29 de dezembro de 2013

Contradições da verdadeira felicidade

Vendo as multidões, Jesus subiu ao monte e se assentou. Seus discípulos aproximaram-se dele,
e ele começou a ensiná-los, dizendo:
"Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus.
Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados.
Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos.
Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus.
Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos céus.
"Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa os insultarem, perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês.
Alegrem-se e regozijem-se, porque grande é a recompensa de vocês nos céus, pois da mesma forma perseguiram os profetas que viveram antes de vocês".
"Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens.
"Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte.

Mateus 5:1-14

Proteção Que Não Falha

Guarda-me, ó Deus, porque em ti confio.
A minha alma disse ao Senhor: Tu és o meu Senhor, a minha bondade não chega à tua presença,
Mas aos santos que estão na terra, e aos ilustres em quem está todo o meu prazer.
As dores se multiplicarão àqueles que fazem oferendas a outro deus; eu não oferecerei as suas libações de sangue, nem tomarei os seus nomes nos meus lábios.
O Senhor é a porção da minha herança e do meu cálice; tu sustentas a minha sorte.
As linhas caem-me em lugares deliciosos: sim, coube-me uma formosa herança.
Louvarei ao Senhor que me aconselhou; até os meus rins me ensinam de noite.
Tenho posto o Senhor continuamente diante de mim; por isso que ele está à minha mão direita, nunca vacilarei.
Portanto está alegre o meu coração e se regozija a minha glória; também a minha carne repousará segura.
Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.
Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente.

Salmos 16:1-11

Melhor "lugar"

Eu te amarei, ó SENHOR, fortaleza minha. O Senhor é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio.

Salmos 18:1-2

Luz e proteção

O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O SENHOR é a força da minha vida; de quem me recearei?
Salmos 27:1

25 de dezembro de 2013

Seu Nome é sobre todo o nome

Quando nasceu, não teve nenhuma rede de notícia registrando o fato. Quando foi a Jerusalém, na sua adolescência, só deram falta dele na caravana depois de mais de um dia da viagem. Ao regressarem a Jerusalém, seus pais José e Maria não estavam acompanhados da polícia para reencontrá-lo. Não tinha nenhum semanário querendo ajudar na busca. 

Ao ser batizado por João, o Batista, às margens do Jordão, não foi flagrado por nenhuma emissora de rádio. Não teve nenhum paparazzi monitorando seus passos no Mar da Galileia, enquanto formava seu núcleo duro de discípulos. Quando foi capturado no Getsêmani, não havia equipe de repórteres para documentar o momento. 

Foi julgado e condenado na calada da noite. Para imputar crime que ele não tinha, inimigos fizeram as pazes. Falsas testemunhas se apresentaram. Foi trocado por um malfeitor.

Depois de ser seguido por multidões em busca de seus poderes miraculosos para curar, ressuscitar e multiplicar pão e peixe, ficou sozinho. Até mesmo um dos seus discípulos mais íntimos, Pedro, o negou por três vezes. Quando deu seu último suspiro, apenas João e sua mãe estavam ao pé da cruz, no Lugar da Caveira.

Para muitos, era só mais um dissidente na conturbada Palestina, onde os romanos sempre tinham dificuldade de manter a ordem pública. Era só o filho de um carpinteiro. Que nasceu em Belém, cresceu em Nazaré e mantinha domicílio em Cafarnaum. 

Tinha de morrer apenas porque afrontou autoridades pregando um novo código moral. Não podia ficar vivo, porque a multidão, por não assimilar completamente sua mensagem, queriam que entrasse em Jerusalém não num jumentinho, mas num cavalo de guerra, com lança e escudo. 

Não tinham entendido que seu reino não é daqui. Não tinham assimilado que o menino de Belém, aclamado pelos anjos, buscado pelos magos, honrado pelos pastores, queria um trono mais simples: o coração do homem. Coração este que ele não invade, só entra quando convidado.

Foi sepultado. Seu corpo recebeu cuidados de um nobre do sinédrio que garantiu-lhe uma tumba nova que não viu sequer o seu estreante se decompor, pois Ele ressuscitou, como disse que aconteceria. Nem mesmo seus discípulos se lembravam desta parte de suas profecias.

A agonia, o medo, o pranto, a dor, a vergonha era o que mantinham os discípulos enclausurados, assustados, apavorados. Até que um grupo de mulheres surgem na manhã de domingo dizendo que Maria, a ex-prostituta de Magdala, chega com a notícia de que havia conversado com o Mestre. Não acreditaram em sua palavra. Pedro e João correram ao túmulo. Viram apenas o lenço que estivera sobre a sua cabeça estava enrolado à parte e os lençóis no chão. 

Dias depois o próprio Mestre da Galileia se apresentou no meio deles, quando estavam ainda apavorados e disse: Paz seja convosco. Depois de desafiar Tomé, restaurar o coração ferido de Pedro, comissionar os discípulos a anunciarem a notícia da reconciliação por todo o mundo, mais de 500 pessoas viram que a gravidade já não mais agia sobre ele de modo que foi subindo até desaparecer entre as nuvens. 

É por isso que estamos hoje, mais de 2 mil anos de seu nascimento, morte e ressurreição falando de seu amor. Tentando seguir seus passos. Ele é Jesus. O Messias, o Enviado de Deus, o Desejado de Todas as Nações. A nossa Esperança. Nosso Abrigo. Nosso Refúgio. Nossa Fortaleza. Ele que se apresentou como o Caminho, a Verdade, a Vida, o Bom Pastor, o Pão Vivo, a Luz do Mundo, a Videira.

Ele que mudou pescadores iletrados da Galileia em homens de ousadia e conhecimento peculiar. Ele de quem Pedro, uma vez restaurado pode dizer: "Em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos." (Atos 4:12).

Aquele de quem João escreveu: "Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez." (João 1:3) O apóstolo Paulo compreendeu o mistério e registrou: "Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém." (Romanos 11:36).

É por isso que celebramos o Natal. Seu nascimento deve ter ocorrido na primavera, entre os meses de abril e maio. Contudo, a data exata do evento perde relevância diante do que realmente importa: Deus assumiu a forma de homem, para viver nossas dores, sentir nossas agonias.

Ao longo da vida somos sempre seduzidos pelo desejo de sermos como Deus. Contudo, o Todo-Poderoso quis ser como homem. Em tudo foi tentado, mas não pecou. E fez isso para que fosse "um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas" (Hebreus 4:15).

Que o Natal seja vivido de forma plena: com o Filho de Deus fazendo banquete espiritual no coração de cada um.

 
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