30 de dezembro de 2009

Amigos secretos

Tomo emprestado o texto abaixo e dedico aos meus amigos. 

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Amigos secretos
Paulo Sant'ana, jornalista do Jornal Zero Hora - Porto Alegre -RS

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais
nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela e divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar,
embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem
o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências.
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.

Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente,
construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu [oro] pela vida deles. E me envergonho,
porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer … Se alguma coisa me consome
e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!  A gente não faz amigos, reconhece-os.


Obs: Esta mensagem é atribuída, erroneamente, a Vinicius de Moraes. 
Leia entrevista concedida à Revista Press, pelo próprio Sant'ana quando é mencionado este texto.


Feliz 2010

A imagem acima pode ser usada como papel de parede (Resolução 1024x768px)

Não importa se 2010 traz na bagagem dias de chuva ou de sol, dias de calor ou de frio. Não importa a quantidade de dias com grande popularidade ou de solidão completa. Não importa quantas auroras e quantos ocasos verei. Não importa se o tempo novamente será mais apressado que eu gostaria. Não importa se terei mais embarques e desembarques na estação da minha vida. O que importa é conseguir viver cada um desses dias como um aprendiz do amor. Aprendiz capaz de praticar, minimamente, o amor a Deus que entrega todos os dias de presente.

Desejo poder amar ao próximo que pode fazer cada um desses dias mais ricos, alegres, profundos e que pode, ainda, me ajudar a conhecer mais ao Criador. Isso porque por mais que a natureza fale do poder de Deus, não há meio melhor para aprender sobre Sua grandeza, misericórdia, bondade e amor do que olhando para o ser humano Sua imagem e semelhança. Feliz 2010!

25 de dezembro de 2009

Pressa para reconhecer o próximo

Como estamos no período de festas, decidi presentear-me o direito de falar. É claro que muita gente pode não gostar deste meu direito e, pior ainda, do que digo enquanto o exerço. Mas a discordância faz parte do processo de crescimento e aprendizado em qualquer situação.
Somente o Todo-Poderoso, Criador do céu, da terra, do mar e de tudo que neles habita é que tem o direito de não ser questionado sobre o porque fez isso ou aquilo, desse ou daquele jeito. Agora, quanto a todos os demais humanos, sejam eles o presidente da república, governador, prefeito, vereador, deputado, juiz etc, todos são passíveis de contestação e de contrariedade.

Aproveito o espírito natalino para ir além desta patifaria que nos metemos de reduzir a época ao mero consumismo. Não estou louco! Quando falo de patifaria, refiro-me ao comportamento ensandecido de buscar, a qualquer custo, ostentar um padrão que não se pode com ceias de Natal para regalar, confraternizações de ano novo para escandalizar, desfile de roupas carérrimas só para dizer que se está comemorando alguma coisa.

Muito mais do que correr como loucos de carro, moto, a pé, de charrete e até de jegue, o momento deve ser aproveitado para os balanços internos. Já que o globo terrestre se aproxima de novo ciclo, nós, os terráqueos, devemos olhar para dentro e avaliar o que andamos fazendo para fora.
Entendo que seja oportuno avaliar como está nosso comportamento como filho, pai, mãe, marido, mulher, aluno, colega de trabalho, patrão, funcionário, amigo, vizinho e tantos outros papéis sociais que desempenhamos ao longo de um mesmo dia. Pode parecer mórbido, mas gosto da recomendação de uma professora que costumava recomendar: "Se você morresse hoje, quantas pessoas sentiriam sua falta?"

Neste período, muito mais do que correr e comer, devemos pensar na importância que temos na vida das pessoas que nos cercam e que reconhecimento damos a cada uma. Pelos valores morais e espirituais que acredito, defendo e procuro viver, embora nem sempre seja fácil cumprir, gosto de construir o melhor relacionamento possível com um grupo de pessoas que cumpre papel fundamental no nosso cotidiano: os faxineiros.

São eles que garantem um ambiente de trabalho sempre limpo para garantir a nossa produção diária. Sem eles, o pó se acumularia, o lixo permaneceria no cesto, o banheiro ficaria fedido, o piso sujo, os vidros imundos etc. Geralmente, os funcionários dos escritórios nem sabe quem "deu um grau" no seu local de trabalho. Sugiro que neste período e ao longo de todo o ano, sejamos mais solícitos com estas pessoas.

4 de novembro de 2009

Quem fez isto? (parte 2)

Ainda não esgotei minha sede em falar das pessoas que fazem o mundo se mover sem que sejam vistas, lembradas e muito menos homenageadas pelas suas ações sem voz, mas de força e impacto que muito falastrão por aí jamais terá.

Conta-se a história de um renomado pastor que tinha uma igreja muito vibrante, alegre e crescente. Todos os cultos eram uma grande festa com todas as manifestações espirituais que se espera. Até que, sem motivo aparente, o brilho da igreja foi reduzindo, os fieis foram se afastando e o pastor jactancioso resolveu perguntar para Deus o que estava acontecendo. A resposta divina foi a lembrança do rosto de uma senhora muito velhinha que já havia morrido e ninguém deu por sua falta.

Na mente do pastor, agora, arrasado, foi redesenhado o corpo frágil, as rugas e os sulcos marcados daquele rosto. No diálogo, a voz divina ecoou alertando que era aquela mulher, anônima, que constantemente fazia as suas orações pedindo a Deus em favor do próprio pastor, dos diferentes setores da igreja, para que todas as pessoas que entrassem naquele lugar tivessem um encontro real com o evangelho.

Arrependido, o pastor entendeu que ele não tinha sucesso por sua grande capacidade retórica, pelo seu carisma ou pela sua estética. Mas, sim, porque um rosto anônimo amava a Deus e ao próximo com tal intensidade que, constantemente, fazia suas orações em seu favor.

Minha mente viaja e ainda tenho inúmeros personagens que não conheço os rostos, não sei seus nomes. Mas suas ações, seus esforços, a intensa dedicação de suas vidas, de alguma forma, já me alcançaram, me alcançam e vão continuar a estender sua sombra sobre a minha vida.

É comum nos lembrarmos dos médicos quando eles nos atendem mal. Fazemos questão de alardear que a consulta foi caótica, que não fomos examinados como esperávamos. Uma vez insatisfeitos, falamos para um, dois, três, quatro, dez, tantas quantas pessoas nossa língua produza saliva suficiente, para execrar o nome e a imagem do "mal doutor".

No entanto, se somos bem atendidos comentamos, quando muito, com umas duas ou três pessoas em casa ou no serviço e o assunto morre rápido. Ora, se tiramos do anonimato com tanta veemência a pessoa que, segundo nossa avaliação, é tão ruim, porque não empreendemos o mesmo esforço para promover quem nos deu a atenção que desejávamos?

Citei os médicos porque, na maioria das vezes, é pelas mãos de um deles que vimos ao mundo. No entanto, quantos de nós pode ou quis saber quem, com a capacidade dada por Deus, foi o instrumento divino que ajudou nossas mães no momento do parto?
Aqueles que se destacam na sociedade, por algum momento parecem querer passar a falsa imagem que "nasceram feitos". Contudo, ninguém conquista nada sozinho. Alguém em algum lugar falou, olhou ou tocou cada um de modo a determinar os rumos da vida do outro.

Os professores, também são exemplos de anônimos clássicos. Quantos dos seus ex-alunos estão construindo, teorizando, criando, inventando coisas, conduzindo projetos de todos os tamanhos, graças à sua habilidade e desejo de estimular o conhecimento?

Qualquer que seja a área da vida que alcancemos destaque, quer seja diante de Deus ou dos homens, os resultados serão vistos pelos contemporâneos, mas só podem ser justificados graças às contribuições voluntárias e involuntárias daqueles que cruzaram a  trajetória das nossas vidas. Somos reflexo do ontem e amanhã, seremos exatamente fruto de agora.

29 de outubro de 2009

Quem fez isto?

Podemos e devemos aprender a reconhecer o trabalho dos anônimos


Emanuel Moura

Em uma sociedade movida pela espetacularização de tudo e todos, parece que ser discreto e, anônimo, é uma espécie de castigo.
Desde que os "15 minutos de fama" passaram a ser buscados com o ardor de quem precisa sobreviver, parece que a coisa mais importante na vida é ser famoso, se tornar celebridade, dar autógrafo, ser fotografado.
Ultimamente, até na hora do parto as pessoas se deixam fotografar e filmar para mostrar o quanto descabeladas e suadas ficaram para dar à luz.


Em tempos de Orkut, Twitter, Facebook, Myspace, YouTube, BigBrother, A Fazenda, Ídolos e outras tantas quirelas do mundo da Internet e da TV, parece que a coisa mais importante no mundo é ser notícia. É fazer com que todas as pessoas saibam da existência, feitos, manias, excentricidades de cada um.


Se não somos assim, estamos sempre à espreita para "espiar" a vida de quem se expõe ou é exposto alheio à sua vontade. Entretanto, ao contrário do que a espetacularização midiática possa apresentar, o mundo não é movido por quem aparece. Muito pelo contrário, o mundo se move por quem não se vê.


Gostamos de viajar. Quando possível, optamos pelo avião. Mas, quantos pilotos nos demos o trabalho de conhecer? Muito mal e porcamente às vezes nos lembramos do motorista de ônibus. No entanto, sem essas pessoas, a tal viagem não seria possível.
Nunca queremos que o transporte coletivo apresente pane e pare no meu do caminho para o trabalho, escola ou mesmo o lazer. No entanto, quando a viagem acontece sem transtornos, nunca queremos saber quem foi o mecânico que, com seu trabalho anônimo e silencioso, garantiu o funcionamento perfeito daquele veículo.


Gostamos de sentar no restaurante e sermos bem servidos. Saborear um prato com a dose certa de condimentos, ao dente, bem passado, mal passado etc. Mas, quantos chefs de cozinha nos propomos a agradecer pelo excelente prato que consumimos?
Queremos andar em nossas cidades e encontrar tudo muito limpo. Sem mato, sem papel no chão, sem lixo amontoado. No entanto, sequer oferecemos um copo d'água para o anônimo que passa com a vassoura e o balde limpando tudo. Também não fazemos o menor gesto de reconhecimento para os operários que com suas máquinas cortam o mato do caminho que passamos diariamente.


Só nos lembramos dos anônimos quando alguma coisa dá errado. Se o carro quebra, se o avião cai, se o mato toma conta, se vem lagarta na salada, logo temos peito e voz para reclamar. Por menos usual que seja, acredito que podemos melhorar este comportamento e fazer as pessoas cientes do quanto elas são importantes por tudo o que fazem, por mais simples que seja o seu trabalho. Podemos fazer pessoas felizes, semeando gratidão.

8 de outubro de 2009

Jesus e as crianças da pós-modernidade

A atenção de Deus para as crianças é a mesma em qualquer tempo

Por: Emanuel Moura
 
O evangelista Mateus registrou uma situação que expressa bem a diferença de mentalidade entre Jesus e alguns dos seus discípulos. Infelizmente, passados mais de 2 mil anos a grosseria e ignorância parecem vigorar com a mesma força.

Mateus registrou o momento em que algumas pessoas tentavam colocar seus filhos diante de Jesus para que este tocasse sobre elas como forma de abençoá-las. Os discípulos, por sua vez, ao invés de facilitarem o acesso reclamaram com as pessoas por agirem assim. Percebendo a besteira que faziam, o Mestre retrucou: "Deixem que as crianças venham a mim e não proíbam que elas façam isso, pois o Reino do Céu é das pessoas que são como estas crianças." (Mateus 19:14 - Versão Bíblia na Linguagem de Hoje).
 
As palavras do Redentor continuam válidas para o homem pós-moderno. Por mais que as crianças vivam um tempo em que parecem estar supridas física, mental e espiritualmente com a enxurrada de recursos tecnológicos como TV, computador, play station, celulares e outras parafernálias eletrônicas, isso não é verdade.
Continuamos errando e, muito provavelmente, tenhamos aumentado a intensidade, extensão e gravidade do erro quando deixamos nossas crianças sendo 'cuidadas' pelas 'babás eletrônicas'. Ou seja, quando, para ter sossego, fazemos com que elas se isolem em um ambiente qualquer, ao invés de dedicarmos tempo para estar com elas.
Infelizmente, as facilidades e comodidades da pós-modernidade tem efeito anestésico e nos impedem de perceber os danos causados à família e à sociedade pela displicência ou superficialidade com que temos tratado as necessidades das nossas crianças.
 
Embora elas mesmas não tenham condições de argumentar verbalmente o quanto sentem a irresponsabilidade dos adultos, suas vozes ecoam com gritos de socorro que parecem surdos, mas se tivermos o mínimo de sensibilidade, seremos capazes de entender. Elas estão gritando por socorro quando, muitas vezes, tem reações violentíssimas a situações corriqueiras na escola ou em casa. Elas clamam por ajuda quando, ao serem confrontadas com um "não" reagem de forma patológica e agridem ao pai, à mãe ou aos irmãos. Também pode ser um grito o fato de terem seus hábitos alimentares completamente alterados ou quando dormem aquém ou além do normal para o seu desenvolvimento.
 
Pela visão cristã que defendo, proponho que neste dia das crianças façamos uma análise sobre o que estamos dando de alimento espiritual para as nossas crianças. Independente do credo religioso é imprescindível que cultivemos nelas o prazer de aproximarem-se de Deus. Os braços do Messias continuam estendidos para todas elas.

2 de outubro de 2009

As árvores e os idosos

Os jovens podem e devem abrigarem-se na sombra dos idosos

Por: Emanuel Moura
moura.emanuel@gmail.com

No soneto "Velhas Árvores", de Olavo Bilac (1865-1918), lemos os versos:
"Não choremos, amigo, a mocidade! 
Envelheçamos rindo! envelheçamos 
Como as árvores fortes envelhecem: 
 
Na glória da alegria e da bondade, 
Agasalhando os pássaros nos ramos, 
Dando sombra e consolo aos que padecem!"
 
Além dos versos parnasianos de Bilac, valho-me das Escrituras Sagradas que, de Gênesis a Apocalipse abordam o tema de como as diferentes gerações devem se relacionar.

O jovem pastor Timóteo foi instruído pelo apóstolo Paulo a nunca repreender com aspereza a um velho "mas admoesta-o como a um pai" (1 Tim. 5:1). Os mais jovens devem reconhecer a experiência dos mais idosos e, não, desdenhá-los por isso, sempre argumentando que estão 'ultrapassados'. Salomão falou sobre este equilíbrio entre força e experiência quando compilou o provérbio: "A glória dos jovens é a sua força; e a beleza dos velhos são os seus cabelos brancos" (Pv. 20:29).

O rei Davi ressaltou que a vida de uma pessoa que escolhe confiar em Deus desde a juventude resulta em uma velhice vigorosa: "Na velhice, eles ainda produzem frutos; são sempre fortes e cheios de vida" (Salmos 92:14).

Ao invés de vivermos um clima de tensão entre as gerações, jovens de um lado, envaidecidos pela sua força e agilidade, idosos do outro, apenas maldizendo a impulsividade das novas gerações, o princípio bíblico apela para a complementaridade. Precisamos uns dos outros.

Mesmo quem opta por não seguir princípios judaico-cristãos pode beber em qualquer fonte filosófica, sociológica, antropológica e outras ciências sociais e terá que aceitar o censo comum de que os mais velhos, invariavelmente, são dignos de toda honra e respeito.

Alguns indivíduos se esquecem ou desconhecem que o ciclo natural da vida é nascer, desenvolver, reproduzir, envelhecer e morrer. Quer o ser vivo seja uma árvore, um macaco ou um homem todos passam por este processo natural. Exceto em casos de interrupções abruptas provocadas por tragédias, acidentes, violência, drogas etc.

Sendo assim é, no mínimo, um fator de inteligência buscarmos uma convivência saudável, respeitosa e digna com os mais velhos. Eles estão aumentando em número graças a diversos fatores. E o que estamos fazendo para termos os nossos vovôs e vovós por mais tempo na nossa família?

A harmonia entre as gerações é fator preponderante para a manutenção da instituição familiar e, por conseguinte, da própria sociedade. Não podemos avançar, progredir, desenvolver, não é possível projetar um futuro sustentável, se não aprendermos a honrar quem construiu o passado.

Dia do Idoso
A data foi instituída internacionalmente pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1991, com o objetivo de promover a reflexão sobre os direitos da pessoa idosa. No Brasil, é comemorada há 10 anos. Até 2006, as comemorações aconteciam no dia 27 de setembro. No ano seguinte, a comemoração foi alinhada com o calendário internacional após publicação da Lei nº 11.433, de 28 de dezembro de 2006, assinada pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva.


 

26 de setembro de 2009

Quem merece respeito?

Por: Emanuel Moura
Primavera de 2009
 
Aqui e ali sempre ouvimos alguém dizer: 'Você sabe com quem está falando?' ou, 'Você vai ter que aprender a me respeitar!'. Normalmente dizem isso quando sentem-se diminuídos em  importância e 'soberania'. É fala de gente ruim que acredita que todos lhe devem submissão. Não admitem entrar em qualquer ambiente e não serem cortejados como reis. Querem confetes, plumas e paetês em todo o tempo e por qualquer ação.

Amam a promoção pessoal. E da mesma forma que gostam de se promover, com intensidade inversamente proporcional, trabalham para diminuir a imagem de tantos quantos possa, valendo-se sempre das mais degradantes formas de ação.
Essas pessoas que tanto querem tornar os outros desprezíveis, por fim, passam a ser verdadeiras escórias da sociedade. Evidentemente, não tem humildade para reconhecer quando erram. Pelo contrário, eles nunca falham! Somente aqueles que as cercam não prestam, não executam bem as suas ordens 'soberanas'.

Não fossem trágicos e traumáticos os resultados funestos deste tipo de comportamento, seria caso de dar boas gargalhadas com o nível profundo de ignorância e miséria espiritual que demonstram estes indivíduos.
Jesus respondeu aos oponentes sobre a questão dos impostos: "Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.". (Mt.  22:21) O apóstolo Paulo escreveu: "Dai a cada um o que lhe é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra." (Rm. 13:7). Ora, tanto Jesus quanto Paulo deixaram claro que cada autoridade quer humana, quer espiritual, recebe aquilo que lhe é devido.
Se plantam respeito, não ceifarão vergonha. Se espalham sementes de esperança, fé e amor, não colherão descrença, incredulidade e ódio. Todos recebem exatamente "o que lhe é devido".
Se é assim, gente com a natureza marcada pela arrogância jamais terá o mesmo tratamento, a mesma projeção, aceitação, disposição de seus parceiros e subordinados que recebem aqueles que prezam pela mansidão, coerência das ações e das palavras. Não podem colher os mesmos frutos de quem zela pela prática da partilha, da comunhão e da humildade. 
Um adágio popular diz que o que é do homem o bicho não come. Pois bem, sendo assim, quem tem que ser respeitado, o é sem que seja necessário pressão, ameaça, coação ou qualquer outro método de 'ensinar a respeitar'. Respeito não se impõe, se conquista.
O lado cômico da história é que, invariavelmente, quem mais exige ser respeitado é gente que não gosta de pagar as contas em dia (é caloteiro por profissão), não respeita a mulher ou marido, mente com a mesma facilidade com que troca de roupa entre outras práticas duvidosas.
Ainda assim o indivíduo espera ser respeitado? Quer ser cortejado? Obedecido cegamente? Ora, façam-me o favor! Isso é pedir para esquecer que as pessoas tem cérebro e podem, no mínimo, raciocinar. É pouco provável que os indivíduos que povoam minha mente queiram ler este artigo e, caso o façam, dificilmente serão capazes de perceber que são as personagens retratadas.
Se Jesus, o Mestre da Vida, se pôs a lavar os pés dos discípulos, por que aqueles que dizem representá-lo não aprendem a servir como Ele? Minha esperança é a de que o leitor que se permite aprender e, com isso, crescer, possa liderar duas, três, 100 ou mil pessoas sem esquecer que devemos servir aos homens em nome de Deus e, não, fazer com que os homens o sirvam em nome do mesmo Deus.

23 de setembro de 2009

Legalização da maconha, isso é bom ou ruim?

Ouça o Podcast nº 12 do site LouvoresaCristo e tire suas
conclusões sobre a polêmica da legalização da maconha.
 
Será que a maconha é realmente tudo isso que dizem?
Quais seriam os efeitos da sua liberação? Falta amor ao próximo?
Tudo isso e muito mais a partir de agora no PodGospel.
 
Depois de ouvir tudo ou, se não suportar, apenas ouvir um pouco,
envie suas criticas, sugestões para podgospel@louvoresacristo.com.br
 

 

2 de setembro de 2009

Entre tapas e beijos

"O beijo de Judas", tela de Giotto di Bondone, pintor italiano



Prefiro o tapa da verdade, ao beijo da mentira. Estou "abestado"? Não! Continuo absolutamente são do juízo, ao menos é o que acredito.

É claro que ao falar da preferência de tapa a beijo, deixo grande margem de dúvida quanto à minha sanidade mental, mas explico.
Não me refiro ao tapa literal, aquele cinematográfico com direito a quem apanha jogar o corpo todo para o lado ou até para o chão.
O tapa que falo é aquele que somente os bons e verdadeiros amigos sabem dar. Um bom amigo, bate bem. Eles não poupam na hora de dizer: 'Você está errado!'. Não economizam quando percebem que o amigo ou amiga está enveredando por caminho mal.

Amigo leal, verdadeiro, não tem cerimônia para contestar, se opor, até impedir  a quem ama de fazer o que ele entende como prejudicial. Ele também sabe reconhecer, parabenizar e, na medida do possível, ajudar.
É por isso que se tiver que apanhar, prefiro que seja de um amigo. No calor do momento, provavelmente, vou ficar roxo de raiva, mas ela passa, sendo que a lição fica e amizade se fortalece.

Entretanto, existe um outro gênero de pessoas que se apresentam como amigos e o melhor 'cartão de visita' deles é o beijo.
É um tipo de gente que sempre se aproxima com ares de gato, isto é, vem com aquela mania de se esfregar entre as pernas, nos braços... Eles –os gatos– miam com uma candura que enternece qualquer coração. No entanto, a eles também pertence a máxima: "dá o tapa e esconde a unha".
Diferentemente do bom amigo, que bate e assume, aqueles que tem comportamento de gato, acariciam, ficam manhosos e, de repente, dão o golpe, mas não reconhecem que são  traiçoeiros. Tal qual os felinos, tem aqueles que só se aproximam com elogios, rasgação de seda, chita, organza, viscose e tudo o mais, no entanto não são dignos de confiança.

A analogia é perfeita para gente que faz como o tesoureiro de Jesus que foi até o Mestre de modo sutil, com passos rasteiros no jardim para ouvir da vítima: "Judas, com um beijo trais o Filho do homem?" (Lucas 22:48).
Infelizmente, estamos às voltas com muitos Judas no nosso cotidiano. Não quero com isso dizer que estamos irremediavelmente perdidos. Ainda que os Judas existam para trair com um beijo, há os Joões que permanecem ao lado do amigo até o último momento. Há também os Pedros que, num momento de fraqueza, podem negar, mas com nobreza peculiar a um verdadeiro amigo se arrependem e pedem perdão.

28 de agosto de 2009

Que preço você paga pelo crescimento?

Ganhar evidência, destaque, reconhecimento, aumento de salário, elogios do chefe, são alguns dos sinais que indicam o que convencionamos chamar de crescimento profissional. É bem verdade, que acerca dos elogios costumamos responder com o canto da boca: 'prefiro minha parte em dinheiro'. Todavia, se o holerite não cresce, a massagem no ego com certeza faz bem a qualquer indivíduo, independente da posição hierárquica dentro da empresa.
 
Quer a pessoa seja o limpador de banheiros ou o diretor-presidente ela não está imune às necessidades de afeto, reciprocidade, respeito etc. Ocorre que, quando a falta de honradez toma conta nas relações, é comum a apelação para recursos como bajulação, formação de intriga entre colegas, disseminação de fofocas, boicote ao serviço de terceiros, dissimulação, entre outras táticas. 
 
Todas as atitudes são fundamentadas na mentira. Os bons mentirosos são aqueles que, pela frente, são todo beijos e abraços, mas pelas costas, rangem os dentes e dizem: 'Um dia pego o seu lugar. Sou melhor que você'. Este tipo de gente tem disposição para pagar qualquer valor pelo que denominam 'crescimento'. Pagam o preço da mentira, da dissimulação.
 
Para quem opta por uma postura honrada, honesta, verdadeira a qualquer custo, parece que os dissimulados estão sempre à frente. Contudo, a árvore que cresce rápido, mas sem consistência, facilmente é derrubada. O mesmo se aplica a quem pensa ter se feito 'grande', mas não tem raízes.

20 de agosto de 2009

Poder se conquista pela ação

Há quem defenda que para se ter influência sobre as pessoas é necessário saber mandar nelas. Os defensores desta ideia gostam do jargão "manda quem pode, obedece quem tem juízo". Aplicam a máxima para todas as relações sociais e de trabalho. O líder religioso e seus congregados, o chefe de equipe e o peão, o professor e os alunos, entre outras relações.
No entanto, essa história de 'mandar quem pode' só cabe na minha cabeça com a ressalva de que o tal 'poder' seja conquistado pela ação, pelo exemplo. Nem mesmo no ambiente familiar as coisas funcionam na onda do "goela a baixo". Quem quer educar filhos tem que aprender, desde cedo, a argumentar, influenciar, conquistar e, mais que isso, tem a obrigação de fazer o que fala.

Ora, se a família é a base da sociedade, o que dá certo e o que dá errado no meio dela, é facilmente replicável para as demais instituições sociais quer sejam elas públicas ou privadas. Um exemplo simples: se os pais dizem que não é para gritar com as pessoas e, no entanto, elas flagram o pai berrando com a mãe, ou mesmo elas são abordadas pelos pais aos berros, dificilmente estas crianças saberão praticar as regras de etiqueta e bons costumes. O mesmo é válido para questões como honestidade com o dinheiro dos outros, boa gestão do próprio dinheiro, hábitos inteligentes de consumo, consciência ambiental, cidadania, respeito ao próximo e tantos outros assuntos.

Quem sabe fazer, não encontra dificuldades para ter pessoas que sigam seus passos. Quem faz, ao invés de simplesmente mandar no alto de seu pedestal, passa a ter as pessoas à sua volta muito mais dispostas a fazer o que é obrigatório e, melhor que isso, elas vão além do que simplesmente são 'mandadas'. Quem sabe fazer, antes de simplesmente mandar, desperta nas pessoas o melhor de suas potencialidades que tem sob sua liderança, comando, presidência, direção ou seja lá que nome gostem de dar. 
Qualquer filho, esposa, funcionário, colega, aluno estará sempre muito mais disposto a produzir. Sua mente estará sempre em atividade. Sua criatividade será estimulada. Sua motivação, amor pelo trabalho e desejo de aperfeiçoar o exercício de sua função estará sempre em constante amadurecimento e aperfeiçoamento.

Enquanto tudo isso acontece, a pessoa que tem a função de comando estará sempre em alta. As pessoas que a cercam, em um momento ou outro, irão se lembrar das palavras, dos gestos, das expressões que as ajudaram a crescer, a observar determinado tema com outro olhar.
Sempre foi assim com Jesus, o Cristo. Ele pouco ordenou, e muito fez. Suas ações eram tão poderosas e marcantes quanto seus discursos. Havia absoluta harmonia entre o que dizia e o que fazia. Não abraçava crianças simplesmente para ficar bem na foto do cartaz ou estampado na capa de algum jornal. Ghandi também é outro exemplo ainda mais recente que Cristo. Ele pautou sua luta por revolução sem armas a partir de suas atitudes. Fácil? Não foi. Mas seu exemplo ainda deveria causar vergonha para muitos de nós que prefere achar, afirmar, defender, propalar que o certo mesmo é apenas mandar.

No alto de sua empáfia, quem ouve falar deste tipo de pensamento faz até escárnio de quem acredita no poder do exemplo, na eficácia de fazer ao invés de simplesmente mandar. Felizmente, a sociedade é dinâmica. Não está parada. Ao contrário do que pensam os prepotentes as pessoas pensam e, por isso, se tornam melhores que eles.

13 de agosto de 2009

A vergonha de ser honesto

Casa de leis ou covil de ladrões e salteadores?

"De tanto fazer crescer as nulidades, haverá um tempo em que os homens terão vergonha de ser honestos", com esta máxima Ruy Barbosa parecia profetizar o que assemelha-se a um verdadeiro apocalipse das relações humanas. Felizmente, ele não viveu o suficiente para ver o cumprimento impecável de seu vaticínio. Para nós, que estamos vivos, resta-nos a vergonha de constatar que Barbosa estava certo.

Certamente o Criador deve tê-lo poupado de ter a visão, com um século de antecedência, do cenário patético, espalhafatoso, ridículo e boçal da odisséia de horror e vergonha que marcou a sessão do Senado Federal no dia 6 de agosto. Brasil (e mundo!) viu e ouviu por todos os meios e veículos possíveis quando os senhores Renan Calheiros e Tasso Jereissati –recuso-me a intitulá-los de senadores– resolveram protagonizar o circo dos horrores trocando agravos e palavrões que até de pensar é torpe.

A esta altura do campeonato, não vale mais a pena questionar o que motivou o início da discussão. Quem defendeu quem? Quem tem moral para atacar quem? Quem pode atirar a primeira pedra? Ninguém! O episódio me incentivou a, pela primeira vez, vir a público e registrar minha alegria e satisfação por ter votado nulo em todos os cargos da última eleição estadual e federal. Quando revelei a alguns amigos que havia feito isso, fui indagado do porque optei por esta atitude se sou um moço 'tão esclarecido'.

Pois bem, justamente por ser esclarecido optei, e tenho grande chance de continuar optando, pelo candidato "Dr. Nulo". No dia 6, a tranquilidade por não ser responsável pela presença de nenhuma daquelas pessoas naquele lugar foi um bálsamo para a alma e a certeza de que não errei.

Fui educado em casa e sempre vi no comportamento de gente decente que, ao presenciarmos o agravo entre qualquer pessoa, ou adotamos o "deixa-disso" ou, elegantemente, nos retiramos do local. Pelo que me recordo, as cenas mostram que a esmagadora maioria dos presentes no plenário do Senado permaneceram imóveis diante do circo. Pelo mínimo de nobreza que tivessem deveriam, na menor das possibilidades, fazer fila indiana e deixar os cachorros loucos se devorarem sozinhos. Mas, não! A sensação é que, instantaneamente, formaram torcidas e fizeram suas apostas para ver quem era melhor na patifaria.

Por um breve momento, parece que dá mesmo vergonha em ser honesto. Parece que não vale a pena evitar as escolhas que nos favoreceriam sobejamente e prejudicariam drasticamente a vida do próximo. Parece que ser mesquinho, avarento, mentiroso, hipócrita, ladrão dos homens e de Deus garante prestígio, fama e poder.
O poeta Asafe descreve sentimento semelhante no livro de Salmos. Felizmente, em um momento de restauração do equilíbrio espiritual ele constatou: "Bom é aproximar-me de Deus; ponho a minha confiança no Senhor" (Salmo 73:28). Sugiro que façamos o mesmo, para não perdermos a centelha de esperança que ainda existe.

6 de agosto de 2009

Eles merecem mais

A relação entre pais e filhos pode ser muito mais rica e produtiva

A comemoração do dia dos pais remonta aos tempos da antiga Babilônia, no Oriente Médio, há 4 mil anos quando um jovem chamado Elmesu moldou em argila o primeiro cartão que desejava sorte, saúde e vida longa a seu pai. Em tempos modernos, a data foi criada nos Estados Unidos em 1909. A comemoração foi oficializada pelo presidente americano Richard Nixon, em 1972.

A data varia em alguns países. Nos EUA, é comemorada no terceiro domingo de Junho. Em Portugal, dia 19 de março e nós, brasileiros, tentamos comemorar no segundo domingo de Agosto.
Tentamos? Fiquei doido? Não! Sejamos francos. O que fazemos para os nossos pais vivos é muito menos que fazemos para quem já morreu como Tiradentes, Tancredo Neves, Ulisses Guimarães e outros finitos famosos.

A comemoração é tão pequena que o comércio parece ter mais êxito no dia dos Namorados do que no dia dos pais. Não estou aqui para defender uma bandeira consumista. Mas, infelizmente, o nosso comportamento nas lojas e shoppings revela muito do quanto valorizamos esta ou aquela ocasião.
As queixas mais comuns são: 'mas é tão difícil comprar coisa para homem', 'nunca encontro coisa para meu pai', 'meu pai não gosta de nada', ou a pior, 'meu pai não precisa de nada'.
Entretanto, quando falo de celebrar com um pouco mais de glamour esta data, estou falando da agenda que se altera para o almoço na casa do pai ou, porquê não, levá-lo ao restaurante, churrascaria, parque, praia, sítio, pescaria, jogo de futebol, cinema, teatro, igreja, enfim, tanto lugares para estar junto com o pai.
Há inúmeras alternativas para nós, filhos, melhorarmos esta relação. Darmos ao relacionamento com eles mais profundidade, aumentarmos a intimidade. Termos os pais como meros provedores da família é pouco. Eles não tem apenas a obrigação de garantir casa, comida, roupas e estudos. Isso faz parte do pacote, mas a importância dele não é restrita a isso.
Deixo aqui meu apelo para que revisemos nossos conceitos e valores sobre a figura dos nossos pais. Fácil? Tenho certeza que não. Mas, não é impossível.
Deixo também meu apelo aos pais. Muito deste distanciamento acontece por algumas posturas equivocadas no meio do caminho da paternidade. Vou dar um exemplo simples. Em toda minha vida, só conheço um pai que fez o maior mela-mela com o álbum de casamento da filha. Ele mostrou para Deus e o mundo o dia que entregou sua donzela para um cavaleiro que prometeu cuidar dela.
Isso precisa ser mais comum entre os outros pais. Nenhum pai vai perder sua masculinidade por 'babar' nos filhos. Imitem mais as mães. Não precisa vestir saia, mas usufrua mais do colo, do abraço, dos cafunés de seus filhos quer eles tenham 4 meses ou 40 anos de vida. Desejo a todos um feliz dia dos pais.

22 de julho de 2009

Eles estão morrendo, e nós olhando

De acordo com estudo feito pelo Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), em parceira com o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e com o Observatório de Favelas, pelo menos um em cada 500 adolescentes brasileiros será morto antes de completar 19 anos.

O levantamento é baseado nas informações sobre jovens de 12 a 19 anos de 267 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes. Pela primeira vez foi calculado o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), que mede a probabilidade de um adolescente ser assassinado. O cálculo prevê que 2,03 jovens em cada mil serão vítimas de homicídio.
Na prática, isso quer dizer que em um período de seis anos, entre 2006 e 2012, podemos totalizar mais de 33 mil jovens mortos. Sendo que a possibilidade destas mortes serem provocadas por armas de fogo, é três vezes maior na comparação com outras armas.


E daí? Normalmente, o que acontece é que diante de informações como essas o máximo que fazemos é nos impressionarmos com os números, virarmos a página do jornal ou clicar no próximo link e negligenciamos os fatos. Esquecemos que as estatísticas apontam para seres humanos. Gente de ossos, nervos, carne e pele iguais a qualquer um de nós. Embora os números sejam frios, eles falam de pessoas reais, que não são inferiores, menores ou incapazes.
Estes números apontam para o grande volume de sonhos que podem deixar de se concretizar. Falam (ainda que não ouçamos) dos inúmeros avanços sociais, tecnológicos e humanos que poderíamos viver se não perdêssemos estes jovens tão cedo e por motivos tão fúteis.


Morrem por causa da cor da pele ou do sexo. Despedem-se da vida, por causa do furto de um tênis, bicicleta ou jaqueta. Perdem a chance de projetar, construir, lutar, vencer, crescer como cidadão do mundo e como imagem e semelhança do Criador.
Enquanto morrem, nos perdemos em discussões inúteis, tão idiotas quanto os argumentos para defendê-los. Nos fechamos em um mundo medíocre que prefere condenar estes jovens a estender a mão e ao menos tentar ajudá-los.


Ainda há quem queira defender uma pregação monástica do tipo que jovem precisa estar única e exclusivamente dentro da igreja fazendo jejuns, orações e longe da TV, do campo de futebol, dos pontos de encontro da juventude. O que fazemos, de fato, para alcançar esta juventude com a boa notícia do evangelho de que Deus as ama e de que cada um pode ter um futuro muito melhor se dedicarem suas vidas a Ele?

Ao contrário de ficarmos apenas olhando a multidão de jovens sem perspectivas e darmos a cada um o veredicto de condenação, deveríamos dizer-lhes que, mesmo com o passado e presente deles manchado e destroçado, o futuro continua intacto e pode ser editado com um script de alegria, fé, esperança e amor.

20 de julho de 2009

Para que servem os amigos?

Certa vez Jesus estava pregando em uma casa e contava com uma grande assistência. Ninguém conseguia entrar tal a multidão que se aglomerava para ouvi-lo. Quatro homens que levavam um amigo paralítico chegaram nesta casa com a meta de colocá-lo na presença de Jesus para que ele fosse curado.

Ao chegar, viram que pela porta não seria fácil passar por causa da multidão. A alternativa foi colocar o doente diante de Jesus pelo telhado. Os quatro amigos puseram-se a arrastar o doente sob o leito, abrir um espaço no teto e descer o paralítico. É claro que o paralítico pegou a própria cama e saiu daquela casa não sendo mais carregado.

Mas, o que chama a atenção nesta história é que em um determinado momento da narrativa, o evangelista Lucas alerta para o fato de que Jesus observou a fé dos quatro amigos. Não foi apenas a situação de clemência do paralítico que mexeu com Jesus, foi também a ousadia e disposição daqueles homens que decidiram ver a mudança na vida de um amigo.

Inspirado nisso, afirmo que os amigos servem para isso: carregar cama. Como assim? Se somos amigos de alguém e o vemos deitado, sem forças, desanimado, querendo desistir de tudo e de todos, podemos e devemos ter a disposição de fazer algo por ele. Não podemos desistir de ajudá-lo no primeiro obstáculo.

Podemos e devemos encontrar alternativas para driblar as circunstâncias que parecem dizer não. Permaneça perto, mostre o quanto se importa, cuide das feridas. Leve-o ao encontro de Jesus. Exigirá esforço, persistência, ousadia. Mas valerá a pena, você verá o seu amigo saltando como uma criança.

Quanto vale um amigo?

Esse tema parece trivial e, no estresse do cotidiano, se tornou, para alguns, banal. Ouso dizer 'alguns' pra não ser pessimista e afirmar 'todos' ou 'a maioria'. Prefiro crer no belo e não me render ao feio. Contudo, reconheço que vivemos numa situação em que não temos ou não queremos ter tempo para os amigos.

Nunca podemos ligar, escrever, visitar. Nestes tempos de mais modernidade e tecnologia da informação, também nunca temos tempo para mandar um scrap no orkut, e-mail, torpedo, post etc. Na maioria das vezes que lembramos de alguém ou é por interesse pessoal ou por tragédia (alguém morreu, ficou doente ou sofreu acidente) e isso quando se importa de saber ao menos como curioso. Sejamos francos: temos sido péssimos amigos!

Esse tema da amizade é tão importante para a saúde mental e espiritual do homem que a própria Bíblia não deixou de registrar fatos importantes relacionados a isso. Citou, por exemplo, que Abraão, o grande patriarca dos hebreus, foi reconhecido como amigo de Deus. Jesus, falando aos 12 apóstolos, afirmou: "Já não vos chamo servos... mas chamei-vos amigos...". Salomão, também disse que "O amigo ama em todo o tempo; e para a angústia nasce o irmão."

Ora, sendo a amizade um tema tão nobre, vale a pena investir nela. Não quero ser utópico. Nem todos são amigos de fato, que o diga Jesus Cristo, traído pelo próprio tesoureiro! Mas, se nos fecharmos e nos privarmos de boas amizades por causa dos que foram traídos ou que nos traíram, que faremos? Vamos nos isolar do mundo? Tentar viver em um circuito fechado, restrito e patenteado com as pessoas de ligação sanguínea? Se respondermos sim a estas alternativas, estamos optando por viver fora das possibilidades que o Criador traçou para a vida do ser humano.

Por nos criar com necessidades de agregação, Deus nos dotou de capacidades para superar as dificuldades que surgem nos relacionamentos e criou no homem mecanismos na mente e no corpo que são curados, estimulados e revitalizados graças ao toque, ao sorriso e ao estender das mãos de um amigo. Por valorizar seus amigos, o próprio Cristo afirmou que dava a sua vida por eles. E você, o que aceita fazer pelos seus amigos? Não precisa morrer por nenhum deles, Jesus já fez isso! Mas, sugiro que ao menos diga o quanto eles são importantes na sua vida.

Profissão: Cínico

Se a fábula do boneco de madeira que crescia o nariz a cada mentira se tornasse verdade no mundo real, os cirurgiões plásticos teriam que fazer plantão para cortar e recompor o nariz de um número gigantesco de pacientes. Os mentirosos por profissão estão presentes em todos os setores da sociedade. A consequência desta presença maciça é o enfraquecimento das relações humanas e, pior, o apodrecimento da vida social.

As relações humanas se enfraquecem à medida que, por causa dos seguidores de Pinóquio, as pessoas estão se tornando cada vez mais desconfiadas umas das outras. Vivemos um clima de tensão em que o próximo é sempre ameaçador, uma vez que é difícil precisar quando está falando a verdade ou mentindo. Os equipamentos que emitem relatório sobre quando uma pessoa está ou não mentindo com base no tom da voz, expressão corporal e efeitos orgânicos não estão acessíveis à maioria de nós.

Normalmente, conseguimos discernir quando nossos filhos, ainda pequenos, estão mentindo. Isso já se torna mais difícil à medida que vão crescendo e aprendem métodos que permitem afirmar uma mentira como se fosse verdade com a mesma técnica de um ator em cena. Como o nariz não cresce e uma mentira bem contada acaba convencendo e parece se tornar verdade, quando muito repetida, o hábito de mentir vai se alastrando na sociedade enfraquecendo paulatinamente a confiança mútua.

A podridão geral é provocada quando aquele mentiroso sem grandes pretensões da infância, se torna o executivo, gerente, líder, corretor, vendedor, advogado, senador, deputado, vereador, prefeito, professor, padre, pastor, enfim, tantas outras funções e nos mais diferentes lugares.

Uma das características dos mentirosos que mais me chama a atenção é o cinismo. São tão bons nisso que chego a pensar na regulamentação da profissão "Cínico". Fazem jus ao rótulo de cara-de-pau. Minha avó dizia que ao se barbearem não cai pêlo, mas sim, pó de serra. Ela tinha razão. Um presente que lhe cai muito bem, a qualquer época do ano, é óleo de peroba para garantir a cara cínica sempre lustrada.

Ainda fico estarrecido com a capacidade que esta raça de víbora tem de subir em qualquer tribuna, ocupar qualquer microfone e vomitar mentiras com a naturalidade de quem toma água para qualquer grupo de pessoas. E, se alguém aponta-lhes as mazelas, adotam o discurso do 'coitadismo' e logo se apresentam como vítimas de perseguição, incompreendidos pela massa. A partir daí, não são eles os mentirosos, mas as pessoas que os cercam que não valem nada.

Se vamos ficar livres da mentira e do mentiroso um dia? Eu prefiro crer que sim. Ao menos a Bíblia, em seu último livro e capítulo afirma que não poderão participar da alegria eterna aquele "que ama e pratica a mentira" (Apoc. 22:15). Amemos e pratiquemos, pois, a verdade, para termos melhor futuro que estes miseráveis.

13 de julho de 2009

Café Tequila estreia a Balada Gospel na segunda

Flyer da programação disponível no site www.tequilagospellife.com.br

Se você acha que o único lugar para louvar a Deus é a igreja, se engana. O Café Tequila realiza, a partir desta segunda-feira (dia 13), a Balada Gospel. O evento contará com a presença de bandas de diversos estilos musicais, todos cantando a palavra de Deus. Na noite de estreia quem se apresenta são os  grupo de louvor da igreja Bola de Neve, banda Start e DJ MP7.

Segundo o produtor do evento, Adriano Cardoso, a ideia é mostrar aos jovens um estilo de vida diferente. "Nesse mundo de loucura, é possível curtir rock e reggae sem drogas ou outras coisas que desagradam os olhos", comenta. Ele ressalta que a região não conta com baladas desse tipo e acredita que a inovação vai ser sucesso. "A gente precisa desses eventos, pois eles são uma overdose de vida."

Canto para louvar
Para Carla Falsarella, vocalista do grupo de louvor da Bola de Neve, se apresentar fora da igreja é uma chance de quebrar paradigmas. "As pessoas que têm certa resistência em ir à igreja poderão conhecer o nosso trabalho", comenta. De acordo com ela, no repertório do show estão as canções "Tempo", "Salmo 91" e "Vaidade".

Já Lucas Lima Prudente Correa, vocalista da banda Start, frisa que as canções do estilo gospel mostram aos jovens uma vida longe das drogas e perto de Deus. "É um som que atrai porque não é cansativo." Ele adianta que entre as músicas que serão apresentadas na noite estão "Abre a Janela" e "Geração que Dança".

Na ocasião, não serão vendidas bebidas alcoólicas e cigarros. O evento começa às 20h e vai contar com um cardápio variado de sucos e lanches. Os ingressos custam R$ 10, com a doação de um quilo de alimento não perecível (exceto sal e açúcar). Quem não doar o alimento pagará R$ 15. O Café Tequila fica na Alameda dos Restaurantes, Bulevar Beco Fino. Mais informações pelo telefone (11) 4521-4031.

Publicada originalmente no Jornal de Jundiaí, caderno Agito, 10 de julho de 2009 

8 de julho de 2009

Pregar o “ter” não é evangelizar

Há uma confusão generalizada sobre o poder do evangelho que há muito tempo encontrou seu espaço no rádio, na TV e em inúmeros artigos publicados em jornais, revistas e disponíveis na Internet. Defino como confusão, porque existe um número exacerbado de pretensos arautos do evangelho dizendo que fé, salvação, perdão, prosperidade, amor, felicidade etc, tudo isso depende única e exclusivamente do quanto se tem na conta bancária e do quanto se dá para a igreja (e sempre aquela igreja que o 'santo' está propagando).
 
Isso confunde a quem ouve, mas na verdade, quem divulga este pseudo-evangelho não tem confusão nenhuma na cabeça. Sabem bem o que querem. O objetivo maior é encher os próprios bolsos às custas da falta de conhecimento do bom, doce, puro e verdadeiro evangelho.
Essa gente investe um tempo demasiado dizendo que, para provar que Deus está na vida de alguém, é preciso estar em condições de comprar o carro do ano, ter uma casa no campo e outra na praia, ocupar apenas as funções de presidente, chefe, diretor ou ser o dono do próprio negócio.

Se essas coisas acontecem, aí, sim, existe felicidade e se tem comunhão com Deus. Ora, se isso fosse verdade, quem anda de ônibus, paga aluguel e trabalha em funções menos pomposas, o Todo-Poderoso se esqueceu deles? Engraçado é que muitos dos que defendem isso são pessoas que ostentam seus carros de luxo, casas de alto padrão, roupas, relógios, jóias de grifes internacionais. Tudo vem explicado: 'Sou abençoado. Por isso tenho tudo isso'. E completam: 'Para você ser assim, doe com alegria, para mim!'.

Esse é o tipo de raciocínio que envergonha quem ainda tem vergonha para sentir. O evangelho verdadeiro, a evangelização que pensa no que o homem é e não no que o homem tem, anuncia o que disse Jesus Cristo: "Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mateus 6:33).
A aquisição de bens e riquezas é consequência natural de quem não tem medo de trabalho e sabe poupar. A possibilidade de somar bens tem uma dinâmica diferente na visão teológica. O próprio Cristo ensinou que quanto mais se dá, mais se tem. Deus, em sua bondade, se encarrega de dar prosperidade material e, sobretudo, espiritual. Contudo, o importante não é o quanto se tem, mas o quanto se vive a prática do amor que é o elo da perfeição. Portanto, o que realmente importa é 'ser' e, não, 'ter'.

15 de maio de 2009

Uma fruta podre...


"Senhor, livrai-nos da podridão"

A expressão "uma laranja podre em uma caixa estraga as que estão boas" é clássica para ilustrar sobre como uma pessoa de atitudes ruins pode envenenar a saúde de relacionamentos de qualquer grupo social em que esteja participando.


O rei Salomão disse que "um abismo chama outro abismo". O sábio estava dizendo que, quando se comete um erro, é fácil incorrermos em outros. Entendo que a lógica seja a mesma no poder de atração e aglutinação que os 'podres' possuem. Entenda como 'podres' aqueles indivíduos que se vendem, negam seus valores, são corruptos, mentirosos, egoístas, mesquinhos, arrogantes, hipócritas.

Infelizmente, eles estão em toda a parte. Para qualquer agrupamento humano que se olhe é possível identificar os elementos. Ocupando cargos públicos como deputado, governador, vereador, prefeito. Administrando empresas em todos os níveis hierárquicos desde a gerência até a zeladoria. Até no ambiente religioso, quer cuidando de uma pequena igreja na periferia ou presidindo uma convenção nacional, os 'podres' se fazem conhecer.


Ao que parece, eles se farejam e procuram estar sempre reunidos em encontros que o sistema olfativo das pessoas saudáveis percebe de longe que tem algo desagradável no ar. Nos encontros de gente 'podre' existem ações padronizadas. Por serem pouco criativos, o comportamento deles é fácil de observar. Em geral, os 'podres' se bajulam de uma forma absurda. Sempre tem falas do tipo: 'Você é sensacional'; 'Isso que estou fazendo é de grande proporção'; 'Não tem outro capaz de fazer como eu e você fazemos'.

Os 'podres' são pobres. E não é a pobreza de bens materiais. Infelizmente, muitos dos 'podres' do mundo tem muitas posses ou ao menos fingem que tem. Não descem do salto nunca! A pobreza dos 'podres' está na sensação de superioridade que julgam ter. Acham-se mais inteligentes, mais espertos, mais sagazes, mais ousados. Enfim, são mais tudo que todo mundo, ao menos na limitada concepção deles. O apóstolo Paulo citou que há pessoas "cujo deus é o ventre". Ele falava sobre aqueles que negavam a mensagem do evangelho.

Dois mil anos depois, muitos não chegam a dizer que o evangelho é uma mentira, pelo contrário, até o utilizam em benefício próprio. Como também disse Paulo: "Têm aparência de piedade, mas negam a eficácia dela". Diante do exposto, a alternativa é olhar para cima e clamar: "Senhor, livrai-nos da podridão".

7 de maio de 2009

A mão que embala o berço


Se elas fossem remuneradas por horas de trabalho, nem todo o dinheiro do Fundo Monetário Internacional poderia pagar o valor da mão-de-obra das mães. É um ofício que, uma vez iniciado, não tem férias, recesso, greve, paralisação, nenhum dos movimentos típicos dos demais trabalhadores.

E olha que mãe trabalha! As horas de transpiração começam a partir do momento que o espermatozóide se apaixona pelo óvulo, invade a casa e, finalmente, nasce o embrião.

O trabalho e canseira se estendem ao longo dos nove meses quando o novo habitante faz manha, provoca enjôos, desejos, faz do útero um campo de futebol e tudo o mais.


Na hora de, finalmente, vir ao mundo aí, o sufoco é geral. Gritos, gemidos, sangue, suor e lágrima. É claro que a mãe é a grande protagonista da cena, mas o novo terráqueo provoca uma expectativa absurda na sala de espera. Os familiares e amigos mais próximos aguardam ouvir o choro ou o relatório de alguém da equipe médica com a conjugação do verbo nascer já no tempo passado: 'Nasceu!!!'

Ouvindo isso, trocam beijos, abraços, gritam, choram, batem palmas, pulam. Enquanto comemoram, a trabalhadora está extasiada na cama. Descabelada. Suada. E com o fruto do seu ventre entre os braços. Recuperados do laborioso ato de nascimento, é hora de estar em casa. Descanso? Imagina! Aí é que o calo aperta. O novo cidadão do mundo só quer saber de mamar, sujar fraldas, sentir-se sempre limpinho e cheiroso.

Por não saber que o mundo gira em torno de um objeto chamado relógio, o pequeno ser não escolhe hora para chorar. Manhã, tarde, noite, madrugada todo tempo é tempo de dar trabalho para a pessoa que ele só identifica pelo cheiro da mama num primeiro momento.

A jornada de trabalho interminável se estende por toda a vida. Primeira infância, adolescência, juventude e até na velhice dos filhos, as mães que tem vida mais longa, estão sempre presentes. Elas levam à risca a expressão: "Filhos criados, trabalho dobrado". Parece nunca se importarem mesmo com as lágrimas de dor que, muitas vezes, fazemos verter dos seus olhos. Elas preferem celebrar as lágrimas que já rolaram pela alegria de gerar seus filhos e criá-los, não para si, mas para o mundo.

A essas verdadeiras heroínas rendo minha homenagem, grato a Deus por usufruir a companhia e afeto da minha mãe que, abaixo das nuvens, é meu maior tesouro. 

29 de abril de 2009

Fé e trabalho

Comemoremos ao menos o respeito mútuo entre os profissionais

Desde a instituição do Dia Mundial do Trabalhado em 1889 o 1° de Maio justifica uma série de eventos, manifestações, abaixo-assinados, e claro, menos um dia de trabalho e mais um dia de folga para milhares de pessoas. Felizmente, nem todo mundo comemora o dia parando de trabalhar. Se assim fosse, estaríamos perdidos. Como ir visitar o parente ou amigo distante
sem o maquinista do trem ou sem o motorista do ônibus?

Como fazer aquela festa de proporções gigantescas sem o operador de áudio, o carregador de caixa, o arrastador de cabo? Como ter um belo almoço em um bom restaurante se os chefes de cozinha, seus auxiliares e garçons cruzassem os braços alegando ser "Dia do Trabalhador"?
Geralmente, não nos damos conta do quanto dependemos uns dos outros. Falamos tão mal do sistema capitalista em que o empregador explora o empregado e mal percebemos que somos tão exploradores uns dos outros quanto os patrões.

Muitas vezes a exploração vem justificada pelo bordão "tô pagano" da Lady Kate (Zorra Total - Rede Globo). Com essa justificativa do poder econômico, revelamos a nossa verdadeira "cara" de arrogantes, prepotentes, mesquinhos, orgulhosos, egoístas. Mal humorado, eu? Não. Apenas
reconhecendo os muitos defeitos que também, infelizmente, carrego e, não raro, acabo fazendo crescer quer consciente ou inconscientemente. Contudo, nem tudo é lamento nesta questão das relações humanas. Apesar das muitas imperfeições pessoais (e é melhor que eu fale delas do que deixar outros o façam) adotei como regra de vida o fator fé.

Há quem diga que esse recurso da fé é simplista demais e costumam ir mais longe dizendo ser inútil, coisa de gente ignorante ou mesmo apenas para pobres. Mas, qual a relação entre fé e trabalho? A fé que me refiro é de que, apesar de todos os defeitos listados acima, acredito na possibilidade de melhorarmos, crescermos como seres humanos aprendendo a respeitar o
trabalhador ao lado independente da função que ele exerça.

Seja ele o executivo de uma multinacional ou o zelador do meu condomínio todos merecem respeito. Em um mundo que incentiva o individualismo por todos os meios possíveis, somente a fé para dar um mínimo de crença no milagre das relações humanas. Se fosse por fatores como salário, jornada de trabalho, índices de emprego, justiça no trabalho, entre outros, seria mais fácil fazer luto do que festa. Especialmente depois tal crise econômica mundial. Contudo, apelo para a fé e convido outros a fazerem o mesmo, crendo que podemos ao menos nos respeitar. Desta forma, teremos motivos para comemorar ao menos o fato de continuarmos agindo como gente no mundo do trabalho.

3 de abril de 2009

3 de Abril é Dia da Verdade

Ainda sinto a areia da praia sob meus pés no Reveillon de 2009 e o ano já chega no seu dia de número 93. O dia de número 91, foi data do folclórico Dia da Mentira.

Aqui e acolá, alguém tentou convencer um amigo, parente, vizinho ou colega de que uma grande calamidade, tragédia ou coisa que o valha estava acontecendo. Depois de conseguir convencer o interlocutor, o brincalhão revelou o trote dizendo: "hoje é dia da mentira"!Pouca gente sabe, mas exatamente hoje, 3 de abril, é Dia da Verdade! Fiquei imaginando o que aconteceria se celebrássemos este dia com a mesma empolgação que existe no 1º de abril. A bem da verdade, para ser redundante ao extremo, não deveríamos ter um dia específico para a verdade, mas ela deveria ser princípio de conduta em qualquer lugar e com qualquer pessoa.

Não sugiro que saiamos pelas ruas dizendo para os desconhecidos quanto eles estão mal vestidos ou o quanto estão feios por ter emagrecido ou engordado além da conta. Também não precisa dizer para o patrão ou superior imediato o quanto ele é narcisista, prepotente, arrogante e mesquinho, por não querer pagar a hora extra ou dar um aumento de salário proporcional ao aumento de serviço que ele deu.

Costuma-se dizer que as crianças não mentem, dizem sempre a verdade. Contudo, quando se diz isso, entendo que seja no sentido de que elas deixam claro quer pela palavra ou pela expressão corporal que gostaram ou reprovaram alguma coisa.As mães sabem bem o que é isso. Se fizerem alguma coisa no cabelo ou vestirem uma roupa que não cai no gosto do filho, a criança não hesita em dizer: "Xi, manhê, isso ficou horrível!". A mãe –a minha que o diga– pode até reclamar da sinceridade da criança, mas ninguém negue o fato de que ela deixou clara sua opinião sem dissimular.

Embora a definição do que é a verdade seja tema de discussões filosóficas, prefiro ficar com o lado mais prático da questão. Essa praticidade é quando somos sinceros o suficiente pra dizer, olhando nos olhos das pessoas à nossa volta, o quanto se está satisfeito ou insatisfeito com uma situação.Entendo que existe verdade quando o marido diz para a esposa o quanto ficou uma pilha por causa da lavadora de louça. Diante dela, o discurso pode ser algo do tipo: 'Que bom, meu bem. Agora, seu esmalte vai durar mais'. Porém, pelas costas ou, pior, diante dos amigos vai dizer: 'Minha mulher acaba comigo, detonou o meu limite no banco. Esta mulher acaba comigo!'Existem verdades que só podem ser ditas pela pessoa certa, na hora certa e do jeito certo. Uma verdade mal apresentada traz tantos estragos quanto uma mentira bem contada. Verdades sobre a roupa ou o peso de uma pessoa, como citado acima, só podem ser ditas por um amigo íntimo.

Outro exemplo de verdade que só cabe ser dita por alguém íntimo –e que realmente se importe com o amigo ou membro da família–, é quando a pessoa tem mau hálito, o perfume venceu ou tem tiques nervosos que incomodam por onde a pessoa passa, mas ninguém tem coragem de apontar. Pelo bem dessa pessoa, alguém terá que encontrar um jeito de dizer a verdade.

O fato é que dizer a verdade não é fácil. Por isso, prefere-se viver em um ciclo de mentiras no trabalho, na política, na família, pela comodidade instalada. Com uma boa dose da experiência que a passagem do tempo nos impõe, devemos resgatar a nossa veracidade infantil. Dá trabalho, mas vale a pena. O hábito da verdade está plenamente de acordo com o fato de sermos ou não filhos de Deus, pois segundo as Escrituras, nEle não existe mentira.

30 de março de 2009

Planeta água? Até quando?

97% de água do planeta é salgada, apenas 0,007% é para consumo

Há algum tempo, afirmei que se o Criador decidisse fazer uma demissão em massa dos seus "funcionários terráqueos" Ele estaria coberto de razão. Ainda mais: se o Todo-Poderoso decidisse executar uma ação de despejo dos mais de 6 bilhões de seres humanos que ocupam o planeta, Ele não poderia ser contestado. Isso porque, infelizmente, somos ineficientes,
omissos, preguiçosos, desleixados, verdadeiros incompetentes no que diz respeito a cumprir com a nossa obrigação de cuidar do planeta Terra.

A falta de inteligência da raça humana forçou a que a Organização das Nações Unidas (ONU) elaborasse a Declaração Universal dos Direitos da Água. O segundo artigo diz: "A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela
não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano..."
.

No dia 22 de março, foi comemorado, mais uma vez, o Dia Mundial da Água. A data é utilizada ao redor do mundo para a realização de encontros, fóruns, debates, seminários, e outras dezenas de eventos para discutir o que estamos fazendo com o pouco de água potável que ainda dispomos.

Muitas vezes, nos empolgamos com a quantidade de água que há no planeta. Aprendemos na escola, desde muito cedo, que dois terços do planeta é composto pelo precioso líquido. Mas é bom lembrar que de tudo isso, apenas 0,007% é próprio para o consumo humano. Os outros 99,993% é gelo, água salgada ou está muito bem escondida no interior do planeta.

Embora a quantidade própria para uso do homem seja pequena, se comparada ao volume total, o maior problema ainda é o mal uso do que temos disponível. Se todos usassem bem, não estaríamos vivendo uma crise que, segundo alguns especialistas, em breve deve provocar guerras e conflitos graças à escassez que começamos a viver.

Um exemplo da falta de atenção com os recursos hídricos acontece já no começo da captação de água para tratamento. Em Campo Limpo Paulista, a assessoria de imprensa da Sabesp informou que no ponto de captação de água no Rio Jundiaí, é necessário interromper os trabalhos para poder limpar o lixo acumulado. Da grade de proteção são retirados garrafas, sacolas plásticas, brinquedos, roupas e até móveis!!!

Senhores terráqueos, acordem!!! A água não é inesgotável. Vamos criar um
pouco de vergonha na cara e aprender ao menos a não destruir o pouco que nos resta.

15 de março de 2009

Ainda falando de mulher

Elas topam tudo e garantem a construção de um mundo melhor


Tem muita gente que não sabe. Outros esquecem, e tem também aqueles que preferem passar por cima da informação. Mas, ao contrário do que muitos machistas dizem, as Escrituras Sagradas registram textos belíssimos sobre a importância e valor da mulher.

Com um certo tom de brincadeira, há sempre alguém comentando sobre a bobagem da Eva de ter dado ouvidos à tentação da serpente no jardim do Éden, segundo escreveu Moisés, no livro de Gênesis. Acabamos por fazer a pobre Eva de bode expiatório para algumas dificuldades que passamos a enfrentar como a necessidade de conseguir o alimento com o suor do rosto e também pelas dores para dar à luz a um filho. Além disso, a serpente e o próprio solo receberam maldições por causa da transgressão de um mandamento divino.

Olhando assim, fica fácil culpar a mulher. Mas, reduzir o erro à responsabilidade feminina é ignorância e falta de conhecimento de outros textos que falam sobre a mulher. É bom lembrar que os relatos bíblicos estão repletos de mulheres que exerceram funções de chefe de exército a protagonistas de verdadeiras epopéias com muito sangue, suor e lágrima.


Queiram os homens dar o braço a torcer ou não, foram as mulheres que ficaram sabendo primeiro da ressurreição de Jesus Cristo. O corpo do mestre da Galiléia ia receber mais especiarias graças à voluntariedade e disposição de mulheres. Enquanto alguns homens preferiram a lamentação elas foram agir. Como recompensa, foram as primeiras a ouvir a boa-nova de que o Nazareno não estava mais sepultado, havia ressuscitado conforme sua profecia.

Foi através de uma mulher, Lídia, que o evangelho chegou na cidade de Tiatira, na Ásia Menor. Priscila, esposa de Áquila, membros da igreja cristã de Roma, por volta dos anos 60 d.C., teve lugar de destaque na igreja romana pela sua firmeza em preservar e transmitir o evangelho. Sendo ela uma das tutoras espirituais de Apolo, um pregador do evangelho do primeiro século que era respeitadíssimo pela sua bagagem teológica e ainda pela retórica impecável.

Há muitos outros exemplos a serem citados, mas o espaço é pouco e a fonte -a Bíblia Sagrada- está à disposição de qualquer um que queira saber sobre a mulher no prisma cristão.
Também as Escrituras atribuem à mulher a possibilidade tanto de dar bons rumos para sua família quanto lançá-la em um verdadeiro caos. O sábio rei Salomão escreveu: "A mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos" (Provérbios 14.1).

Se a Bíblia Sagrada reconhece a importância da mulher é, no mínimo, inteligente que os homens aprendam a fazer o mesmo e a entender que a diferença entre os sexos não é para a guerra, mas para a complementaridade da raça humana.

A luta é de todos [Sobre Dia da Mulher]

A velha história de 'mulher tem que ficar em casa, esquentar a barriga no fogão e esfriar no tanque' há algum tempo provoca profunda irritação nas mulheres de todas as idades.

Em tempos remotos, a sociedade era composta por mulheres que até endossavam esse conceito da mulher exclusivamente doméstica, sem direito a estudar, trabalhar fora de casa ou ter vida social com o mínimo de badalação.

Tudo era supervisionado ou controlado primeiro pelo pai, irmão mais velho, tios, padrinho de batismo, marido, enfim, sempre algum homem se sentia no direito ou obrigação de fazer a tutela da mulher de modo que a liberdade de expressão e ação femininas era algo impensável.


O machismo que dominava as relações sociais mais elementares defendia que a mulher não tinha capacidade para fazer mais do que cuidar da casa, marido, filhos e, no máximo de empregados, para a ínfima parcela da população que dispõe deste conforto.

Felizmente, a sociedade está sob constante mudança. Quer pelo amadurecimento de ideias ou pelo derramamento de sangue, estamos sujeitos a novos modelos, quebra de tabus e, enfim, alcançarmos o tão almejado progresso e desenvolvimento social.


As mulheres estão levando sua inteligência, perspicácia, beleza e coragem em muitos outros setores da sociedade. Elas são juízas, delegadas, desembargadoras, embaixatrizes, chanceleres, vereadoras, deputadas, prefeitas –mais de 500 eleitas em todo Brasil, no último pleito–, governadoras, presidentes de repúblicas, executivas de multinacionais, mecânicas de automóveis, carreteiras, taxistas.
Até no futebol, nas sagradas quatro linhas masculinas, as mulheres já fincaram o pé, onde garantem cada vez mais espaço e reconhecimento como jogadoras, árbitra e bandeirinhas. Que se cuidem os homens, tem muitas Martas para serem reveladas por aí.

Apesar da presença feminina na sociedade ser maior, seus atributos serem reconhecido e até elogiados por profissionais de diversos setores, as reivindicações das mulheres do século 21, ainda se parecem muito com as das mulheres do final do século 19.
Mesmo revelando todo seu potencial as lutas por melhores salários –receber o mesmo que os homens pelo menos–, condições de crescimento nas hierarquias das empresas, proteção contra a violência doméstica ou moral –muito comum nas empresas–, todas essas bandeiras ainda precisam tremular no horizonte.

Conquistar essa igualdade de direitos não é causa que apenas as mulheres devam lutar. Os homens também podem e devem se engajar na luta, pelo menos aqueles que querem fazer valer o título de homem de bem, cidadão honrado, justo, íntegro, lúcido, inteligente.
Aos que preferem se eximir de qualquer responsabilidade, ou mesmo àqueles que transgridem as leis e corrompem os direitos das mulheres, são indignos de serem apresentados como seres humanos.

22 de janeiro de 2009

Chorar faz bem

Por que não ficamos constrangidos em dar gargalhadas em público, mas na hora do choro somos capazes de engolir a emoção e não deixar extravasar? Acho engraçado o quanto somos capazes de usar abusivamente a forma de expressão do riso, contudo, temos medo, vergonha, sei lá o nome disso, de usar as lágrimas.

Em geral, preferimos classificar o choro como forma barata de sensibi-lização, artifício de fracos.
Só admitimos como aceitável o choro de uma criança ou então em caso de dor aguda provocada por ferimento ou enfermidade.
Por quê? O que nos faz fugir tanto do choro? Medo de parecer ridículo ou de borrar a maquiagem? Creio que nem uma coisa nem outra. É apenas o medo de se expor. Mostrar que não é super-homem. Medo de mostrar que tem sentimentos, que é tão frágil quanto todos os outros mortais.

Mesmo sendo mortais, nos valemos da hipocrisia e fingimos uma força que não temos, nos fechamos ao choro. Entretanto, o imortal, Mestre da Vida, peregrino sobre a terra com o nome de Jesus, em frente ao túmulo de um amigo, simplesmente chorou.
A beleza e força do choro do Nazareno foi tamanha que o evangelista João registrou: "Jesus chorou", revelando a impressão que isso lhe deu. Ora, se Cristo sendo quem era e quem é para a História da humanidade, não teve vergonha de chorar em público, por que não lhe seguimos o exemplo?

Assim como expressamos as dores do corpo com o choro, podemos e devemos expressar também as dores da alma. Esse escancaramento não vai diminuir sua autoridade no trabalho, na família ou lhe ridicularizar. Pelo contrário, lhe dará mais respeito por não se envergonhar da sua humanidade.
Se você está num momento em que precisa chorar, chore! Procure um amigo, o cônjuge, alguém com quem possa partilhar sua dor. Se estiver próximo a alguém que precisa de um ombro, aproxime-se, acolha e chore com ela.

Tenha certeza que as lágrimas que correm juntas, além de ajudar a curar das mágoas, tira o sabor de fel e acabam se tornando fonte de irrigação para que o jardim da vida floresça cada vez mais belo e forte depois do rigor de cada inverno.
O Criador nos deixou todos os legados da emoção para que entendamos o quanto precisamos uns dos outros, tanto para rir quanto para chorar. Como rir já é uma coisa da qual nos orgulhamos, vamos aprender a ter orgulho também da nossa capacidade de chorar!

Deus prova o Seu amor

O apóstolo Paulo em sua maior carta direcionada aos cristãos na cidade de Roma escreveu algo interessante: "Deus prova o seu amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rom. 5:8).
Entre tantas outras colocações do apóstolo essa chama a minha atenção de forma especial pois ele usa a expressão "prova o seu amor". Pensando friamente, questiono:  Deus, Criador de todas as coisas, teria necessidade de provar alguma coisa? Evidentemente que não. Ele não deixaria de ser o Todo-Poderoso caso desistisse de enviar o Messias para morrer no lugar do homem levando seus pecados.

Entretanto, vem dele o exemplo máximo a nós –feitos à sua imagem e semelhança– para aprendermos que, se dizemos amar, não podemos fazê-lo apenas por palavras.  João, conhecido como apóstolo do amor, muitos anos depois da carta aos romanos, escreveu: "Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obras e em verdade". (I João 3:18)

As Escrituras têm abundância de textos que falam sobre a importância do amor exercitado. Jesus afirmou que ninguém teria maior amor que Ele de dar a própria vida pelos seus amigos (João 15:13).
Graças à expiação de Cristo não precisamos nos flagelar, mutilar ou morrer no lugar de ninguém, pois ele fez isso em nosso lugar.

Mas, podemos sempre agir em favor de quem dizemos amar. Essa ação vai desde não se negar a prestar socorro num momento de necessidade até usar a fé que dizemos ter e orar em favor de quem dizemos amar.
Ainda dando mais exemplo, se digo que amo meus pais, ajo de tal forma a expressar esse amor pela obediência, pelo respeito, pelo cuidado que a eles vou dispensar por toda minha vida.

Ações como essa são provas de amor. Na maioria das vezes não será vista, mas será percebida pela pessoa amada e, pouco a pouco, nos aproximamos do Criador e assimilamos uma máxima das Escrituras: "Deus é amor". Todo o processo da encarnação de Jesus, nascimento num estábulo, sua vida como homem do povo, sua vivência na cidade remota de Nazaré, sua profissão de carpinteiro e a realização de um ministério em que dizia abertamente ter vindo em favor dos doentes, das ovelhas perdidas, são opções que enfatizam o amor praticado, exercitado e semeado em larga escala.

A intensidade de vivência desse amor credenciou Jesus a dizer para os seus discípulos nas últimas horas antes de seu julgamento e crucificação: "O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.". (João 15:12). Difícil? Não vou lhe dizer que seja fácil, mas é possível.

 
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