seus espaços, ajudaram e ajudam no progresso da cidade. 
Tal qual no São José, temos uma população em Campo Limpo que vem de diversas regiões do país. Eu mesmo estou na cidade há 18 anos. Há tantos outros com 10, 12 anos de residência fixa. Isso é sinal que a cidade tem o que oferecer, caso contrário, não veríamos ninguém chegar, apenas sair.

Felizmente, o que conquistamos como novos vizinhos e parceiros são pessoas ordeiras, honestas, que só querem educar os filhos, ver seus netos crescerem, ter uma boa velhice e, quando o Criador chamar, partir com a certeza que deram o melhor de si para o bem da cidade e do País que não começa em Brasília, mas aqui, no nosso quintal.

20 de setembro de 2012

Político não vem de Marte

Esta semana, em um coletivo de Várzea Paulista sentido Campo Limpo, ouvi  um papo entre eleitores varzinos que me causou do nojo à melancolia. Uma senhora, com uma criança no colo, foi abordada pelo rapaz que a acompanhava que disse: 'Vota no Fulano de Tal!'. Ela retrucou: 'Eu não! Na eleição passada, procurei uma ajuda e ele não me deu. Pensei que era um negócio caro, mas não, era baratinho, só R$ 100'.

Fui do nojo à melancolia, porque percebo que estamos ainda longe de termos parlamentares e gestores públicos melhores se o que muita gente ainda usa como critério para decidir em quem vota é o que recebeu de vantagem pessoal. 
Se o candidato é realmente qualificado para a função, não importa. O critério de escolha é: quanto-ganho-com-isso? O saco da miséria desta gente, como diz minha mãe, é sem fundo. E, com isso, vamos nos mantendo como país de terceiro mundo muito mais pela pobreza intelectual do que pela falta de recursos.

Há uns 20 dias, um candidato de Campo Limpo contou um episódio no qual um antigo conhecido, no meio de um papo diz: 'Ô, candidato, tô com essa conta de luz aqui'. A resposta automática foi: 'Ah, é? Se não pagar, vai cortar'. Infelizmente, poucos candidatos agem assim. 
Diante disso, recordei-me da lista que hora reedito. Uma sequência de mazelas que incorporamos ao cotidiano e, com a mesma 'cara-de-pau' que atribuímos aos políticos, questionamos sinicamente: 'Que que tem?'

Uma primeira versão da lista a seguir circulou, anonimamente, em muitos e-mails no ano passado. Olha o que brasileiro faz e ainda considera normal: 
1) Coloca nome em trabalho que não fez; 
2) Assina nome de colega que faltou em aula; 
3) Paga para alguém fazer trabalhos; 
4) Saqueia cargas de veículos acidentados; 
5) Estaciona debaixo de placas proibitivas; 
6) Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração; 
7) Fala no celular enquanto dirige; 
8) Usa o telefone da empresa para ligações longas e desnecessárias; 
9) Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento; 
10) Viola a lei do silêncio; 
11) Dirige embriagado; 
12) Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas; 
13) Pega atestado médico sem estar doente, só para faltar ao trabalho; 
14) Faz "gato" de luz, de água e de TV a cabo; 
15) Registra imóveis em nome de outros parentes para burlar a Lei; 
16) Mente a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas; 
17) Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes; 
18) Estaciona em vagas exclusivas para deficientes; 
19) Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado; 
20) Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca; 
21) Diminui a idade do filho para não pagar a passagem; 
22) Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA; 
23) Comercializa os vales refeição e transporte que recebe das empresas; 
24) Só não falsifica o que ainda não foi inventado; 
25) Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem; 
26) Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes, não devolve. 

Depois disso tudo ainda quer que os políticos sejam honestos?! O julgamento do mensalão nada mais é do que reflexo do ápice de nossa sandice popular. Quer estejam no Senado,  Câmara Federal, Assembleias Estaduais ou Câmaras Municipais os políticos nada mais são pessoas que saíram de entre nós, não desembarcaram de Marte, são terráqueos mesmo.

Do que reclamamos? Se queremos melhora, é obrigatório começar por nós mesmos, onde for necessário, ainda que isso doa na própria carne! Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos. Colhemos o que plantamos! A mudança deve começar dentro de nós, nossas casas, nossos valores, nossas atitudes.

14 de setembro de 2012

Miséria democrática

Infelizmente, o período eleitoral deveria ser um momento para difusão de ideias e propostas mas o que temos, na prática, é apenas acusações infundadas, mentiras proclamadas com retórica que faria inveja a Cícero.
Odeio, visceralmente, o nosso mal hábito como povo brasileiro de achar que os grandes temas que dizem respeito à nossa vida em sociedade devem ser 'discutidos' apenas a cada dois anos nas eleições municipais ou estaduais e federais.
Depois que votamos, elegemos nossos vereadores, deputados, senadores, prefeito, governador e presidente, 99,9% de nós, cidadãos, encostamos o remo. 

A resposta mais pragmática para isso é: "Falta educação". Isso tem lá seu fundo de verdade, mas de uns tempos para cá tenho sentido isso muito mais como muleta do que como argumento plenamente satisfatório. 
Digo isso porque já ouvi não poucos professores incentivando a mim e aos meus colegas para que fôssemos mais atuantes, críticos, participativos da vida em sociedade. Entretanto, o clamor dos professores parece bater em paredes de bronze. Fazemos "ouvido de mercador", como dizia a minha avó que, no contexto dela, queria dizer que ouviam porque os pavilhões auriculares estão grudados à cabeça.

Ao invés de dar o mínimo de atenção ao que nossos heróicos e abnegados professores dizem constantemente, preferimos a displicência, a negligência e, com isso, nos mantemos ignorantes e marginalizados do processo democrático em sua essência.
Achamos que o simples fato de ir à sessão eleitoral no dia determinado pela Justiça Eleitoral é o fim de um processo. Loucos! É como podemos ser rotulados ao pensarmos e agirmos assim.
Não elegemos ninguém para delegar poder irrestrito. Escolhemos representantes que apenas detêm atributos legais para canalizar as nossas necessidades coletivas  (não as pessoais) e, assim, em comum acordo entre todas as partes, prefeito, vereadores, agentes públicos e, o mais importante, a população, encontrarmos as soluções exequíveis.

A nossa omissão, no entanto, motiva toda sorte de apedeuta a se apresentar como  última Coca-cola gelada no deserto do Atacama ou a última cocada da Bahia. Nesta jactância, vemos os oportunistas se apresentando. 
Como a imensa maioria de nós desconhece até mesmo o que pode ou não pode fazer um vereador, tem quem acredite até que o vereador ou a vereadora, sozinhos, são capazes de colocar ônibus com ar condicionado que não pare em ponto específico, mas que nos embarque e desembarque na porta de casa.

Por não darmos atenção aos nossos professores, somos facilmente enganados com argumentos fraudulentos de gente que se apresenta como interessado no bem comum, mas que na verdade só quer saber do próprio umbigo. 
Assim, esses oportunistas e aproveitadores da nossa desinformação e despolitização saem por aí com toda sorte de impropério.
Esta semana, fiquei sabendo de um candidato que berrou em alto e bom som que a cidade tem apenas um ginecologista para cuidar de 45 mil mulheres! Seria para rir, não fosse isso uma evidência da miséria democrática que vivemos. Quem disse isso tem conhecimento da verdade ou teria ao menos condições de fazê-lo pelos caminhos legais. 

Mas, a realidade dos fatos não convém para quem quer enganar. Sendo assim, como não sou candidato a nada posso e devo compartilhar a verdade. Em Campo Limpo Paulista, não temos 1, mas 13 ginecologistas e obstetras para cuidar de 40 mil mulheres entre 10 a 75 anos ou mais (segundo dados do Seade). Sendo que cinco atuam nas unidades básicas de saúde e oito no hospital.
Valer-se de mentiras desta ordem, deixa claro que além de não terem real preparo para comandarem nossa cidade, os interesses desses oportunistas são embasados em motivações, no mínimo, espúrias.

13 de setembro de 2012

Rato é sempre rato

No post anterior, falei sobre "Estratégias de mentiroso e incompetente". Na abordagem, disse que o mentiroso e incompetente é sempre um indivíduo que só resolve aparecer quando você está em ação. Recapitulando: "Quando seus feitos ficam mais evidentes que o dele ou dela, logo o radar do mal entra em ação e a mente perversa começa a arquitetar toda sorte de impropérios". Também mencionei que outra forma de atuação é dizer que as coisas que você faz, não presta. Aqui, cai bem o adágio que "quem desdenha, quer comprar".

No mesmo artigo, também afirmo que "o incompetente e mentiroso se apoia nas deficiências de quem se opõe a ele, ao invés de apresentar suas ações e propostas". No texto completo, em nenhum momento, menciono qualquer coligação da campanha eleitoral. Entretanto, alguém para quem a carapuça serviu com perfeição, de novo anonimamente, fez o comentário a seguir no meu blog:

"A casa caiu meu amigo,voce tem todo direito de defender seu candidato.Mas a ficha do sujeito e longa,vai ate Santos de onde ele e seu amigo hashimoto,nunca deveria ter saido.Esta eleição vai demonstrar o lado que o povo esta,dai vai ser so lamentação para tucanada.So comprando voto ou burlando a urna eletronica,para levar essa.Quero ver todos estes sujeitos na cadeia." [sem correções]

Curioso é que o candidato é um, mas os incompetentes de plantão na falência de propostas e miséria absoluta de ideias, insistem em tentar fazer um milagre que nem Deus faz: tornar duas pessoas em uma. Há um conceito teológico na questão do casamento e tal, mas é outra história. 
O fato é que uma pessoa é uma pessoa, outra pessoa é outra pessoa.

Em Campo Limpo Paulista, existe um esforço hercúleo para argumentar com os eleitores que um é igual ao outro. É a grande aposta da oposição, uma vez que um, o ex-prefeito Luiz Antonio Braz é conhecido pelo carisma e popularidade, e o atual prefeito, Armando Hashimoto, é estigmatizado como elitista. Entretanto, são dois indivíduos, dois períodos administrativos e, até onde consta de todos os registros civis possíveis, duas datas de nascimento, dois RG's, dois CPF's, duas famílias. Difícil entender isso, não é mesmo? Reconheço. Neurônio atrofiado é triste. 

Em uma evidente postura de gente desequilibrada e incapaz, o anônimo elabora argumentos para a derrota: 1) compra de votos; 2) burlar a urna eletrônica. Sobre a compra de votos, entendo que é um argumento que tenta reduzir a importância da maioria dos eleitores não corruptíveis. 
Infelizmente, a personalidade que aparece mais é a corruptível. Gente que barganha voto com conta de água, luz, telefone, gás, viagem, reforma, construção. Entretanto, esse tipo de gente tão podre e vil quanto quem paga as contas, não é maioria. 

Acredito, piamente, que temos mais pessoas com saúde civil, que pensam no coletivo e não no individual. A diferença é que entre o corrupto e o ético, quem tem mais mídia é o primeiro. Afinal, o crime sempre deu mais glamour do que a honestidade.

Quanto a burlar a urna eletrônica é uma possibilidade que, esta gente mesquinha, baixa, vil, ignóbil considera como a mais fácil do mundo. Aqui, desqualificam uma equipe gigantesca de técnicos, e agentes da Justiça que dão o melhor de si para que as eleições sejam realizadas com êxito. Nisso, tentam jogar na lama um processo eleitoral que tem reconhecimento internacional pela eficiência e velocidade.

Se é tão fácil burlar, alguém deve saber como fazer. Eu, felizmente, não sei. Não faço arruaça com resultado eleitoral desfavorável. Isso é postura de nobres. Agora, quem está abaixo da linha da mediocridade, precisa mesmo de um escarcéu para dizer que perdeu. Paciência.

Hoje, faço menção aos ratos porque eles são répteis que tipificam bem algumas pessoas que deixam sujeira por onde passam e, tal qual os roedores, só agem sob o manto da madrugada, sem mostrar a cara. Se você acende a luz na área de serviço, dá para ouvir o barulho da passagem, mas, raramente você consegue matar o rato.
Quando temos uma proliferação dos mesmos nos nossos quintais, sempre perguntamos: "quem fez isso?"  a resposta automática, mesmo sem ter visto, é: "foi o rato".

Embora não tenha nome, nem rosto sabemos de quem se trata. 
Uma coisa é certa: conseguimos identificar os ratos porque não são inteligentes o suficiente para apagarem seus rastros ou a calda fica à mostra.

5 de setembro de 2012

Estratégias de mentiroso e incompetente

Acredito, piamente, que o Todo-Poderoso nos fez, de fato. Como narram as Escrituras Ele pessoalmente decidiu por a mão na massa na hora de fazer o ser humano, Sua imagem e semelhança.

Entretanto, o mesmo livro que registra momento tão poético do próprio Deus amassando barro para compor o homem e sopra nele o fôlego da vida, também conta o momento da decadência humana.

Quando, por um jogo de palavras de quem havia se constituído inimigo do Criador, Eva comeu do fruto e compartilhou com Adão. Desde então, a ser humano passou a conviver entre uma parte de si que deseja e faz o bem e outra que se alimenta do mal.

A que quer o bem, dá espaço para "amor, alegria, paz, paciência, delicadeza, bondade, fidelidade,  humildade e o domínio próprio", conforme escreveu o apóstolo Paulo aos cristãos da Galácia.


A outra parte, que se alimenta do mal, encontra sua realização com  "imoralidade, impureza, ações indecentes, adoração de ídolos, feitiçarias, inimizades, brigas, ciumeiras, acessos de raiva, ambição egoísta, desunião, divisões,  invejas, bebedeiras, farras e outras coisas parecidas com essas".

Enquanto travamos esta guerra interior sem trégua entre luz e trevas, bem e mal, vamos construindo ou desconstruindo as nossas relações. Do nascimento à morte precisamos de pessoas ainda que não queiramos reconhecer.


As relações começam com a família, vizinhos, igreja, amplia para a escola, clube, trabalho e por aí vai. O êxito de cada relacionamento depende, sobretudo, do grau de verdade nas nossas palavras e ações. Se somos mentirosos, logo perdemos confiança e, pouco a pouco, ficamos isolados.

A sociedade dos homens seria, de fato, saudável e cumpriria plenamente os propósitos do Criador se cultivássemos apenas as virtudes. Entretanto, as coisas do mal instigam astúcia, aguçam o lado em nós que parece mais forte e, ao invés de querermos copiar os mocinhos e heroínas das histórias, preferimos  reproduzir as ações dos vilões. Inclusive, já vai longe o tempo em que os personagens ruins eram compostos como tal.

Hoje, os personagens de novela, por exemplo, aparecem como fonte de água doce e amarga que não existia.

Tanto é que as massas têm desenvolvido mais empatia por personagens perversos do que pelos mamão-com-açúcar. Isso porque os perversos são dissimulados e são melhores atores do que os bonzinhos.

Quem dá mais espaço ao que há de pior na natureza humana, consegue um grau de hipocrisia e falsidade que impressiona. Enquanto estão olhando para você fazendo caras e bocas, conseguem, no mesmo momento, olhar para o chefe com um sorriso amarelo e se posicionar como a vítima, um verdadeiro cordeiro sendo imolado.


Esse tipo de gente apela para a dissimulação porque sobressai em seu histórico a mentira e a incompetência. No ambiente de trabalho, por exemplo, o ser não fazia nada até você por a mão. Quando seus feitos ficam mais evidentes que o dele ou dela, logo o radar do mal entra em ação e a mente perversa começa a arquitetar toda sorte de impropérios.

Uma tática comum é dizer que o que você fez ou faz não presta. O desdém de suas ações é uma tentativa para te  desmoralizar com o chefe, com os colegas de trabalho, com os clientes, com a diretoria da empresa e por aí vai.


Outra tática é ver qual seu ponto fraco. Felizmente todos temos, caso contrário, seríamos Deus. Em cima do seu 'calcanhar de Aquiles' o incompetente faz um verdadeiro circo. Quer te vencer pela canseira. Quer ver se te irrita o suficiente para tirar você de sua trajetória.


O incompetente e mentiroso se apoia nas deficiências de quem se opõe a ele, ao invés de apresentar suas ações e propostas. Resultado: fracassa. Os capazes reconhecem as próprias debilidades, humildemente buscam auxílio e crescem. Resultado: prosperidade para ele e para quem o cerca.

25 de agosto de 2012

Professores da Unifesp explicam continuação de greve

Mesmo com algumas conquistas, o governo federal ainda se  nega a negociar Plano de Carreira. Com isso, o que está em jogo é o futuro da  Universidade Pública Federal

A greve dos  Professores das Universidades Públicas Federais, que se iniciou na segunda quinzena de maio, está sendo vitoriosa. Ela conseguiu, depois de quase dois  meses e silêncio, precedido por outros tantos meses de não cumprimento de  acordos pré-estabelecidos, que o governo apresentasse uma proposta para a categoria. Essa proposta não incorporava, ainda, pontos anteriormente sinalizados pelo governo que prejudicariam sobremaneira a carreira docente e,  por extensão, o futuro das Universidades Federais.

O fato de o  governo ter apresentado uma proposta e ter suprimido pontos prejudiciais à carreira representa, de forma inconteste, a vitória dos professores em luta.  Situação amplamente favorecida pelo apoio de importantes setores da sociedade,  que compreendem  a importância estratégica das Universidades Federais, bem como a excelência do ensino, da pesquisa e da extensão promovidos por essas instituições.

Se o movimento  tem sido vitorioso e encontra apoio social, por que os professores permanecem em  greve, e em uma greve bastante forte e coesa, após quase três meses de desgastes  e de bombardeios por parte do governo e de setores da imprensa a ele associados? É preciso deixar claro que tal fato decorre, por um lado, do autoritarismo e,  até mesmo, da arrogância do governo e, por outro,de seus compromissos com um  modelo econômico que não permite os investimentos necessários para que a  educação pública federal se expanda, com a garantia de qualidade tanto no que  diz respeito às condições de trabalho e ensino, quanto à estrutura da carreira docente.

É evidente que a  proposta apresentada possui alguns avanços em relação ao silêncio e às pretensões sub-reptícias anteriores do governo. Ela, contudo, além de não  considerar as propostas do ANDES (Sindicato Nacional dos Docentes das  Instituições de Ensino Superior) exaustivamente discutidas em seus fóruns  internos, possui, também, erros, distorções e limites muito grandes que já foram percebidos por minuciosos estudos conduzidos pelo ANDES e por vários docentes  das Universidades.

Nesses estudos se  demonstra, por meio de gráficos, tabelas e recursos matemáticos que, em alguns  pontos da carreira, a situação será no período final do acordo, em 2015, muito  pior do que se encontrava antes do início da greve. Tal aberração é uma afronta à racionalidade, pois sugere que alguém se contente em ganhar após uma greve uma  condição pior daquela em que se encontrava. Ela só é possível porque o caráter  tecnocrático do governo (lembre-se que as negociações têm sido conduzidas pelo  Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MPOG - e não pelo Ministério da  Educação - MEC) faz pouco caso da experiência e do conhecimento acumulados pelos  docentes das Universidades Federais, que possuem, em seus quadros, profissionais  do mais alto valor intelectual e científico.

Nesse sentido, a continuidade da greve pode ser considerada uma atitude socialmente responsável,  pois procura, também, impedir que o governo seja incompetente na aplicação de recursos públicos, sempre tão escassos em nossa  sociedade.

Se o governo  esquecesse um pouco sua arrogância tecnocrática e restabelecesse as negociações  (estas que, se levarmos em conta o real significado da palavra, nunca ocorreram, pois o governo nos encontros  com as entidades dos professores limitou-se a apresentar os seus planos, não  ouvindo contra-argumentações), as incongruências de sua proposta seriam facilmente detectadas e o impasse no qual nos encontramos hoje poderia encontrar perspectivas de superação.

No entanto, não é  isto que estamos vendo. O governo quer medir forças, mesmo ao custo de manter em  pauta uma proposta política e economicamente irresponsável. Frente a isso só podemos dizer que o nosso compromisso com a Universidade Pública, com a  sociedade e com o desenvolvimento brasileiro nos obriga a seguir em frente nesta luta.

Devemos lembrar  que as Universidades Públicas já deram demonstrações históricas e irretorquíveis  de sua qualidade. São as que obtêm melhores resultados em exames de desempenho e  para associações profissionais. São responsáveis por mais de 80% dos mestres e  doutores que se formam a cada ano no País.  São as que permitem a plena existência de vida acadêmica e a difusão da diversidade de ideias. São as que podem permitir a introdução de formas  democráticas de gestão. São, por isso, as que mais acolhem e que menos excluem.  

São referenciadas pela sua responsabilidade com o ensino, a pesquisa e a  extensão e são, portanto, aquelas que podem, efetivamente, produzir e difundir  conhecimentos tecnicamente qualificados e socialmente comprometidos. Por estas  razões, continuamos a lutar:
• Pela  abertura de negociações;
• Pela  defesa da carreira docente e, por extensão, da Universidade Pública;
• Pela  garantia da excelência na produção, sistematização e difusão do conhecimento  científico;
•Pela  gestão democrática e transparente dos recursos  públicos!

COMANDO LOCAL DE  GREVE DOS DOCENTES – UNIFESP, CAMPUS OSASCO.

23 de agosto de 2012

Gestores públicos sazonais

A cada dois anos, entre os meses de julho a outubro, ergue-se no Brasil um exército de pessoas que aparece "do nada" com soluções para todos, absolutamente todos os problemas dos 5.563 municípios do País. 
O pequeníssimo intervalo de dois entre uma eleição e outra, infelizmente, é em função da divisão dos pleitos que definem em um, deputados estadual e federal, senador, governador e presidente da República, e, no outro, vereadores e prefeito. 

Por si só, essa divisão provoca entraves. Quando o pleito é nos âmbitos estadual e federal, existe uma correria para aprovar projetos, liberar recursos. Leia-se isso como colocar dinheiro na mão de prefeitos –via emendas de deputados estudais e federais– para cair nas graças do eleitorado.
Quando é municipal, também existe uma avalanche de obras. Basta olhar nas três cidades conurbadas ¬(Campo Limpo, Várzea e Jundiaí) que, ou lemos placas indicando obras ou vemos máquinas espalhadas.

No caso de Campo Limpo, cidade que conheço mais de perto, entre outras obras temos construção de duas creches (recursos federais), recapeamento e calçadas na rua Wilson Steffani –limite com Várzea– (recurso estadual – emenda do deputado Ary Fossen, último em favor da cidade antes de seu falecimento no dia 19 de julho).
A maior parte dos cidadãos desconhece as negociações para liberação de dinheiro. A bem da verdade, é uma complicação sem fim. Na prática, o que as pessoas querem é o posto de saúde perto de casa, a escola funcionando, o asfalto como tapete, a água na torneira, a conquista da casa própria etc. São sonhos simples e direitos legítimos.

Como muita gente ainda não conseguiu a realização de alguns desses sonhos, tem quem se apresente como o Mágico de Oz para a solução de todos. 
Seria cômico, não fosse trágico, que norte a sul do Brasil temos candidatos a vereador que vão resolver de uma vez por todas os problemas de todos os bairros de sua cidade. Da construção de casas à realização de exames o bordão é: 'vote em mim que eu resolvo'. 
Na minha inocência, quero acreditar que muitos falam e escrevem essas coisas apenas pela boa vontade de realmente contribuir com todos. Mas tem confusão demais no exercício das funções. 

Entre as funções dos vereadores está a de fiscalizar as ações do prefeito e ainda estar sempre atento às necessidades da população e sugerir soluções aos problemas que vão surgindo.
Além dos milhares de candidatos que aparecem com soluções mirabolantes, temos também alguns cabos eleitorais que, na ânsia de defender o seu candidato, acusam seus oponentes com toda sorte de argumentos. 

Tal qual seus candidatos, também têm solução para absolutamente tudo. Sabem como fazer tudo. Nada escapa ao olhar profundo de cada um deles (sic!).
Ora, senhores, considerando as necessidades do povo brasileiro não precisamos ser aguerridos apenas três meses a cada dois anos. Nossas bandeiras precisam estar em punho com mais constância. Precisamos ser menos personalistas e, verdadeiramente, republicanos, isto é, dedicados à coisa pública. 
Isso não é ação que atinge única e exclusivamente a autoridades eletivas. Somos politizados de verdade quando não jogamos lixo pela janela do ônibus, quando não esbanjamos água lavando a calçada, quando apagamos a lâmpada no ambiente vazio. Se frequentamos a reunião de pais e mestres nas nossas escolas, exercemos cidadania. Se vamos às audiências públicas realizadas pela Câmara ou Prefeitura, ainda que não tenhamos função pública, exercemos de fato e de direito o nosso título de cidadão.

Não precisamos de agentes públicos sazonais, ou seja, que surgem apenas em período eleitoral. Precisamos todos ter consciência da nossa importância para o avanço da comunidade independente de sermos eleitos ou eleitores.

3 de agosto de 2012

Currículo


Todas as vezes que nós procuramos por um novo emprego a primeira coisa que precisamos elaborar é o nosso currículo. Temos que dizer onde estudamos, quais cursos fizemos, onde trabalhamos. As etapas podem variar de uma empresa para outra, mas via de regra seguem mais ou menos como descrevo a seguir. 
Se o responsável pelo processo seletivo manifestar interesse nos dados do currículo, normalmente, vem a etapa da avaliação psicológica que pode ser por testes que chamamos de ‘babaca’ ou dinâmicas de grupo. Se atestarem que não babamos nem rasgamos dinheiro, vem o terceiro momento, a entrevista. Se tiver tudo “ok” até aqui, mandam a gente passar no departamento de recursos humanos para iniciar a parte burocrática.


A essa altura já estamos empregados? Quase. Tem o bendito exame médico. Nessa hora, a coisa pega. Um desvio na coluna que nunca te incomoda, mas o médico atesta, é o suficiente para dizerem que não vão nos contratar.
E daí? Você deve querer saber onde quero chegar com isso. É o seguinte: desde o dia 6 de julho estamos oficialmente em campanha. A partir daquele dia ninguém mais precisava ficar com medo de dizer que era candidato (antes tinha que dizer pré-candidato). A parte burocrática da Justiça Eleitoral deu uma segurada na pressa alheia.

Faltava CNPJ, conta em banco, cheque e uma série de procedimentos bem complicados para este pleito. Acho até engraçado os detalhes que se atentam quando, o Supremo Tribunal Federal disse que candidatos com contas rejeitadas (ficha suja) poderiam se candidatar sem nenhum problema. Pois é.
Voltando ao meu foco. Se para trabalharmos em qualquer empresa precisamos provar e comprovar tanta coisa, o que é de se esperar para quem quer atuar como vereador ou prefeito?


Neste momento, vem uma série de panfletos, jornais, santinhos ou coisa que o valha com relação de mundos e fundos. Como o coitado do papel aceita tudo, não dá para protegê-lo de estampar algumas bobagens. Cheguei a ler no site do TSE, por exemplo, que a meta do prefeitável é reorganizar o trânsito para escoar o “tráfico”.


Compreendo perfeitamente que foi um erro de digitação. Certamente a ideia era falar de tráfego, mas não estamos nos referindo a um texto informal entre amigos, no MSN ou Facebook, falamos de um documento registrado na Justiça Eleitoral.
Pesquisando em rede social, já li candidatos a vereador dizendo que “vai fazer” coisas que são de competência única e exclusiva do poder executivo. Quero acreditar que a pessoa saiba disso, contudo assume um discurso que deixa evidente o despreparo de alguns e algumas que começam a pregar num tom de nova Revolução Francesa.


Isso posto, considerando que precisamos apresentar qualificação prévia para ocuparmos qualquer função dentro de uma empresa desde a menos importante (conforme rótulos alheios) até a considerada mais elevada, acredito que o mínimo a fazer é sermos bastante criteriosos na seleção dos nossos representantes especialmente vereadores.
A maioria de nós chega a um nível de paixão exacerbada no tocante a prefeito. Contudo, se tivermos o prefeito que queremos, mas com vereadores pouco comprometidos, de fato, e não de gogó com as políticas públicas os resultados não são os mais alvissareiros. A função de vereador, que fique bem claro, é fiscalizar. 


Saber se o que tem que ser feito está sendo feito. Não é vereador que compra remédio para a farmácia quando falta, mas é ele que vai questionar o prefeito porque faltou e o que está sendo feito para resolver. Ah! Também cabe aos nobres edis dar honra a quem tem honra. Se determinado problema foi resolvido porque ele ou ela mediou, lindo! É correto que se diga, mas não deixe de mencionar quem se mobilizou para a solução. Se assim for, o currículo de cada um estará com edição mais feliz.

 
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