25 de dezembro de 2009

Pressa para reconhecer o próximo

Como estamos no período de festas, decidi presentear-me o direito de falar. É claro que muita gente pode não gostar deste meu direito e, pior ainda, do que digo enquanto o exerço. Mas a discordância faz parte do processo de crescimento e aprendizado em qualquer situação.
Somente o Todo-Poderoso, Criador do céu, da terra, do mar e de tudo que neles habita é que tem o direito de não ser questionado sobre o porque fez isso ou aquilo, desse ou daquele jeito. Agora, quanto a todos os demais humanos, sejam eles o presidente da república, governador, prefeito, vereador, deputado, juiz etc, todos são passíveis de contestação e de contrariedade.

Aproveito o espírito natalino para ir além desta patifaria que nos metemos de reduzir a época ao mero consumismo. Não estou louco! Quando falo de patifaria, refiro-me ao comportamento ensandecido de buscar, a qualquer custo, ostentar um padrão que não se pode com ceias de Natal para regalar, confraternizações de ano novo para escandalizar, desfile de roupas carérrimas só para dizer que se está comemorando alguma coisa.

Muito mais do que correr como loucos de carro, moto, a pé, de charrete e até de jegue, o momento deve ser aproveitado para os balanços internos. Já que o globo terrestre se aproxima de novo ciclo, nós, os terráqueos, devemos olhar para dentro e avaliar o que andamos fazendo para fora.
Entendo que seja oportuno avaliar como está nosso comportamento como filho, pai, mãe, marido, mulher, aluno, colega de trabalho, patrão, funcionário, amigo, vizinho e tantos outros papéis sociais que desempenhamos ao longo de um mesmo dia. Pode parecer mórbido, mas gosto da recomendação de uma professora que costumava recomendar: "Se você morresse hoje, quantas pessoas sentiriam sua falta?"

Neste período, muito mais do que correr e comer, devemos pensar na importância que temos na vida das pessoas que nos cercam e que reconhecimento damos a cada uma. Pelos valores morais e espirituais que acredito, defendo e procuro viver, embora nem sempre seja fácil cumprir, gosto de construir o melhor relacionamento possível com um grupo de pessoas que cumpre papel fundamental no nosso cotidiano: os faxineiros.

São eles que garantem um ambiente de trabalho sempre limpo para garantir a nossa produção diária. Sem eles, o pó se acumularia, o lixo permaneceria no cesto, o banheiro ficaria fedido, o piso sujo, os vidros imundos etc. Geralmente, os funcionários dos escritórios nem sabe quem "deu um grau" no seu local de trabalho. Sugiro que neste período e ao longo de todo o ano, sejamos mais solícitos com estas pessoas.

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