15 de maio de 2009

Uma fruta podre...


"Senhor, livrai-nos da podridão"

A expressão "uma laranja podre em uma caixa estraga as que estão boas" é clássica para ilustrar sobre como uma pessoa de atitudes ruins pode envenenar a saúde de relacionamentos de qualquer grupo social em que esteja participando.


O rei Salomão disse que "um abismo chama outro abismo". O sábio estava dizendo que, quando se comete um erro, é fácil incorrermos em outros. Entendo que a lógica seja a mesma no poder de atração e aglutinação que os 'podres' possuem. Entenda como 'podres' aqueles indivíduos que se vendem, negam seus valores, são corruptos, mentirosos, egoístas, mesquinhos, arrogantes, hipócritas.

Infelizmente, eles estão em toda a parte. Para qualquer agrupamento humano que se olhe é possível identificar os elementos. Ocupando cargos públicos como deputado, governador, vereador, prefeito. Administrando empresas em todos os níveis hierárquicos desde a gerência até a zeladoria. Até no ambiente religioso, quer cuidando de uma pequena igreja na periferia ou presidindo uma convenção nacional, os 'podres' se fazem conhecer.


Ao que parece, eles se farejam e procuram estar sempre reunidos em encontros que o sistema olfativo das pessoas saudáveis percebe de longe que tem algo desagradável no ar. Nos encontros de gente 'podre' existem ações padronizadas. Por serem pouco criativos, o comportamento deles é fácil de observar. Em geral, os 'podres' se bajulam de uma forma absurda. Sempre tem falas do tipo: 'Você é sensacional'; 'Isso que estou fazendo é de grande proporção'; 'Não tem outro capaz de fazer como eu e você fazemos'.

Os 'podres' são pobres. E não é a pobreza de bens materiais. Infelizmente, muitos dos 'podres' do mundo tem muitas posses ou ao menos fingem que tem. Não descem do salto nunca! A pobreza dos 'podres' está na sensação de superioridade que julgam ter. Acham-se mais inteligentes, mais espertos, mais sagazes, mais ousados. Enfim, são mais tudo que todo mundo, ao menos na limitada concepção deles. O apóstolo Paulo citou que há pessoas "cujo deus é o ventre". Ele falava sobre aqueles que negavam a mensagem do evangelho.

Dois mil anos depois, muitos não chegam a dizer que o evangelho é uma mentira, pelo contrário, até o utilizam em benefício próprio. Como também disse Paulo: "Têm aparência de piedade, mas negam a eficácia dela". Diante do exposto, a alternativa é olhar para cima e clamar: "Senhor, livrai-nos da podridão".

7 de maio de 2009

A mão que embala o berço


Se elas fossem remuneradas por horas de trabalho, nem todo o dinheiro do Fundo Monetário Internacional poderia pagar o valor da mão-de-obra das mães. É um ofício que, uma vez iniciado, não tem férias, recesso, greve, paralisação, nenhum dos movimentos típicos dos demais trabalhadores.

E olha que mãe trabalha! As horas de transpiração começam a partir do momento que o espermatozóide se apaixona pelo óvulo, invade a casa e, finalmente, nasce o embrião.

O trabalho e canseira se estendem ao longo dos nove meses quando o novo habitante faz manha, provoca enjôos, desejos, faz do útero um campo de futebol e tudo o mais.


Na hora de, finalmente, vir ao mundo aí, o sufoco é geral. Gritos, gemidos, sangue, suor e lágrima. É claro que a mãe é a grande protagonista da cena, mas o novo terráqueo provoca uma expectativa absurda na sala de espera. Os familiares e amigos mais próximos aguardam ouvir o choro ou o relatório de alguém da equipe médica com a conjugação do verbo nascer já no tempo passado: 'Nasceu!!!'

Ouvindo isso, trocam beijos, abraços, gritam, choram, batem palmas, pulam. Enquanto comemoram, a trabalhadora está extasiada na cama. Descabelada. Suada. E com o fruto do seu ventre entre os braços. Recuperados do laborioso ato de nascimento, é hora de estar em casa. Descanso? Imagina! Aí é que o calo aperta. O novo cidadão do mundo só quer saber de mamar, sujar fraldas, sentir-se sempre limpinho e cheiroso.

Por não saber que o mundo gira em torno de um objeto chamado relógio, o pequeno ser não escolhe hora para chorar. Manhã, tarde, noite, madrugada todo tempo é tempo de dar trabalho para a pessoa que ele só identifica pelo cheiro da mama num primeiro momento.

A jornada de trabalho interminável se estende por toda a vida. Primeira infância, adolescência, juventude e até na velhice dos filhos, as mães que tem vida mais longa, estão sempre presentes. Elas levam à risca a expressão: "Filhos criados, trabalho dobrado". Parece nunca se importarem mesmo com as lágrimas de dor que, muitas vezes, fazemos verter dos seus olhos. Elas preferem celebrar as lágrimas que já rolaram pela alegria de gerar seus filhos e criá-los, não para si, mas para o mundo.

A essas verdadeiras heroínas rendo minha homenagem, grato a Deus por usufruir a companhia e afeto da minha mãe que, abaixo das nuvens, é meu maior tesouro. 

 
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