30 de janeiro de 2012

Velocidade e paz

Depois de uma temporada em off, a esmagadora maioria retoma suas atividades ou ao menos tenta fazê-lo. Não quero parecer trágico, mas o primeiro mês do ano já está no fim! Para nós que vivemos numa região com ritmo intenso de atividades, parece que as horas não passam, voam. Deslizam sobre um piso regado com detergente.

Tanto é verdade, que ao nos recolhermos em um local mais calmo, nossa percepção do tempo muda completamente. Como o ritmo da nossa região é muito mais forte que nós, o melhor a fazer é nos adaptarmos para vivermos da melhor maneira possível.  A passagem do próximos 336 dias de 2012 precisa ser feita com um condicionamento mental cada vez melhor. Precisamos de planos, projeções e, claro, ações.

A rotina será implacável e, por vezes, cruel. Vejamos: desligar o despertador e implorar por mais cinco minutos; esfregar os olhos até que eles resolvam abrir; lavar o rosto ou tomar um banho apressado; engolir um pedaço de pão; correr para pegar o ônibus de linha ou o fretado da empresa para o qual estamos sempre atrasados; sofrer o mau humor do chefe; resolver a insatisfação sem fim de clientes; terminar o expediente; voltar para casa ou ir direto para a escola. Cansa só de escrever.

No meio deste caldeirão, penso que podemos tentar organizar, harmonizar, equilibrar, enfim, buscar paz em meio ao frenesi. Para tanto, o primeiro e mais importante passo é a confissão do quanto precisamos de Deus e nele buscarmos forças, orientação, sabedoria e tudo o mais que só pode vir de suas mãos. É um exercício difícil, reconheço, mas vale a pena reservar um momento diário para estar a sós com o Pai. Não necessariamente para pedir, agradecer, mas apenas para estar com Ele.

O próprio Messias tinha isso como prática diária. Depois de um dia em contato com multidões, pregando, curando e sendo confrontado com fariseus e saduceus ele optava pela oração. O evangelista Lucas fez questão de registrar: "Porém ele retirava-se para os desertos e ali orava." (Lc. 5:16). Esta revelação nos ensina a importância de estar com Deus.
Se assim fazemos, temos possibilidade de dar a real dimensão dos fatos. Somos advertidos no que erramos ou como podemos acertar nas próximas escolhas. Somos confortados pelas escolhas que abençoaram alguém. Somo fortalecidos pela possibilidade de viver uma vida com excelência. A isso podemos chamar de paz. Uma paz que só pode vir de Deus.

Uma vez disciplinados na prática da oração, estaremos em paz com Deus, conosco e, claro, fica muito mais fácil e possível a paz com o próximo. Assim, como há poucos dias estávamos de malas prontas para ir aos mais diversos lugares, proponho que mantenhamos as malas para o embarque no coração do próximo. Se o país e o mundo tem muito o que mostrar de beleza e grandiosidade, o colega ao lado é um universo ainda maior, complexo e belo.

Tenho a mais absoluta certeza que o coleguinha ao lado tem muito mais para mostrar do que, em geral, estamos dispostos a enxergar. Via de regra, existem belezas e potencialidades que já estão evidentes, patentes aos olhos. Mas há também riquezas em cada indivíduo que só podem ser conhecidas se tivermos o mínimo de interesse e o máximo de perseverança para descobrir, conhecer e talvez até estimular mutuamente. Este mergulho também exige perseverança e disciplina, mas se o fizermos, a viagem no tempo que é cada vez mais veloz será também cada vez mais emocionante e cheia de paz.

6 de janeiro de 2012

Feliz 2012 com muito dinheiro!

Esses são meus votos mais sinceros.

 
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