14 de janeiro de 2010

Ajuda humanitária


Veja como ajudar as vítimas do terremoto no Haiti
Tragédia pode ter afetado 3 milhões de pessoas, diz Cruz Vermelha.
Instituições pedem doações em dinheiro para ajudar vítimas.

13/01/10 - 16h19 - Atualizado em 13/01/10 - 16h40

O terremoto no Haiti causou destruição e pode ser afetado cerca de 3 milhões de pessoas, segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, que alerta, porém, que o número ainda pode mudar porque ainda falta verificar muita coisa sobre a situação no país.
Quem quiser ajudar as vítimas do terremoto tem algumas opções. Como costuma acontecer depois de tragédias, podem aparecer sites falsos pedindo doações, então procure doar para instituições reconhecidas por meio do site delas.

A embaixada do Haiti no Brasil recebe doações em dinheiro por meio da conta corrente abaixo. Os recursos serão recebidos diretamente pela embaixada e administrados por ela, segundo o Banco do Brasil. Podem ser feitos depósitos ou transferências de qualquer banco e até mesmo de fora do Brasil para a conta corrente.

Nome: Embaixada da República do Haiti
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1606-3
CC: 91000-7
CNPJ: 04170237/0001-71
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) também recebe doações só em dinheiro. Segundo Silvia Backes, coordenadora do CICV no Brasil, a entidade não recebe outros tipos de doações, como roupas, devido à dificuldade de enviá-las ao país. Ela diz que há uma equipe de ajuda emergencial da Cruz Vermelha saindo de Genebra com toneladas de doações e com equipes de médicos.

Para doar ao CICV, use a conta corrente abaixo:
Nome: Comitê Internacional da Cruz Vermelha
Banco: HSBC
Agência: 1276
CC: 14526-84
CNPJ: 04359688/0001-51

O Movimento Viva Rio informou que abriu uma conta para receber doações que serão usadas para compra de alimentos, água e medicamentos.
Presente desde 2004 no Haiti, o Viva Rio mantém uma equipe de mais de 400 pessoas trabalhando nos projetos, sendo nove brasileiros. Doações podem ser feitas na conta:
Nome: Movimento Viva Rio
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1769-8
CC: 5113-6
CNPJ: 00343941/0001-28

O músico haitiano Wyclef Jean recebe doações para ajudar as vítimas do terremoto por meio de sua ONG, a Yelé Haiti. Para doar, acesse o site do Yelé Haiti, clique em "Donate", escolha o valor da doação e forneça os dados do seu cartão de crédito.
Informações sobre cidadãos brasileiros no Haiti podem ser obtidas no Núcleo de Assistência a Brasileiros do Itamaraty, nos telefones abaixo:
(61) 3411-8803
(61) 3411-8805
(61) 3411-8808
(61) 3411-8817
(61) 3411-9718
(61) 8197-2284

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1445754-5602,00-VEJA+COMO+AJUDAR+AS+VITIMAS+DO+TERREMOTO+NO+HAITI.html

Caos no Haiti


Haitianos passam 2ª noite nas ruas entre corpos e escombros
Dezenas de milhares de haitianos estão passando a segunda noite seguida nas ruas, após o forte terremoto da tarde de terça-feira que devastou a capital do país, Porto Príncipe, e que pode ter matado dezenas de milhares de pessoas.

14/01/2010 - 07h31

Muitos moradores da capital, desabrigados ou com medo de novos tremores, se agrupavam em lugares abertos para passar a noite, muitos deles próximos a escombros e corpos.
De acordo com Andrew Gallacher, enviado especial da BBC a Porto Príncipe, a situação na cidade é de desespero, sem sinais de um esforço de resgate coordenado, com suprimentos médicos escassos e com ajuda humanitária apenas começando a chegar.

Gallacher relata ter visto pessoas, entre elas crianças, dormindo ao lado de corpos em decomposição durante uma visita a um hospital da cidade.
"Era um cenário de devastação. O hospital inteiro estava cheio de corpos, alguns cobertos, outros não. Líquidos escorriam para a rua. O cheiro era terrível, porque os corpos já estão começando a se decompor", conta.

Outro repórter da BBC em Porto Príncipe, Nick Davies, afirma que o que mais chama a atenção na cidade, ainda mais que os escombros e a poeira, é a quantidade de corpos sob cobertores por todos os lados.
"Quando você anda pela cidade, ou passa de carro, pode ver esses corpos, com pessoas passando próximas, muitas delas confusas, completamente tomadas pelo que aconteceu a este país, o que aconteceu a esta cidade", relata Davies.
Ele compara o ambiente na cidade a um cenário de filme de terror. "O barulho de pessoas chorando, de pessoas rezando, e o som de coros religiosos que podem ser ouvidos pelo ar, tornam a situação ainda mais surreal", diz.

Busca por sobreviventes
A busca por sobreviventes sob os escombros entrou madrugada adentro, auxiliada pela chegada de ajuda material e de equipes de resgate enviadas por vários países.
Testemunhas afirmam que muitos tentavam escavar os escombros com as mãos ou com ferramentas simples para tentar encontrar vítimas que possam estar soterradas.
O sismo deixou um cenário de devastação em Porto Príncipe, destruindo o palácio presidencial, a sede da ONU no país e outros prédios importantes.
A Cruz Vermelha Internacional estima que até 3 milhões de pessoas tenham sido afetadas pelo terremoto.
O presidente René Preval, que escapou ileso após o desabamento do palácio presidencial, disse não ter uma estimativa oficial do número de mortos, mas que ouviu que eles podem chegar a 50 mil.

O terremoto de magnitude 7 na escala Richter, o pior no país em dois séculos, ocorreu às 16h53 de terça-feira (19h53 de Brasília), com epicentro a apenas 15 quilômetros da capital.
Segundo Roger Searle, professor do Departamento de Ciências Geológicas da Universidade de Durham, na Grã-Bretanha, a energia liberada pelo tremor foi equivalente à explosão de meio milhão de toneladas de dinamite.

Ajuda
Os primeiros aviões com ajuda, provenientes da Venezuela, da China e dos Estados Unidos, começaram a desembarcar no aeroporto de Porto Príncipe na noite desta quarta-feira.
Equipes de outros países como Brasil, Grã-Bretanha, França, Dinamarca, Cuba, México, entre outros, devem chegar à capital nesta quinta-feira.
Soldados da força de paz da ONU, que já tinham um papel-chave em manter a ordem pública no Haiti mesmo antes do terremoto, têm sido deslocados para controlar focos de intranquilidade, em meio a relatos de saques.

A organização não governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) relatou um "fluxo enorme" de pessoas feridas, muitas delas em estado grave, a clínicas improvisadas.
Segundo o porta-voz da MSF no Canadá, Paul McPhun, pacientes com "traumas graves, ferimentos nas cabeças, membros esmagados" têm buscado ajuda nas estruturas provisórias montadas pela organização.

Apesar disso, ele disse que os médicos da ONG têm apenas a capacidade de oferecer aos pacientes cuidado médico básico. Uma das clínicas de emergência da MSF desmoronou com o tremor e duas outras foram gravemente danificadas e não podem ser usadas.

Hans van Dillen, membro da MSF em Porto Príncipe, relatou que há "centenas de milhares de pessoas dormindo nas ruas porque não têm para onde ir".
"Vemos fraturas expostas, ferimentos na cabeça", disse ele em um relato publicado no site da MSF. "O problema é que não podemos encaminhar as pessoas para o atendimento médico adequado neste momento", afirmou.



Fonte: http://noticias.uol.com.br/bbc/2010/01/14/ult5022u4563.jhtm

9 de janeiro de 2010

O que aprender na tragédia?

As tragédias que marcaram o início de 2010 prenunciam que os nossos desejos de paz, saúde, prosperidade, felicidade, amor etc, serão duramente solapados ao longo das horas, dias, semanas, meses e dos próximos anos. A despeito de todo otimismo que procura nos visitar, as perdas, mortes, destruições que vemos estampados nos jornais parece dizer o contrário de todas as nossas expectativas.

O ano nem bem havia começado, e às 3h30 da manhã do dia da Confraternização Universal morriam em uma situação horrível mais de 50 pessoas em Angra dos Reis. Praticamente algumas horas depois, começamos a receber notícias das cidades de Cunha, São Luiz do Paraitinga, Atibaia, Agudos-RS que parecem nos dar um cenário apocalíptico.

Que fazer? Deixar o desespero tomar conta? Reclamar para Deus e "ficar bravo" com Ele como disse um casal de Jundiaí que estava em Angra? Confesso que na minha limitação e finitude humanas falta compreensão para perceber quais ensinamentos o Todo-Poderoso quer nos proporcionar. Como medíocres mortais, nesses momentos a opção é nomear um culpado. Seja ele o próprio Criador ou então alguma autoridade viva ou morta. Contudo, infelizmente, as vidas ceifadas só podem ser veladas, lembradas e homenageadas. E nós, que ficamos vivos, que nos resta?

Por mais que a reflexão nos faça gemer, pois ela pode mexer em feridas, precisamos parar e pensar um pouco. Tudo o que vemos e ouvimos é fruto de erros nossos e das gerações anteriores. Quais foram os erros? São tantos que não dá para relacionar. A nós resta a tentativa de acertar, corrigir minimamente alguma coisa nesta trajetória.

No meio de tanta dor e destruição, acabei vislumbrando algumas belezas que o ser humano ainda pode expressar. Confesso que desabei em lágrimas por tomar conhecimento das mortes em Angras, do desespero da população de Paraitinga com água no teto do segundo andar de suas casas, do isolamento da população de Cunha. Mas as lágrimas também expressaram minha alegria solitária ou ler, ouvir e assistir os relatos de quem se voluntariou para estender a mão ao próximo.

Pessoas anônimas como Leonardo da Silva Camargo, de 27 anos, morador de um bairro na Zona Oeste de São Paulo que, junto com mais os amigos recolheram donativos para tentar encher um caminhão. A programação é chegar à cidade dia 9, se acomodar em um acampamento e no domingo, 10, colocar a mão na massa e ajudar na limpeza das mil toneladas que devem ser retiradas da cidade de lixo e entulho.

O metalúrgico Luiz Francisco de Paula, de Taubaté, fez uso do banco de horas para ser voluntário na cozinha e preparar refeição para 3 mil pessoas. Num ritmo de trabalho que envolve 10 voluntários das 7 da manhã às 2horas da madrugada, Paula e os companheiros expressam o melhor da natureza humana.

Assista vídeo:




Em meio ao caos encontrei consolo nas ações de pessoas como esses que citei. Existem outras dezenas de pessoas que jamais conheceremos os nomes ou veremos os seus rostos estampados em fotos ou vídeo, mas elas socorreram alguém, levaram uma doação, deram um abraço, choraram junto com quem estava sentindo dor. No meio desta tragédia o primeiro aprendizado que entendo possível é isso: somos gente. Apesar da frieza, e individualismo que tem marcado o nosso tempo, quem sabe as tragédias não sejam o pior meio para que entendamos a necessidade de repensar nossos relacionamentos?

Gosto do que recomendou o apóstolo Paulo: “Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram” (Romanos 12:15). Contudo, reconheço que estamos muito distantes de cumprir este conselho no cotidiano. Em geral, pouco nos importamos com as conquistas do próximo e meneamos a cabeça com as suas dores. Que 2010 e os anos futuros nos vejam tomar uma postura que dignifique o nosso rótulo de “humanos”. Que a solidariedade não seja exceção, mas regra. Que a atenção ao próximo seja constante, as mãos nunca se recolham, a sensibilidade não diminua e que o amor cresça qual árvore plantada junto ao córrego.


Equipe de rafting evita mortes e salva dezenas de pessoas em São Luiz do Paraitinga.
Veja vídeo:

5 de janeiro de 2010

Sobre Igreja Mundial do Poder de Deus

Em consideração aos comentários de alguns internautas sobre
nota publicada pelo site "creio.com.br" sobre o fechamento da Igreja Mundial
do Poder de Deus tenho a declarar o que segue:

"Vós não sabeis de que espírito sois". Se a igreja estava, de fato, "irregular" como alegam agora, por que a fiscalização da PREFEITURA DE SÃO PAULO atuava nas imediações do tempolo para coibir a presença de ambulantes? Eles mesmos alegam que o comércio informal naquele ponto não tem nenhuma ligação com a igreja. Estive pessoalmente na igreja no dia 8 de fevereiro do ano passado. A justificativa de que a igreja esteja com "excesso de barulho" é de fazer rir. Quem está no hall de entrada da igreja, onde fica a ambulância, sequer consegue ouvir o que está sendo pregado no púlpito! O que há de excesso são os tocadores dos vendedores de CD's, DVD's e os gritos de "água R$ 1!". Sou servidor público municipal e, sei bem que, quando há qualquer irregularidade em qualquer imóvel, a primeira atitude, pelo menos se as ações são tomadas com clareza e descência, é a notificação formal e o estabelecimento de prazos para a regularização. Em nenhum momento circulou a informação destes procedimentos.

Concordo em gênero número e grau com o protesto do pastor Silas Malafaia veiculado no último sábado (na rede Bandeirantes) veja video no YouTube:



Malafaia questiona sobre o não fechamento de estádio de futebol também na Capital paulista onde ocorreu até morte. Outro questionamento é sobre o não fechamento das escolas de samba, essas sim, que transgridem descaradamente a lei do silêncio especialmente às vesperas do Carnaval. Malafaia aponta, ainda, que o tal "alvará" não é exigido das igrejas católicas. Ora, se não o fazem da igreja romana por quê ter dois pesos e duas medidas e tratar a igreja evangélica de modo diferenciado?

Desde 2002 congrego na Assembleia de Deus e fui criado na igreja Quadrangular e tenho profundo gozo em saber que Deus é o Senhor da igreja que levantou em pleno século XXI uma pessoa com a chamada do apóstolo Valdemiro Santiago.
Se Deus não está aprovando como aponta o Wanderci "onde há irregularidades, não pode haver a benção do Senhor" o que é possível dizer de uma obra de evangelização que reuniu no primeiro domingo do ano, dia 3, uma multidão capaz de lotar o Estádio e o Ginásio da Portuguesa e ainda manter todas as igrejas da Capital abertas e todas com outras multidões buscando a Deus e ouvindo a mensagem restauradora do evangelho?

Infelizmente, nossas igrejas mais históricas cambaleiam com catedrais muitas vezes vazias por não mais buscarem a face do Senhor como o tem feito o apóstolo Valdemiro e demais obreiros da igreja que mantém disposição para buscar a Deus que deveria, no mínimo, causar vergonha a nós outros que muitas vezes vamos, mal e porcamente, uma vez por semana na igreja.


Antes de sairmos berrando e vociferando contra quem está fazendo a obra de Deus, deveríamos pelo menos interceder por eles e não julgar e sentenciar. Não fomos constituídos juízes uns dos outros, mas irmãos. Não acredito nas irregularidades porque estas não foram provadas. Se elas existem a igreja pode muito bem resolvê-las. Somos um corpo, como bem ensinou o apóstolo Paulo. Devemos aprender que se um dedo sofre, todo o corpo sofre também.

 
Powered by Blogger