27 de janeiro de 2011

O devido valor das coisas

Frequentemente, damos muito mais atenção e reclamamos pelo não conquistado do que agradecemos pelo já construído. Dedicamos tempo e esforço em demasia blasfemando pelo que deu errado, ao invés de tentarmos descobrir como pode dar certo.

Já temos discurso pronto para dizer: 'oh, como sofro!' com direito a ter as costas da mão direita apoiada sobre a testa e outra na altura do peito. O dramalhão mexicano parece ser um recurso de interação social. Quer de modo voluntário ou involuntário, parece que tentamos usar as próprias mazelas para nos justificarmos, ganharmos a complacência de alguém, ou seja lá que objetivo se almeje alcançar com isso.

Enquanto gerenciamos muito mal o nosso tempo e recursos observando o que nos falta, a nossa visão se embota e não conseguimos notar o que já nos foi dado. Se começarmos pelo elementar, a vida, fica fácil perceber como erramos neste aspecto.
Por incontáveis vezes deixamos de desenvolver uma postura de gratidão pelo simples funcionamento do corpo humano. O rompimento de uma única artéria pode trazer danos irreversíveis ou até mesmo a morte, mas não nos damos conta da explosão de milagre que há a cada momento que abrimos os olhos depois do período de descanso.

Infelizmente, talvez tenha sido por isso que o rei Salomão tenha escrito que "É melhor ir a uma casa onde há luto do que ir a uma casa onde há festa, pois onde há luto lembramos que um dia também vamos morrer. E os vivos nunca devem esquecer isso." (Eclesiastes 7:2 - versão na Linguagem de Hoje).

O rei judeu acertou no seu registro. Mas, em quantos velórios teremos que ir ou quantos relatos de morte vamos ter que ouvir para explodirmos em gratidão a cada nova aurora? Será que só mudamos a postura diante do espetáculo da vida quando a morte mostra sua força democrática? Afinal, ela não faz distinção de cor, sexo, classe social, religião ou qualquer outro argumento idiota que usamos para nos separar.

A lista de fatores que deveríamos observar pode se estender ainda mais. Quantas vezes nos deixamos dominar pela ira quando os nossos filhos nos desobedecem ou fazem opções que nos contrariam? Os momentos de insanidade, ainda que brevíssimos, comumente nos fazem soltar palavras que podem ferir os herdeiros de nosso código genético.

E se, por um momento, nos colocássemos no lugar daquele que não pode gerar filhos. Ou ainda daqueles que perderam todos eles numa tragédia como na região serrana do Rio. Se fizermos isso, talvez os nossos olhos sejam limpos e consigamos olhar para nossos filhos com um nova perspectiva e discernir o devido valor que eles têm.

O mesmo se dá com os amigos. É comum fazermos escolhas tolas de querermos nos isolar porque um adágio de teor duvidoso afirma: 'antes só do que mal acompanhado'. As más companhias existem, é verdade. Contudo, as boas companhias estão aí para serem descobertas e exploradas em sua riqueza e profusão.

Se falarmos de trabalho, emprego, patrão, chefe etc aí pronto. Dá até coceira. Mas, convenhamos, temos que ser gratos por termos onde ir para garantir o nosso pão. Se considerarmos aquele ou aquela que está há semanas, meses ou até anos em busca de uma fonte de renda convencional, vamos perceber o quanto temos sido ingratos.

Não sou adepto do argumento de que, sendo grato, vou simplesmente trabalhar para manter tudo como está. Não, não e não! Sempre podemos crescer, aprender, avançar. Nossos relacionamentos sempre podem ser melhorados, enriquecidos e aprofundados. Tudo depende do real valor que damos ao que já temos. As outras conquistas não deverão se tornar mais fáceis, mas com certeza serão mais abundantes se desenvolvermos a gratidão como estilo de vida.

19 de janeiro de 2011

Entre o pranto e o canto

O dia 12 de janeiro entra para a história do Brasil por razões que a ninguém enche de orgulho. A data jamais será motivo de euforia. Pelo contrário, por muitas décadas, deverá ser capaz de lançar milhares de pessoas em profunda melancolia.

Enquanto milhões de brasileiros dormiam, alguns milhares de cariocas, na região serrana do Rio, mergulhavam num mundo de dor e lágrimas. Sangue, mutilação, angústia, súplicas pela vida, pedidos de socorro, gritos desesperados em busca de um filho, de uma esposa, do neto, da avó, do amigo...


O impacto na mente dos sobreviventes é tamanho que eles admitem serem afligidos pelas lembranças todas as vezes que colocam a cabeça sobre o travesseiro. A memória parece não querer dar descanso às almas dilaceradas pela dor. A morte mostrou sua força e poder de alcance. Ricos e pobres, crianças e adultos, crédulos e ateus. Para ela, a morte, o que usamos para nos diferenciar são argumentos inúteis.

Quando os demais brasileiros começavam a tomar suas rotinas de trabalho, o café da manhã aconteceu assistindo imagens aterradoras de morros que pareciam criar pernas e braços para se lançar sobre suas vítimas.

Fomos e estamos sendo impactados por cenas que a maioria de nós jamais viu. Além de vermos cursos de rios alterados, montanhas de pedras, casas destruídas, árvores arrancadas pela raiz, o contador da morte parece não se cansar de aumentar e nos impressiona.


A dor dos brasileiros se multiplica à das vítimas, ainda que em escala infinitamente menor. Cada notícia recebida por TV, rádio ou jornal encontra em nós um misto de comoção e perplexidade. No meu pequeno curso de vida, recordo-me de ter visto o Brasil chorar tal como agora em poucas ocasiões: na doença e morte de Tancredo Neves (1985) e na morte trágica de Ayrton Senna (1994). Outros deslizamentos e inundações em Santa Catarina (2008) Alagoas, Angra, Minas Gerais, Niterói, Pernambuco, São Paulo (2010) também nos moveram ou sensibilizaram de alguma forma, mas não na proporção atual.

É certo que jamais nos mobilizamos tal como nesta tragédia da região serrana do Rio de Janeiro. Se o marco da morte nos provoca um pranto coletivo, a celebração e luta pela vida nos dá a oportunidade de entoar um canto de alegria.

 

Aprendizado

As centenas de mortos, os resgatados, os milhares de desabrigados e desalojados oferecem material para uma profusão de jornais, páginas na Internet, livros, filmes, documentários e tudo o mais. A cada relato da perda de famílias inteiras, enquanto esboça-se um sorriso pela manutenção da vida, a lágrima corre pelo canto do olho por causa das marcas da morte. Para quem ouve cada história, quer esteja a centímetros ou milhares de quilômetros de distância, a emoção toma conta.


Embora não questione a soberania da vontade divina, esse é um momento em que as perguntas se multiplicam. Entre os meus questionamentos ao Todo-Poderoso já apresentei a demanda: 'Senhor, qual o teu propósito em tudo isso?'.

Entretanto, não perco de vista que erramos. Mais que procurar um bode expiatório ­–ainda que fosse encontrado, não resolveria o problema­–, devemos assumir coletivamente as culpas. Erramos quando nos penduramos no topo dos morros ou nos assentamos aos seus pés. Erramos quando, sendo autoridade dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, não cumprimos com a responsabilidade de tomar medidas, mesmo que sejam impopulares, para garantir a integridade das pessoas.

 

Conexão

Ainda teremos muitas lições para tirar desta tragédia. O mínimo que podemos fazer é aprender. Em homenagem às vidas que se foram, temos a obrigação de crescer como seres humanos. Temos que crescer individual e coletivamente. Encho-me de esperança e quero acreditar que uma boa semente está sendo semeada no coração de um grande número de pessoas.


Estamos percebendo que as diferenças que a morte não considera, são pequenas demais para justificar o orgulho, egoísmo e o individualismo que tão frequentemente nos assaltam e, infelizmente, nos separam. Estamos muito mais conectados uns aos outros do que concebe a nossa vã filosofia. Esta conexão entre as pessoas se manifestou em muitos momentos ao longo destes últimos dias.

A cada resgate uma lição. Ilair Pereira de Souza foi salva pelos vizinhos que usaram uma corda enquanto sua casa era decomposta pela enxurrada. Após 16 horas, Marcelo Pinheiro Fonseca foi retirado de sob quatro metros de escombros. O bebê Nicolas, de apenas seis meses, e seu pai Wellington da Silva Guimarães sobreviveram sob escombros por 15 horas, sendo que a criança foi hidratada com a saliva do pai.

 

Celebração

Contribuir com o resgate de uma pessoa infunde uma alegria que transcende a lógica. Leonardo Vargas, um dos voluntários da Defesa Civil em Nova Friburgo, que atuou no resgate de Marcelo declarou ao Fantástico (Rede Globo) a sua sensação por salvar uma vida: "ser pai, se não mais". Ele disse a um amigo: "nem quando meu filho nasceu, eu fiquei tão feliz, porque ele [Marcelo] nasceu de novo. A impressão que você tem é de estar tendo um filho, nascer de novo. É o que resume essa alegria: você está pegando seu filho no colo". Um xará do sobrevivente, Marcelo Pessoa da Silva, relatou na mesma reportagem que no momento do resgate "Foi choro para todo lado. As lágrimas desceram mesmo, batendo palmas". Isso ilustra um pouco da riqueza que ainda existe na alma do ser humano.


Somos limitados, fracos, finitos, impotentes isso é fato. Mas isso está restrito ao corpo. O que realmente importa é a nossa composição espiritual que vem de Deus. É por esta composição que descobrimos o poder que há no estender da mão, na voluntariedade, na disposição para servir. Estou me alimentando da esperança de que a mobilização de milhares de pessoas é a plantação de uma semente do bem nos corações de quem doa, de quem recebe a ajuda e até mesmo em quem, por qualquer motivo, ainda não tomou uma decisão de participar.

Em meio ao turbilhão de informações, análises e julgamentos, minha esperança é de que todo este sofrimento no corpo físico nos proporcione crescimento na alma.

15 de janeiro de 2011

SOS Região Serrana

O momento é de orar e agir. Veja o que está sendo feito e participe.

Para saber mais:
:: Prefeitura de Teresópolis
    [relação de desaparecidos e mortos reconhecidos]
    [blog da Sec. de Comunicação]
Prefeitura de Teresópolis
Banco do Brasil
Agência 0741  - C/C: 110.000-9

Caixa Econômica Federal
CNPJ da Prefeitura: 29.138.369/0001-47
Agência 4146
C/C: 2011-1

Prefeitura de Nova Friburgo Banco do Brasil
Agência: 0335-2
Conta: 120.000-3

Prefeitura de Petrópolis
SOS Petrópolis
Banco do Brasil
Agência: 0080-9
C/C: 76.000-5

Caixa Econômica Federal
Agência 1651
Código da operação: 006
C/C: 90-8 

Defesa Civil – RJ
Caixa Econômica Federal
Agência: 0199
Operação: 006
Conta: 2011-0

Fundo Estadual de Assistência Social
do Estado do Rio de Janeiro
CNPJ 02932524/0001-46
Banco Itaú
Agência: 5673
Conta: 00594-7

Assembleia de Deus - Teresópolis
Banco Itaú
Agência 0807 - C/C: 368980


Igreja Metodista
Banco Bradesco
Agência 1.414-1 - C/C 30121-3

Ministério Apascentar
Banco Itaú
Agência 9.236 - C/C: 14.193-4

Junta de Missões Nacionais da CBB
CNPJ: 33.574.617/0001/70
Banco Bradesco
Agência 0226-7 - C/C: 95545-0

comprovantes devem ser enviados para
oferta@missoesnacionais.org.br
indicando nome do doador e nome da campanha SOS Região Serrana/RJ

Campanha SOS Sudeste (CNBB e Cáritas Brasileira)
Caixa Econômica Federal
Agência: 1041
Operação: 003
Conta: 1490-8
ou
Banco do Brasil
Agência: 3475-4
Conta: 32.000-5

Fundo Social - Igreja do Evangelho Quadrangular
Banco do Brasil
Agência 3323-5 - C/C: 7779-8


DOAÇÕES EM PRODUTOS
As autoridades solicitam colchonetes, água, roupas, calçados, papel higiênico, sabonete, creme dental. No caso dos alimentos, além dos itens para compôr uma cesta básica: feijão, arroz, macarrão, óleo etc, recomenda-se a doação de produtos prontos para consumo como biscoitos (salgados e doces), enlatados.
Para cuidar dos feridos, faz-se necessária a doação de itens para curativos como
esparadrapo, gase, entre outros.
Em Nova Friburgo, solicita-se até por velas em função da falta de energia elétrica.


CAPITAL
IGREJA BATISTA CENTRAL DA BARRA
Rua José Eiras Pinheiro, 107
Condomínio Rio Mar
(21) 2487-2812

CATEDRAL METODISTA CATETE
Praça José de Alencar, 04, Flamengo, Rio de Janeiro - RJ
e-mail:
secretaria@catedralmetodista.org.br
tel: (21) 2556-6276

IGREJA METODISTA DE CASCADURA
Av. Ernani Cardoso, 115
e-mail:
imcascadura@uol.com.br
tel: (21) 2269-8298

JUNTA DE MISSÕES NACIONAIS
Rua Gonzaga Bastos 300 - Vila Isabel
Tel. (21) 2107-1818
Gerente de Ação Social Alice Carolina Barbosa Cirino
Horário: Segunda a sexta-feira das 8h30 às 17h30

IGREJA BATISTA MEMORIAL DA TIJUCA
R Conde de Bonfim, 574 - Tijuca
Tel. (21) 2571-6449
Horário: Segunda a sexta-feira das 9 às 18h

IGREJA BATISTA DA ESPERANÇA
Rua Visconde de Inhaúma, 37 - 2º Andar
Tel. (21) 2253-6623
Pr. Marco Antonio Monteiro Wanderley
Horário: Segunda a sexta-feira - 10 às 18h,
após este horário pode ser entregue na portaria do prédio

CONVENÇÃO BATISTA CARIOCA
Rua Senador Furtado, 12 - Praça da Bandeira
Tel. (21) 2569-0988
Horário: Segunda a sexta-feira - 9 às 18h

PRIMEIRA IGREJA BATISTA DA BARRA DA TIJUCA
R. João Zanetti, 78 - Barra da Tijuca
Tel. (21) 2493-0104
Pr. José Maria de Souza
Horário: Segunda a sexta-feira - 9 às 18h

PRIMEIRA IGREJA BATISTA DE BANGU
Rua Silva Cardoso, 299 - Bangu
Tel. (21) 3331-1244
Pr. Gerson  Luiz de Britto
Horário: Segunda a sexta-feira - 8h30 às 17h30

PRIMEIRA IGREJA BATISTA DE COPACABANA
Rua Décio Vilares, 194 (atrás do Hospital Copa´Dor)
Pr. Vitor Valente
Horário: Segunda a sexta-feira - 8h30 às 17h30

LAR BATISTA
Rodovia Amaral Peixoto,  KM 10
(Ao Lado do Posto BR)
Tel. (21) 3602-8086


RENASCER EM CRISTO
Ligue 0300-210-1212 para saber qual a igreja mais
próxima para fazer as doações


RENASCER EM CRISTO - JACARÉPAGUÁ
Av. Bacaeri, 633


RENASCER EM CRISTO - VILA ISABEL
R. Dr. Pereira Nunes, 395

CABO FRIO
PRIMEIRA IGREJA BATISTA
Rua Sergipe, 14, Vila Nova
Tel. (22) 2643-6308

CAMPO GRANDE
PRIMEIRA IGREJA BATISTA
Rua Ferreira Borges, 54 - Campo Grande
Tel. (21) 2413-3999 e 2413-3788
Pr. Carlos Elias de Souza Santos
Horário: Segunda a sábado - 7h30  às 18h

CAMPOS
COLÉGIO BATISTA
Av.  Alberto Torres,  261 - Centro
Tel. (22) 2101-0021

DUQUE DE CAXIAS
IGREJA METODISTA CENTRAL
Av. Presidente Kennedy, 2273 - Centro
e-mail:
imcdc.novotempo@hotmail.com
tel: (21) 2771-9256

SEGUNDA IGREJA BATISTA
Rua Martins Pena, 830 - Vila São Luis
Tel. (21) 2771-8007
Pr. Eduardo das Mêrces Santos
Horário: Segunda a sexta-feira - 8 às 17h

GUAPIMIRIM
PRIMEIRA IGREJA BATISTA
Rua Eduardo Garcia, 275
Tel. (21) 2632-2852

NITERÓI
IGREJA METODISTA CENTRAL
Av Feliciano Sodre 568
E-mail: cmniteroi@gmail.com
tel: (21) 2719-8408


PRIMEIRA IGREJA BATISTA
Rua Marques do Paraná, 255 - Centro
Tel. (21) 2722-0355

Pr. José Laurindo Filho
Horário: Segunda a sexta-feira - 7 às 22h


CONVENÇÃO BATISTA FLUMINENSE
Rua Visconde de Moraes, 231 - Ingá
Tel. (21) 2620-1515
Diretor Executivo Pr. José Maria de Souza
Horário: Segunda a sexta-feira - 9 às 17h


NOVA FRIBURGO
Secretaria de Assistência Social
Rua Augusto Spinelli, 160 - Centro.

NOVA IGUAÇU
MINISTÉRIO APASCENTAR
Avenida Getúlio de Moura, 452 - Centro
(21) 2669-5757

secretariaapascentar@yahoo.com.br

PRIMEIRA IGREJA BATISTA
Rua Cel. Francisco Soares, 472 - Centro
Tel. (21) 2667-3858 - Rose ou Veracy Neves
Pr. Edgar Barreto Antunes
Horário: Segunda a sábado - 7 às 20h

RENASCER EM CRISTO
Rua Dr. Ataíde Pimenta de Moraes, 296


PETRÓPOLIS
Igreja Metodista Central
Rua Marechal Deodoro, 80 - Centro
e-mail:
secretaria@metodistapetropolis.com.br
tel: (24) 2242-4444

SÃO GONÇALO
PRIMEIRA IGREJA BATISTA DE ÂLCANTARA
Estrada Raul Veiga, 330 - São Gonçalo - RJ
Tel. (21) 2701-2596

RENASCER EM CRISTO
Av. Presidente Kenedy, 100

SÃO JOÃO DE MERITI
PRIMEIRA IGREJA BATISTA
Rua São João Batista, 95 - Centro
Tel. (21) 2756-4604
Pr. Cláudio José Farias de Souza
Horário: Segunda a sexta-feira - 8h às 17h

TERESÓPOLIS
ASSEMBLEIA DE DEUS

R Edmundo Nascimento, 55 - Várzea
Tel: (21) 2643-3002

IGREJA BATISTA CENTRAL
Rua Dr. Waldir Barbosa Moreira, 40 - Várzea (Antiga Rua 1º de Maio)
Tel. (21) 2742-1649 e 3643-3232
Pr. Josué Cardoso
Horário: Diariamente e em qualquer horário - há plantões 24 horas

PREFEITURA TERESÓPOLIS- GINÁSIO PEDRÃO
Rua Tenente Luiz Meirelles, 211 - Várzea

Com informações de:
apascentar.org, batistas.com, cpadnews.com.br, comerj.com.br, guiame.com.br, jb.com.br, metodista.org.br, missoesnacionais.org.br, profetizandoasnacoes.com.br, igospel.org.br, erimeier.blogspot.com, mocidadepresbiteriana.com.br

13 de janeiro de 2011

Tragédia no Rio: é preciso orar e agir

                      Foto: Vanderlei Almeida - 13.jan.2011/AFP

    As imagens ilustram o pânico, confusão,
    desespero e vazio da tragédia
   
     [galeria Uol - clique para visualizar
]


Por: Emanuel Moura

moura.emanuel@gmail.com

:: Relação de contas para depósitos e locais para doações


Diante da maior tragédia natural dos últimos 44 anos, como noticiou o jornal "O Estado de São Paulo", mais que lamentar a perda de centenas de vidas é necessário prestar o mínimo de apoio à população de Areal, Nova Friburgo, Petrópolis, Sumidouro, São José do Vale do Rio Preto e Teresópolis.
A sociedade se articula da melhor maneira possível para auxiliar as vítimas. A Igreja Metodista já divulgou algumas informações de seus membros nas cidades atingidas. Um casal de idosos da igreja em Petrópolis está entre os mortos
naquela cidade. De acordo com o site da igreja, cerca de 70% dos membros da igreja tiveram suas moradias atingidas.
Em meio ao quadro de desolação, a 1ª Região Eclesiástica da Igreja Metodista, na Capital, foi uma das primeiras denominações a adotar medidas práticas para recolher doações. (
relação de contas e locais para doações)


Mais mobilização
O Ministério Apascentar, liderado pelo pastor Marcus Gregório, iniciou campanha de arrecadação. A cantora Fernanda Brum também está engajada na campanha (
confira Twitter).

No blog do seu ministério, há um post que convida a uma postura pró-ativa: "a situação é grave e nós como povo de Deus temos a obrigação de agir, não só orar, mas agir." O ministério da cantora divulgou o telefone (21) 2487-2812 para mais informações sobre como participar. Ainda de acordo com o blog, a Igreja Batista Central da Barra situada à Rua José Eiras Pinheiro, 107 – Condomínio Rio Mar, também está recebendo doações.


A Igreja Central da Assembleia de Deus, em Teresópolis, tomou ações para atendimento das vítimas. Além de disponibilizar a infraestrutura da igreja sede para receber as doações, o ministério disponibilizou a sub-sede no bairro São Pedro como local de abrigo para as famílias que necessitarem deste tipo de apoio.


Falta de comunicação dificulta ações
Para as igrejas localizadas nas cidades atingidas a situação é desconfortável, para dizer o mínimo. O corte do fornecimento de energia elétrica é um fator que agrava a comunicação da população dentro e fora dos municípios atingidos. Esta precariedade dificulta até mesmo a tomada de decisões.

A Igreja Assembleia de Deus de Petrópolis, por exemplo, está com dificuldades em obter informações sobre a situação dos membros que participam na congregação do bairro Cuiabá, há cerca de 20km da igreja Sede. A cidade ficou sem energia elétrica até pelo menos 16h30, desta quinta-feira, dia 13.
O portal da Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ) informou o falecimento do pastor titular da 1ª IEQ, em Teresópolis, no jardim Salaco. Dos mortos em Teresópolis pelo menos 15 eram membros da igreja naquela cidade. Além das perdas de vidas, a denominação teve a perda total de 5 templos e tem 3 ou 4 templos danificados. O balanço foi divulgado pelo pastor Rui Barbosa, presidente do Conselho Estadual do RJ.
A divulgação das informações de outras denominações tem sido lenta em função das limitações de comunicação e até de locomoção na região. 




O que doar
O apelo é pela doação de produtos como: água potável, roupas, cobertores, colchonetes, sabonete, creme dental e alimentos. Quanto a este último, é recomendável a doação de produtos prontos para consumo (enlatados, biscoitos etc), uma vez que as condições para preparação de alimentos não são as mais favoráveis.


 
COM INFORMAÇÕES DE:
apascentar.org, comerj.com.br, guiame.com.br, metodista.org.br,
profetizandoasnacoes.com.br, jb.com.br, cpadnews.com.br,
ibcbarra.com.br

2 de janeiro de 2011

2011, o próximo e eu

No final de 2010, tomei a decisão de não me manifestar sobre os votos para 2011. Entre os motivos para esta resolução apática e fria está o fato de que, a bem da verdade, não sabia o que dizer. Ainda não estou tão certo de que, agora, saiba, mas quero ao menos tentar. Faço-o não sem uma dose extra de emoção. Assim, talvez não consiga fugir do que chamam de clichê, piegas, cafona entre outros rótulos, mas se o é, que seja.
A virada de ano aconteceu, como de costume, longe de dezenas de pessoas que gostaria de ter perto de mim na hora de fazer a contagem regressiva. Se estivesse dentro das minhas possibilidades, promoveria uma gigantesca festa de Réveillon para concentrar todas estas pessoas. Mas, por múltiplas razões, não podem estar no mesmo lugar e no mesmo momento alguns membros da família, irmãos da igreja, colegas de trabalho, amigos da faculdade e tantas outras pessoas que, pela graça e misericórdia divinas, compõem a minha trajetória de vida sobre a terra. Digo isso porque considero cada um como uma dádiva de Deus, isto é, um presente do Pai.
Por não poder estar com todos ao mesmo tempo, adotei a 'tática da listinha'. Escrevi os nomes de algumas dezenas de pessoas que influenciam direta ou indiretamente a minha rotina diária. Ainda ficaram de fora aqueles que estão em um passado mais remoto com quem não tenho mais contato, mas que, como é regra geral, deixaram algo de si na minha bagagem.
Em favor dos integrantes da listinha e também por aqueles que ainda serão acrescidos, minha súplica a Deus é de que neste e em anos futuros consiga ser um bom aluno, capaz de praticar a disciplina do Amor. Tomo emprestada a poesia de Asaph Borba:
"Ensina-me
Ensina-me amar,
Mesmo quando só há ódio ao meu redor
Ensina-me a dar,
Mesmo quando não há nada a receber
Ensina-me aceitar
Tudo o que tens preparado para mim
Confiando que tudo está nas Tuas mãos,
E que tudo vem de Ti, Jesus.
Ensina-me adorar,
Mesmo quando há pranto em meu coração
Também a perdoar
Como a mim tens revelado o Teu perdão
E que eu possa ter mais sede de te conhecer melhor,
Cada dia mais vontade de estar ao teu redor
Escutando teu falar, sentindo teu amor,
vivendo junto a Ti, Senhor."
Francisco de Assis também externou uma oração que me comove e, ainda que não consiga agir como ela preconiza, é uma petição que também partilho:
"Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna."

Dependência de Deus
No meio da avalanche de sentimentos e pensamentos que invadem nossa alma e mente à esta época do ano, é difícil precisar o que realmente queremos. Cada um deseja tanta coisa. Planejamos, sonhamos, imaginamos, calculamos, até fazemos promessas a Deus ou a nós mesmos sobre inúmeros assuntos. Infelizmente, muitas das excelentes expectativas que criamos tendem a diminuir ou até a deixar de existir na lista de prioridades à medida que passam os dias.
Algumas destas prioridades se perdem porque Deus mesmo se encarrega de nos mostrar, de múltiplas maneiras, que não é a Sua vontade para nossas vidas. Outras, no entanto, não se concretizam simplesmente porque deixamos de usar o potencial de resistência e superação que o próprio Criador nos concedeu.
Não acredito e não gosto do pensamento corrente de que o 'homem pode tudo se acreditar em si mesmo'. Não defendo esta ideia porque ela me parece querer anular a necessidade de recorrer a Deus para que possamos conduzir nossas vidas e fazer as escolhas diárias. Com isso, não quero argumentar pelo outro extremo de que basta sentar e esperar que 'Deus tudo fará'. O comodismo não é uma condição que partilha da simpatia divina, porque a expressão máxima do amor de Deus, Jesus, afirmou: "Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também" (João 5.17).
A construção de qualquer coisa na vida humana depende, sim, de acreditarmos no potencial que há em nós sem, contudo, deixar de consultar Aquele que em nós depositou uma centelha de sua capacidade criativa. Esta relação de dependência com Deus é prioritária para que possamos acertar. Isso não vai acontecer em 100% das escolhas. Dada a nossa falibilidade e limitação humanas, vez por outra nosso discernimento é equivocado na tomada das decisões. Em outros momentos, falta-nos a paciência necessária para aguardar e enfiamos os pés pelas mãos.

Perspectivas
Mais um ano se ergue diante de nós. A forma de encará-lo depende da quantidade de réveillons que já vivemos. Até certa idade na infância, não temos muita noção do que os fogos, as multidões reunidas, as estradas cheias e tudo o mais realmente querem dizer. Na adolescência, ficamos ansiosos para que os anos que faltam para a maioridade passem o mais depressa possível. Na juventude, as viradas de ano vêm marcadas de muita expectativa sobre construção da família, realização de curso superior, definição da carreira profissional.
A certa altura do calendário da vida, olhamos para os anos passados, concluímos que nada sabíamos e que, a partir de agora, vai ser possível fazer escolhas melhores, pautadas sob a razão e não exarados de emoção. A isso, convencionamos chamar de maturidade. Tão desejada, e até profetizada pelos mais velhos que sempre dizem: 'Um dia você aprende', a maturidade, de fato, para mim ainda é um mistério.
Digo isso porque não me parece verdade que quem está nos 40, 50 ou 60 anos seja assim tão acima do bem e do mal quanto já tentaram me fazer acreditar. E digo isso com base no fato de que, já vi muita gente com essa idade que não aprendeu a amar. Chegaram na faixa etária tida como 'da maturidade', mas são piores que recém-nascidos na arte do amor. Eu também não sou nenhum notório saber da matéria.
Contudo, entrei 2011 com um condicionamento mental e espiritual de modo que permita-me aprender sobre isso agora. Não quero esperar ficar com a osteoporose desenvolvida para dizer que descobri o amor. Não quero ter que ficar com a visão física limitada, para, então, perceber que meus olhos espirituais podem enxergar mais.
Esta motivação traz em seu bojo o desejo de cada pessoa, que faz parte da minha história, seja meu colega e alvo prático neste curso que não tem fim: o curso do amor. Este é o meu jeito de desejar feliz 2011.

 
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