30 de dezembro de 2008

Feliz 2009!!!

4 de dezembro de 2008

Deus existe, sim, senhor!!!

Foto da Galáxia Pinwheel - M101 registrada pelo Telescópio Hubble

No dia 28 de novembro a sabatina da Folha foi realizada com o escritor português José Saramago. Diante de uma platéia que lotou o Teatro Folha na capital paulista ele respondeu a diversas perguntas sobre muitos temas. Entre os assuntos abordados chamam a atenção as respostas dadas sobre o comunismo, Deus, a Bíblia e a catástrofe de Santa Catarina.

Apesar dos 86 anos vividos pelo sr. Saramago ele é um exemplar de ser humano que ao invés de melhorar com o tempo, piora. Alguns ou muitos dirão que sou um arrogante e pedante por dizer isso de um escritor que recebeu prêmio Nobel de Literatura em 1998. E daí?

Não sou nenhum autodidata em qualquer ciência, nem tenho na minha galeria um prêmio de reconhecimento mundial, no entanto, não me sinto nem um pouco menor ou pior que este escritor português.
Ao contrário do sr. Saramago, que alardeia aos quatro ventos do globo a não existência de Deus, há pessoas sem elevado grau de instrução e até mesmo analfabetas que reconhecem e adoram a um Deus que não pode ser visto nem tocado, no entanto, entendem que "dele, por Ele e para Ele são todas as coisas" (Romanos 11:36).
O rei Davi fez questão de escrever: "Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos" (Salmo 19:1). Sem ter posse de nenhum telescópio ou sem ter em mãos os recursos da Nasa, o rei poeta foi muito mais inteligente que o sr. Saramago.

O escritor português faz questão em zombar da idéia da existência de Deus. Diz que a Bíblia só tem "maus conselhos, assassinatos, incestos...". Felizmente, tenho certeza que muitos anos poderão vir e o Livro Sagrado ainda será lido e amado, já não posso dizer os mesmos dos escritos que este senhor escreveu.


Apesar do sr. Saramago ser orgulhoso em afirmar seu ateísmo, ele diz que acredita tanto no que escreveu Karl Marx que chega a ser marxista por uma questão orgânica.
Ele explica seu marxismo como algo tão forte que compara com o crescimento de pêlos no corpo que não pode evitar. Ora, o "ilustre" tem orgulho de negar um Deus Criador, mas faz de Karl Marx uma espécie de deus. Se isso é ser um homem de "mente brilhante" prefiro ser tachado de ignorante em função da minha fé.
Ele chegou a usar a catástrofe que atingiu os catarinenses como justificativa para seu ateísmo. Lamento o fato de ele ser aparentemente "tão grande", mas ao mesmo tempo tão cego, pois no meio de toda dor dos catarinenses é possível enxergar Deus agindo. Vejo a mão de Deus ao dar forças para as vítimas e vejo Deus no estender das mãos de quem está há milhares de quilômetros de distância, mas fazem orações e se mobilizam para fazer doações.

Se Saramago se orgulha de sua incredulidade, eu tenho maior orgulho da minha fé.

20 de novembro de 2008

Um presente diferente

A doação de si mesmo é um presente melhor que muitos bens
 
Há mais de 90 dias somos bombardeados pela TV, Internet, rádios, jornais e revistas com informações de uma crise econômica em escala que se assemelha ou chega a ser pior do que a de 1929. Temos governantes de nações do velho e do novo continentes de cabelos arrepiados, ou caindo, em busca de alternativas para o que os economistas não sabem se chama de depressão, recessão ou apenas desaceleração do consumo.

 

Nestes momentos, sobram argumentos, faltam explicações e abunda um ar de pânico, terror, aflição. Temos empresas demitindo em grande escala, montadoras de automóveis ameaçando fechar, indústrias antecipando as férias coletivas, enfim, o quadro parece um convite ao desespero. Pra piorar a situação, tudo isso acontece em um momento em que muita gente já estava pensando nas festas de fim de ano, nos presentes, nas viagens, nas ceias fartas, nos dias de ócio bebendo, comendo e dormindo.

 

Os comerciantes já se queixam que os estoques –montados com a esperança de lucro com o Natal– parecem não querer esvaziar. Os possíveis compradores estão do outro lado da vitrine coçando a mão pra enfiar no bolso, arrancar a carteira, passar o cartão de crédito ou o cheque. Mas, a carteira não está tão bem assim!

Muitas vezes, por termos o dinheiro contado que garante o básico como comer, vestir, calçar e abrigar-se do sol e da chuva, nos pomos a lamuriar. Parece que o mundo se acaba por não podermos comprar a roupa nova para o fim de ano, o presente caro que os filhos pediram ou por ter que esperar para fazer a viagem dos sonhos.

 

Por deixar o clima de crise tomar conta das nossas mentes e corações, parece que deixamos de ser gente, temos menos importância no mundo por não estarmos com sacolas cheias no fim de ano. Quem sabe esta não seja uma boa oportunidade para mudarmos alguns conceitos sobre o que é o Natal? Teremos que reduzir os valores dos presentes ou até mesmo não comprar nenhum. Mas, isso não impede que filhos, a pessoa amada, amigos, colegas de trabalho recebam um abraço carinhoso, repleto de gratidão e amor pela parceria que cada um proporciona ao longo da vida.

 

Este poderá ser um Natal diferente, se percebermos que ao invés de coisas palpáveis, bens fúteis, dádivas passageiras, descartáveis, nosso próximo está precisando um pouco mais de nós mesmos. O Natal só é celebrado no mundo cristão por causa de Cristo que doou a si mesmo pela salvação do homem. Podemos estar em um momento de crise financeira, com escassez de dinheiro, mas não deixamos de ser pessoas dotadas de grandes riquezas que o consumismo gratuito nos impede de compartilhar. Por isso, proponho um Natal diferente no qual o maior presente seja a doação de si mesmo.

30 de outubro de 2008

A adversidade une

Esta semana passei por uma nova experiência. Fiquei "perdido" na estrada com uma van quebrada no km 544 da Fernão Dias saindo de Belo Horizonte com destino a São Paulo. Ter o veículo quebrado durante uma viagem não é novidade, mas ficar na estrada em um grupo de dez pessoas, sendo oito estudantes de Comunicação Social foi um diferencial.
 
Voltávamos de Ouro Preto-MG onde desembarcamos no sábado pela manhã em um grupo gigante de 52 pessoas, sendo 50 alunos e dois professores (46 passageiros foram em um ônibus). Na cidade que foi declarada patrimônio da humanidade pela Unesco em 1980, subimos e descemos as ruas íngremes filmando, fotografando, entrevistando e transpirando muito.
Tivemos menos de 24 horas pra coletar material para os formatos que serão produzidos como programa de rádio, vídeo jornalismo, vídeo publicitário, fanzines, blogs etc. Debaixo de um sol escaldante, tendo sob os pés as pedras ascentadas pelo trabalho escravo, estávamos na terra de Tiradentes e Aleijadinho. Foi tudo muito intenso, divertido e cansativo, mas valeu a pena e faríamos tudo de novo. Tudo bom demaaaaaaaais!!! [como diz o mineiro com seu jeito especial de se comunicar].
 
Domingo, ao meio-dia, estavam todos com malas prontas no ônibus e na van, exceto quatro alunos, entre eles eu. Ficamos atrasados fotografando mais pontos históricos da cidade. Depois de uma "lapada na orelha" por deixar todo mundo esperando, embarcamos pra casa.
Quando estávamos há 80 km de BH nossa van superaqueceu e parou. Os dez ocupantes do veículo esperaram pelo resfriamento e fomos um quilômetro à frente do ponto onde paramos. Fincamos a bandeira e alí passamos o final de domingo já cientes que iríamos esperar até segunda-feira para resolver o problema. Como não adiantava chorar, sentamos no restaurante e passamos a conversar. Entre um papo e outro, a proprietária do restaurante, Dona Alice, se aproximou de nós e ouviu nossa história.
 
Alice é vereadora na cidade de Cláudio-MG e, mais que autoridade civil, é um exemplar de ser humano que está se tornando raro de encontrar. Quando teve detalhes da nossa situação, além de acionar sua rede de contatos que pudesse nos auxiliar, garantiu a nossa janta preparando pessoalmente um prato conhecido como mexidão.
 

Dona Alice ainda providenciou um cantinho para acomodar a única moça no meio da equipe (que fomos obrigados a tratar como um bebê, embora ela tenha se mostrado mais forte que muitos homens). Os rapazes se alternaram entre cantar e conversar na entrada do restaurante e dividir espaço na van para descansar um pouco.

Resumindo, a história se estendeu para nove integrantes do grupo até terça-feira, 8 da noite. Depois de 52 horas parados na estrada, mais do que corpo cansado e roupa suja da viagem, trouxemos lição de vida. Foi um momento único para viver um provérbio judeu que afirma: "Em todo o tempo ama o amigo, e na angústia nasce o irmão" (Provérbios 17:17).
 
Aprendemos a dividir o dinheiro escasso para tomar café, almoço e janta. Pechinchando muito derrubamos uma hospedagem de R$ 20 para R$ 8 reais por pessoa e conseguimos descansar na última noite na estrada.
Descobrimos o valor de manter o sorriso no rosto mesmo quando a adversidade bate à porta ou quando ela simplesmente quebra a fechadura e entra. Os jovens estudantes que conviverão mais três anos em sala de aula concluíram a viagem mais amigos, mais unidos, mais irmãos.

18 de outubro de 2008

A Democracia e eu

Por Emanuel Moura
 
Graças às eleições municipais e a toda panacéia iniciada até mesmo um ano antes do tal pleito, a Democracia está em estado terminal na "minha UTI". Ela se contorce no meu consciente, graças a gente boçal que sobe em palanques pra dizer em prosa e verso que se o povo tem fome, ele será pão; se tem sede, será água; se tem frio, será cobertor; se não tem onde morar, será abrigo; se falta segurança, ele será a própria Lei assegurando a liberdade e justiça para todos.
 
A demagogia, companhia obrigatória no ir e vir dos profissionais da política, provoca-me um misto de nojo, revolta, vergonha e culpa. Culpo-me por tantas vezes ter que me condicionar a ouvir, e não responder, acatar, e não denunciar, calar, e não gritar. São opções que, no meu subconsciente fazem surgir uma profunda vergonha, por admitir minha covardia. A culpa vem por perceber que, graças às minhas escolhas, contribuo para que a massa de eleitores –pobres, desinformados e analfabetos política e funcionalmente– continuem na condição de massa burra que entrega o poder a quem paga por último pelo voto e, assim, recebe diploma de governante para o Legislativo ou  Executivo das cidades atrasando a vida de todos.
 
Espero, sinceramente, conseguir dar uma sobrevida à Democracia dentro de mim. Ainda não sei como, mas estou disposto a tentar. Apesar das eleições ainda significarem apenas um jeito fácil de ganhar a vida para quem não tem competência de fazer qualquer outra coisa, quero permitir um voto de confiança de que esta seja, de fato, a melhor maneira de dar ou tirar o poder governamental das mãos de alguém. Apesar de acreditar nisso, costumo não delirar e, pela lucidez, conformo-me com o fato de que isso vai demorar. Só não quero partir o fio de prata com a consciência pesada por não ter feito nada para esclarecer a pelo menos um amigo, colega, parente, superior ou subordinado sobre a necessidade de se ter uma consciência política.
 
Para dar esta parcela de contribuição com o intuito de ser um cidadão menos pior, preciso optar por alguma bandeira que parece tremular no horizonte. Tenho plena certeza que, já há algum tempo, o rigor de pertencer à esquerda ou direita é coisa do passado. Faltam convicções plenas. Falta fidelidade a uma causa. Falta fidelidade a si mesmo. O que realmente importa é o poder a qualquer custo. Ainda que para alcançá-lo seja necessário negar crenças, ignorar convicções. Mas, como na tal Democracia entende-se que somente o conflito permite seu avanço, preciso estar de algum lado da arquibancada. Por isso, fico do lado do que chamam de direita, neoliberal entre outros rótulos. Se é o melhor lado? Para mim, hoje, é apenas mais um lado. Contudo, fico na tal direita, porque nunca apreciei a postura dos integrantes da tal esquerda.
 
Uma das questões mais irritantes, ao menos para mim, é o jeito de ser "esquerda": vale ser contra, dizer que está errado, mas nunca sabe dizer, concretamente, qual é o certo. É bem verdade, que a tal direita também "diz ser do contra" apenas para mostrar que pensa diferente, mas no fim, acaba não sabendo o que seria melhor. Especialmente no caso do Brasil, a esquerda deu provas cabais que todo o discurso do contra era apenas um jeito de chegar ao poder. Estando com ele na mão, mudou tudo o que dizia, e pior, não soube nem imitar os rivais na arte do 'politicar'.
 
Mantenho-me cônscio que na tal direita tem mentiroso, boçal, demagogo com fartura. Vejo na direita todo tipo de patologia social como vejo na esquerda. Porém, como integrante da direita, quero ao menos tentar, não ceder à contaminação e ter um grupo político-social para conseguir atuar. Fico com a direita porque, ao menos até onde consegui conhecer, pude apurar o fato da possibilidade de ouvir, argumentar, contra-argumentar, dar resposta, réplica e tréplica. É um lado que parece permitir um conflito na tentativa de acertar. Diferente da tal esquerda que, na minha análise nada científica, mantém a regra do manda quem pode, sem nenhuma possibilidade de contestação.
 
 

22 de setembro de 2008

Estamos doentes

Andei vivendo uma mistura de sentimentos nos últimos dias. Um misto de desesperança e fé, melancolia e prazer, certeza e dúvida. A gangorra sentimental em que fiquei surgiu quando comecei a acompanhar as notícias das mortes de dois jovens que deixaram o mundo dos vivos em um momento de doação e entrega pelo próximo.

No Guarujá, o artesão e surfista, Tony Villela, de 32 anos, conseguiu livrar dois rapazes das garras de um mar revolto, mas não conseguiu sobreviver às mesmas águas onde sempre viveu. Em São Paulo, na Marginal Pinheiros, o universitário Fábio Carvalho, de 24 anos, interrompeu sua viagem com o intuito de ajudar outro motorista em dificuldade e foi atropelado por uma carreta.

Além da morte como fato em comum, os dois casos trazem outra semelhança: a ingratidão. No caso dos dois rapazes salvos no litoral, nem eles ou um membro da família presenteada com a preservação de suas vidas foram prestar uma última homenagem ao surfista. Na Capital, o motorista que estava sendo auxiliado pelo jovem Fábio, sequer auxiliou pedindo socorro, saiu da cena como um fugitivo.

Diante de relatos como esses, são inevitáveis questionamentos como: 'Vale a pena ajudar?', 'Não seria melhor ficar preocupado com o meu bem-estar?', 'Pra que vou ajudar se dificilmente vou receber um muito obrigado?'. Se nos deixarmos guiar pelas emoções alteradas vamos optar pelas respostas que alimentem o câncer que nos corrói: o individualismo.

Esta doença está alastrada em todos os setores da nossa vida social. Nem mesmo dentro do lar, esconderijo da família, estamos isentos de fazer escolhas e agirmos pautados por um pensamento egoísta. Estamos cada vez mais rendidos aos desmandos do ego e olhando as pessoas como rivais, inimigos, gente que precisa ser aniquilada, enfraquecida, derrotada.
Estamos doentes, mas somos covardes demais para admitir. Quando o individualismo é o guia de nossas ações, optamos sempre por virar as costas, tampar os ouvidos, cruzar os braços e abrir a boca apenas para dar desculpas com argumentos de que 'não é possível fazer nada', 'faltam recursos', 'ninguém mandou', entre outras justificativas que escancaram a pobreza da alma daqueles que as utilizam. Mesmo reconhecendo o individualismo, doença da qual não posso dizer que estou imune, ainda preciso reunir forças para falar à minha consciência e a tantos quantos consiga, que é possível e preciso ser diferente.

Que Deus nos dê forças para não desistirmos de fazer o bem a qualquer tempo e a todas as pessoas que cruzarem as trilhas da nossa breve vida. De fato, somos como a flor do campo que logo desaparece. Mas, os frutos de nossas ações podem ir além fronteiras, rasgar séculos e ajudar a consolar, unir, curar, animar, fortalecer, ensinar outros homens a serem simplesmente homens e não feras indomáveis.

Não tive o privilégio de conviver com Tony e Fábio, só tomei conhecimento de suas existências após publicarem o trágico fim de suas vidas, mas espero poder aprender com suas mortes a trazer sempre à memória que sou sim, um ser humano. Cheio de defeitos e limites, mas criado com o objetivo maior de servir a Deus e ao próximo.
Se pudermos olhar sob esse ângulo quem sabe haja esperança para nossa cura? No vai-e-vem das emoções, minha esperança é que possamos optar por ajudar ao próximo independente do quanto receberemos de gratidão ou ingratidão em troca. Acredito que, se somos alvos da ingratidão de alguns, o objetivo é o de provar aos ingratos que eles ainda precisam crescer e fazer valer o rótulo de ser humano.

21 de setembro de 2008

Viva a sinceridade!!!



Por: Emanuel Moura

moura.emanuel@gmail.com

 

O gaúcho Uidson dos Santos (Zoinho), é candidato a vereador na cidade de Bagé-RS pelo PPS. Mesmo que não ganhe a eleição, ele conseguiu entrar para o noticiário nacional e deve fazer história. Motivo? Usa, abusa e esbanja sinceridade. Zoinho é funcionário público e sabe o que está fazendo ao divulgar uma mensagem tão desconfortável. O que ele relaciona não pode ser votado na Câmara de Vereadores, mas é um convite para avaliar melhor o batalhão de gente que está à caça dos nossos votos.

A lista dos projetos parece uma relação de coisas descabidas e, de fato, são. Mas a dura realidade é que, apesar de serem objetivos mesquinhos, suas propostas parecem desnudar a mente da esmagadora maioria do batalhão de gente que está enchendo as ruas de cada vila do Brasil com muito papel (cheio de mentiras) e fazendo muito barulho com as musiquinhas horrendas que são tocadas até nos irritar.

Entramos na reta final da corrida eleitoral. A partir de agora, é possível que o vale-tudo entre em campo. As táticas de guerrilha são variadas, vão desde espalhar boatos mentirosos sobre os adversários, pagar água e luz, comprar gás, bancar viagens, distribuir cesta básica, dar dinheiro vivo até pagar algumas rodadas de 'pinga' em troca de votos.

Sorte de quem paga, maldição de quem recebe. Isso porque quem paga pelo voto agora, não tem obrigação nenhuma de fazer nada por ninguém depois de eleito, só precisa usufruir da mamata. O eleitor que aceita o suborno, fica com o que merece: um péssimo suposto representante, o tal vereador. Exercer conscientemente os direitos e obrigações como cidadão, é mandamento bíblico. Por isso, devemos pautar nossas escolhas em quem apresenta propostas consistentes que vão trazer benefícios a todos e não apenas para si ou para o 'clube do Bolinha'. Pense nisso e vote melhor.

20 de agosto de 2008

Pele é diferente de fantasia


Ilustração: Rodrigo Toledo rodrigo_toledo05@hotmail.com

"Cuidado com os falsos profetas! Eles chegam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos selvagens" (Mateus 7:15 - Versão na Linguagem de Hoje). Este trecho do discurso de Jesus foi feito levando em consideração o contexto religioso tanto para os contemporâneos do Mestre quanto para o futuro.

A aplicação mais comum para este sermão, é sobre a atenção especial que se deve ter com pretensos 'representantes de Cristo' que, em nome de Deus, exploram a fé e o dinheiro alheio. Entretanto, o mesmo texto cai como uma luva se aplicado ao exército de gente que está nas ruas, disputando o voto dos eleitores que há muito tempo está descrente da política.

Apesar de estar tão desgostoso quanto o grande número de pessoas no Brasil e no mundo com aqueles que dizem 'cuidar do bem do povo', agarro-me a um fio de esperança de que ainda tem alguém que podemos nos aproximar. Não é possível que tenhamos 100% de candidatos que não prestam. Ainda tem jeito. Tem gente boa por aí, cujas intenções e ações são genuinamente cristãs e humanas, focadas no bem-estar do próximo, no crescimento da cidade e, por conseqüência, do país.

Mas, não é sempre assim. É preciso ter cuidado com quem bate em nossas portas, entope a caixa de correio, faz um barulho medonho com os carros de som e não têm escrúpulos em fazer promessas, coações, subornos etc.

Misturado com os bons candidatos –o trigo– tem um número expressivo de maus candidatos –o joio. O grande problema é saber quem presta e o quem não presta. Como discernir quem está sendo sincero? Como identificar entre o homem e a mulher de bem, com aquele que declina a cabeça sobre um travesseiro de maldade?

Pra discernir quem é quem, Jesus ensinou o segredo: "Vocês os conhecerão pelo que eles fazem". Não adianta pautarmos nossa avaliação pelo que as pessoas dizem ou escrevem em panfleto (papel aceita tudo), precisamos observar suas ações. No caso desse batalhão de gente que está nas ruas em busca de votos, não basta ouvir os discursos do que querem fazer no futuro, é melhor saber o que fizeram no passado.

Quem quer ser representante do povo de fato não espera ser eleito vereador, por exemplo, para fazer alguma coisa por alguém. Se o desejo de ajudar é verdadeiro, não fingido, a pessoa procura ajudar ao próximo quer seja eleito ou não. Como bem escreveu Geraldo Vandré, "quem sabe faz a hora, não espera acontecer".

Não adianta passar os três meses de campanha eleitoral fingindo ser amigo de todo mundo, importar-se com todo mundo, acenar e buzinar pra todo mundo. Chega a ser engraçado como nesta época, você é cumprimentado por uma porção de gente que nunca te viu na vida e, de repente, parece que conhece sua mãe, seu pai, até a sua sogra é amicíssima destes desconhecidos.

Como num passe de mágica aquele sujeito antipático, aquela sujeita prepotente, passam a ser tão simpáticos, tão humildes que parecem ter passado por um profundo processo de conversão religiosa e transformação do caráter. Mas, não nos iludamos!!! O que eles vestem é uma fantasia.

Como disse Jesus, por fora são ovelhas, mas, por dentro, são lobos devoradores. Por debaixo da capa existe uma pessoa dissimulada, mentirosa, gananciosa, interessada apenas no próprio bem-estar, o ventre deles é o próprio deus, como disse o apóstolo Paulo. A fantasia é de bem, mas a pele verdadeira exala o mal. O melhor mesmo é fazer o que Jesus recomendou e prestar atenção em seus frutos.

2 de agosto de 2008

Democracia evangélica na TV

A manhã deste sábado, 2 de agosto, teve um sabor especial para mim. O motivo? A programação da Rede TV. Além do programa do pastor Silas Malafaia, que sempre que posso acompanho há alguns anos, tive a grata satisfação de ver o programa “Voz das Assembléias de Deus”, apresentado pelo pastor Samuel Câmara, presidente da AD-Belém – PA.

O júbilo não é por ver a Assembléia de Deus na TV, isso porque o programa “Movimento Pentecostal”, cumpria com esta tarefa. Entretanto, a programação privilegiava especialmente a Casa Publicadora das Assembléias de Deus (CPAD) e tinha como única liderança a aparecer na TV o pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da Convenção Geral das Assembléias de Deus. Esse tipo de programação tem um caráter muito monopolizador. Apesar de respeitar e reconhecer a liderança do pastor José Wellington, sou convicto de que uma igreja quase centenária como a Assembléia de Deus, não pode se dar o luxo de ter apenas um único e exclusivo grande porta-voz.

Justifico a alegria pelo programa “Voz das Assembléias de Deus”, por pelo menos duas razões. Primeiro, pela condução vibrante do pastor Samuel Câmara e, segundo, pela aparição ainda que muito pequena de grandes lideranças de norte a sul do país. Todas as regiões do país estão representadas, sendo que o público pode saber um pouco sobre atividades da igreja no Amazonas, Pará, Minas Gerais, Santa Catarina, São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e, por aí vai.

OUSADIA NA ARGUMENTAÇÃO – Outro fato que me fez pular de alegria e saber que há um fôlego de nova vida para a igreja evangélica no Brasil foi a pergunta que os público podia responder por torpedo. A pesquisa queria saber se a igreja Assembléia de Deus deve abrir suas portas para a comunhão com outras denominações ou se deve se manter fechada no seu sistema.

Como prova de que o povo de Deus já não quer mais viver sob a maldição do sectarismo, 100% dos que participaram da pesquisa concordam que a Assembléia de Deus deve, sim, ampliar seus canais de comunicação, comunhão e, consequentemente, união com as demais denominações evangélicas brasileiras.

Essa propositura do pastor Samuel é ousada e expõe as vísceras de uma situação que poucos até então, tiveram coragem de atacar. Creio piamente, que o Espírito de Deus vai capacitar os líderes com saúde espiritual e visão de reino, para que a igreja brasileira abandone o discurso triunfalista de super-crentes e que divide o povo em guetos de pentecostais, tradicionais, liberais, ortodoxos, entre outros rótulos, para trazer ao Brasil um avivamento autêntico, sem modismos, sem ‘achismos’, mas embasado na prática da Palavra de Deus que é transparente como cristal.

Mesmo nas minhas limitações teológicas, entendo que o evangelho é absolutamente claro e dispensa grande conhecimento de originais gregos ou hebraicos, ou mesmo grande exercício de hermenêutica pra entender que a principal função da igreja é “pregar o evangelho a toda criatura” e exercer esta obrigação espiritual em unidade, tal qual intercedeu o Mestre Amado: “...que eles seja um em nós, para que o mundo creia que tu me enviastes” (João 17:21).

Louvo a Deus pela vida do pastor Samuel Câmara, e rogo ao Eterno para que coloque ao seu lado homens e mulheres comprometidos com a expansão não apenas de uma denominação, mas com o crescimento do reino de Deus entre os homens de tal forma que homens de todas as tribos, línguas, povos e nações vejam e entendam que manifesta-se no rosto da Igreja de Cristo a glória do Rei dos Reis, Senhor dos senhores.
Tal qual orou o salmista, repito sua prece, certo de que o Senhor, que ouve as orações, está atento ao clamor dos que o amam: “Deus se compadeça de nós e nos abençoe, e faça resplandecer o seu rosto sobre nós, para que se conheça na terra o seu caminho e entre todas as nações a sua salvação.” Salmo 67:1,2.

Supervalorização da aparência

Nem tudo que reluz é ouro. O provérbio popular é curto, grosso e absolutamente verdadeiro! Minha avó repetia este adágio em prosa e verso. Nunca se cansava de citá-lo ao deparar-se com situações e, especialmente, indivíduos que chegavam querendo aparecer, dizendo que tinham mais dinheiro que todo mundo ou que podiam mais que os outros.

A Bíblia também registra ensinamento concernente à cautela de aprovar as pessoas pelas suas capas. Em um dos seus discursos, Jesus foi pouco solícito com os mestres da hipocrisia: “Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês são como túmulos pintados de branco, que por fora parecem bonitos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de podridão.” (Mateus 23:27 - versão na Linguagem de Hoje).

O texto do evangelista Mateus é tão simples que nem precisa de grande retórica para explicar. Fica mais fácil ainda entender o que Jesus disse, quando encontramos à nossa volta gente que encarna o “sepulcro caiado” de forma inquestionável. Em geral, a galera dos fariseus argumenta candidamente que suas ações não são para a promoção pessoal.

Entretanto, quem age pelo bem comum de verdade, tem a possibilidade de atrair ao seu círculo de relacionamento as pessoas das mais variadas correntes de pensamento e trabalho. Isso, porém, só é possível a quem transita entre as pessoas com humildade, simplicidade, sem arrogância, sem pedantismo.

O psicoterapeuta Roberto Shinyashiki afirmou em entrevista na Revista IstoÉ de 19/10/2005 que “hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o grande objetivo da vida se tornou parecer”.
Na mesma entrevista, Roberto fala sobre os heróis de verdade: “Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura.(...) O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros.”

Diante do exposto, devemos nos empenhar em não ser por fora bela viola e por dentro pão bolorento.

Intolerância religiosa, não!

No dia 2 de junho, um quarteto de gente que é difícil dar uma classificação, entrou em um centro espírita no bairro do Catete, na Zona Sul no Rio de Janeiro e, sob pretexto de dizer que o local era ‘coisa do demônio’, destruiu o que foi possível.
O grupo formado por três homens e uma mulher quebrou tudo o que estava sobre o altar no local, um ato de violência motivado por preconceito religioso. Os integrantes do grupo alegaram ser de uma igreja evangélica chamada Geração Jesus Cristo.
Os invasores foram autuados e vão responder por ameaça, dano contra o patrimônio e por desrespeito a culto ou prática religiosa. As penas variam de um mês a um ano de cadeia, mais multa.

A esperança é que a lei seja aplicada e que atrocidades como essa não se repitam. O fato dos vândalos se identificarem como membros de uma igreja evangélica contraria os princípios mais elementares da prática do evangelho.
O apóstolo Pedro falou em sua carta sobre a forma que os seguidores de Cristo devem expressar aquilo que acreditam: “...santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (I Pedro 3:15).

Não precisa ser nenhum especialista em grego para entender que a idéia central do apóstolo Pedro era dos discípulos de Cristo estarem sempre em condições de saúde física, psíquica e espiritual para explicar a mensagem central do evangelho que é salvação do homem, garantida pela entrega expiatória do Cordeiro de Deus.
O grupo de vândalos que destruiu o centro espírita no Rio de Janeiro está longe de poder ser identificado como de pessoas evangélicas. Qualquer igreja séria procura estimular os seus fiéis a compartilharem a fé e não a imporem a mesma. Evangelizar é partilhar o pão da vida e não espalhar o horror.

Como vivemos num país que garante a liberdade religiosa a qualquer pessoa, podemos ter inúmeras idéias diferentes sobre como buscar e servir a Deus, mas isso não dá a ninguém o direito de agredir ao integrante de outra religião.
Quem sabe de fato no que crê transmite sua fé muito mais pelas ações do que pelo discurso. Agredir, ofender, destruir instrumentos de culto, nunca trouxe resultado para a expansão saudável de nenhum grupo que opta por essa prática.

O brasileiro pode se orgulhar de viver pacificamente com as diferenças. E, não são as diferenças de culto religioso que farão o povo brasileiro ser identificado como ignorante e intolerante.
Os evangélicos genuínos repudiam a violência e zelam para cumprir a ordem do Cristo: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

Também publicado no Jornal de Jundiaí,
edição do dia 14 de junho de 2008. Clique aqui

Fé e obras

O texto bíblico a seguir está na versão da Linguagem de Hoje e é um trecho da carta do apóstolo Tiago. “Meus irmãos, que adianta alguém dizer que tem fé se ela não vier acompanhada de ações? Será que essa fé pode salvá-lo?
Por exemplo, pode haver irmãos ou irmãs que precisam de roupa e que não têm nada para comer. Se vocês não lhes dão o que eles precisam para viver, não adianta nada dizer: ‘Que Deus os abençoe! Vistam agasalhos e comam bem.’
Portanto, a fé é assim: se não vier acompanhada de ações, é coisa morta. Mas alguém poderá dizer: ‘Você tem fé, e eu tenho ações.’ E eu respondo: ‘Então me mostre como é possível ter fé sem que ela seja acompanhada de ações. Eu vou lhe mostrar a minha fé por meio das minhas ações.’” (Tiago 2.14-18)
Se estivesse vivo hoje, o apóstolo Tiago teria, no mínimo, vergonha alheia pela omissão de grande número dos pretensos discípulos de Jesus.

31 de julho de 2008

Deveríamos ser demitidos

Se o Criador decidisse fazer uma demissão em massa dos seus “funcionários terráqueos” Ele estaria coberto de razão. Nenhum sindicato dos terráqueos teria qualquer direito de reclamar melhores condições de trabalho, aumento de salário ou qualquer outro benefício.
Ainda mais: se o Todo-Poderoso decidisse executar uma ação de despejo dos mais de 6 bilhões de seres humanos que ocupam o planeta, Ele não poderia ser contestado. E não haveria tribunal em qualquer galáxia que anulasse esta “reintegração de posse”.

Apesar de ser o dono de todas as coisas, tendo criado tudo com muito capricho, usando apenas o poder incalculável de sua palavra, o Criador deve olhar para o planeta que Ele entregou ao homem tão “redondinho” e sentir uma certa tristeza ao ver que os seus “inquilinos” conseguiram acabar com sua própria moradia.

Destruir florestas pela extração ou queima, poluir rios, extinguir uma enorme quantidade de animais, contaminar os mares e oceanos com produtos químicos e outras atrocidades, foram atividades que o homem preferiu desempenhar com mais vontade que cumprir com o plano inicial do Supremo Chefe.
Que plano era esse? Segundo o livro de Gênesis, Deus deu ao homem as funções de lavrar e guardar o jardim do Édem (Gênesis 2:15).

Sendo assim, além de ter a função de render louvores ao Criador, vivendo para adorá-lo, em troca de sua boa vida, o homem só teria que trabalhar como segurança e jardineiro. Resultado: não prestou nem pra uma coisa nem pra outra. Usando como justificativa a busca desenfreada por qualquer coisa que não se sabe definir o que é, o homem falhou em suas tarefas.

O que temos hoje é um planeta agonizante que geme e, se pudesse falar, pediria uma trégua com a demissão em massa desse péssimo funcionário que o homem se tornou. Mesmo não podendo falar, o planeta reage. Ciclones, tornados, furacões, terremotos, maremotos, excesso de água num canto, seca absoluta em outro, falta de comida, falta de água potável... E nada disso é “vingança do Patrão”, trata-se apenas de uma farta colheita da abundante semeadura de descaso do homem com sua própria morada.

Apesar do diagnóstico ser sombrio e as perspectivas serem piores ainda, resta alguma esperança. O Criador prometeu novos céus e nova terra, apesar de tudo que temos feito. Não sei como Ele vai fazer, nem quando, também não me interessa. Gostaria apenas de fazer um apelo a que nos tornemos melhores “funcionários de Deus”.

 
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