15 de junho de 2014

Proteção infalível


"O Senhor é a minha luz e a minha salvação; 
a quem temerei? 
O Senhor é a força da minha vida; 
de quem me recearei?" (Sl 27.1)


Aprendi a duras penas que estar bem é uma situação inquietante para os fracassados de plantão. Já cheguei a omitir minhas satisfações para não atiçar o despeito alheio. 

Atualmente, além de não negar meu bem-estar --não estou apenas "bem", estou "ótimo"--, mantenho em fácil acesso uma tábua com madeira não tratada para emprestar aos que gostam de cotovelos esfolados. 

Agressivo? Não. Apenas aprendendo a não me abater com o que dizem, pensam, acham, intuem etc.

Para não usar minha madeira de tratamento de cotovelo, basta aprender a celebrar comigo. Gosto de comemorar tudo. Desde a reforminha no criado-mudo feito em casa, até a compra da casa nova, troca do carro, ingresso na faculdade. 

Gosto de receber notícias do casamento, da gestação, do novo emprego, do emagrecimento (para quem precisa) e do ganho de peso (pra magrelos como eu).

Se quem me cerca está bem e coleciona conquistas de modo honesto, sem armar rasteiras, sem fazer tramas, sem azedar a alma, tenho imensa satisfação em ver o sorriso do meu próximo.

Sempre pedi ao Senhor que me ensinasse a ser útil tanto a Ele quanto a quem me cerca. Apesar de mim, sei que me atende.

Embora reconheça minhas inúmeras limitações, tenha a rabugice como patrimônio imaterial, cobro de mim mesmo o aprimoramento da capacidade de servir. Sou o meu pior carrasco.

Isso posto, um abraço para quem sabe celebrar comigo e até mais ver para quem insiste em trilhar o caminho da inveja. Vai demorar um pouco, mas você vai aprender que abençoar, partilhar é melhor que amaldiçoar e querer tomar.

Afinal, estou muito bem guardado e sei que esta proteção não é mérito, é favor imerecido que está acessível a tantos quantos queiram.

5 de junho de 2014

Rede Globo, Galvão e eu


Existe um certo discurso repetido por alguns evangélicos, simpatizantes do esquerdismo idiotizado, integrantes de torcidas organizadas ou anarquizadas e outros setores da sociedade que adoram fazer postagens do tipo "abaixo Rede Globo", "Fora, Galvão" etc.

Entretanto, ainda acredito que as pessoas não perdem suas habilidades motoras ao ouvirem a voz do Galvão Bueno. Ou perdem? Ficariam paralisadas ao verem uma cena de filme ou de novela que ofende seus padrões morais e éticos?

Diante da tela da televisão, com os receptores sintonizados na Globo, o cérebro para de se comunicar com os membros superiores de modo que o braço não mais alcança o controle remoto e, se já está com o apetrecho em mão, os dedos não conseguem pressionar outro número de canal?

Não existe emissora de conteúdo 100% palatável. Como não ouvimos apenas coisas agradáveis em todos os lugares que passamos. Todo o tempo estamos suscetíveis a ouvir coisas que nos desagradam. 

Na sala de aula, somos bombardeados por alguns professores esquerdopatizados que tentam incutir uma cultura de que pensar nos valores da Direita é crime. Em casos assim, fui obrigado a ouvir e olhe que estava pagando. Mas precisava fazê-lo para saber que asneira eu devia escrever de modo a agradar o avaliador.

Até mesmo na igreja, o ambiente onde mais gosto de estar, vez por outra ouço coisas que não me agradam e, por respeito, não posso levantar e dar as costas. Tenho apenas de fazer como recomendou o apóstolo Paulo: "Examinai tudo. Retende o bem." Simples assim.

A única Pessoa no universo que só diz coisas boas e úteis 100% das vezes que fala é conhecido como o Todo-Poderoso, Grande Eu Sou, Pai das Luzes, Eterno, Supremo, Excelso, Digno de Louvor, Criador, Onipotente. Mesmo assim, tem coisas que Ele diz que nos incomodam porque nos mostram erros e falhas. Há até aqueles que rejeitam a voz de Deus quando essa não fala o que lhe é agradável. Só que Deus não é canal de TV, nem faixa de rádio para negligenciarmos a voz sem um preço a pagar. Se a instrução vem dEle, acate-se.

Se vem da Globo, SBT, Band, Rede TV, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, CBN, Eldorado, JovemPan etc, aí merece a peneira, crítica, acatar ou rejeitar. Só não precisa desse modismo oco do atacar gratuitamente porque é moda. 

Eu resolvo fácil: não assisto, não reproduzo. Simples assim.

 
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