22 de janeiro de 2009

Deus prova o Seu amor

O apóstolo Paulo em sua maior carta direcionada aos cristãos na cidade de Roma escreveu algo interessante: "Deus prova o seu amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rom. 5:8).
Entre tantas outras colocações do apóstolo essa chama a minha atenção de forma especial pois ele usa a expressão "prova o seu amor". Pensando friamente, questiono:  Deus, Criador de todas as coisas, teria necessidade de provar alguma coisa? Evidentemente que não. Ele não deixaria de ser o Todo-Poderoso caso desistisse de enviar o Messias para morrer no lugar do homem levando seus pecados.

Entretanto, vem dele o exemplo máximo a nós –feitos à sua imagem e semelhança– para aprendermos que, se dizemos amar, não podemos fazê-lo apenas por palavras.  João, conhecido como apóstolo do amor, muitos anos depois da carta aos romanos, escreveu: "Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obras e em verdade". (I João 3:18)

As Escrituras têm abundância de textos que falam sobre a importância do amor exercitado. Jesus afirmou que ninguém teria maior amor que Ele de dar a própria vida pelos seus amigos (João 15:13).
Graças à expiação de Cristo não precisamos nos flagelar, mutilar ou morrer no lugar de ninguém, pois ele fez isso em nosso lugar.

Mas, podemos sempre agir em favor de quem dizemos amar. Essa ação vai desde não se negar a prestar socorro num momento de necessidade até usar a fé que dizemos ter e orar em favor de quem dizemos amar.
Ainda dando mais exemplo, se digo que amo meus pais, ajo de tal forma a expressar esse amor pela obediência, pelo respeito, pelo cuidado que a eles vou dispensar por toda minha vida.

Ações como essa são provas de amor. Na maioria das vezes não será vista, mas será percebida pela pessoa amada e, pouco a pouco, nos aproximamos do Criador e assimilamos uma máxima das Escrituras: "Deus é amor". Todo o processo da encarnação de Jesus, nascimento num estábulo, sua vida como homem do povo, sua vivência na cidade remota de Nazaré, sua profissão de carpinteiro e a realização de um ministério em que dizia abertamente ter vindo em favor dos doentes, das ovelhas perdidas, são opções que enfatizam o amor praticado, exercitado e semeado em larga escala.

A intensidade de vivência desse amor credenciou Jesus a dizer para os seus discípulos nas últimas horas antes de seu julgamento e crucificação: "O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.". (João 15:12). Difícil? Não vou lhe dizer que seja fácil, mas é possível.

1 comentários:

Anônimo disse...

É CARO MANU....REALMENTE TIVEMOS UMA GRANDE PROVA DO PAI E MESTRE...PENA QUE NEM TODOS OS SERES HUMANOS FIZERAM OU FAZEM POR ONDE MERECEREM TAL SACRIFÍCIO...AS VEZES NEM EU SEI SE MEREÇO...QUEM DIRÁ OS OUTROS QUE SE PORTAM DE MANEIRA QUE EU JAMAIS ME PORTEI...E NUNCA AGIREI.....
ALEXSANDRO ROBSON

 
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