22 de janeiro de 2009

O poder das crianças

O universo infantil sempre encantou e vai continuar encantando. Não há fim para os livros produzidos abordando sobre como educar os pequenos seres desde que dão seus primeiros gritos.
Há cuidados mil a serem tomados. O que fala, como fala, o que podem ouvir, ver, comer, quando dizer "não", quando dizer "sim"...
As questões se multiplicam tanto que parece um convite à loucura pelas teorias, experiências diferentes da mãe, da sogra, da amiga, da tia, da vizinha, enfim, cada criança é um universo de riqueza plena e surpresas mil o que ajuda na abundância de afirmações umas boas outras nem tanto.

Quantas vezes ficamos tentando imaginar o que se passa na cabeça delas quando fazem perguntas intrigantes, afirmações surpreendentes ou quando resolvem agir de forma que ninguém esperava? Por mais que envelheçamos, são as crianças que arrancam de nós as melhores gargalhadas ou as lágrimas mais profundas. O que lhes dá esse poder? Por que exercem esse fascínio sobre nós?

Infelizmente, não sei a resposta, mas tenho minhas deduções. Um dos segredos é a capacidade de serem verdadeiras. Quando ainda não chegaram na idade em que se aprende a dissimular, não têm medo de chorar, gritar, manifestar de alguma forma o seu desagrado ou alegria.
Outro ponto é a capacidade de esquecer um conflito e perdoar. Elas não sabem que isso se chama perdão, mas quando num momento damos aquelas palmadas e, no momento seguinte parece que nada aconteceu, entendo que elas simplesmente perdoaram. Infelizmente, essa época passa rápido, e logo aprendem a descontar o agravo.

Destaco ainda o prazer que as crianças têm nas atitudes mais simples no relacionamento humano, como o ato de dar um beijo, um abraço, brincar, rolar pelo chão... Ganhar a confiança, a amizade, estampar um sorriso no rosto delas nem sempre é possível pela quantidade de itens com que se presenteia, mas no quanto somos capazes de olhar nos seus olhos. Ou seja, o quanto somos capazes de sentar no chão da sala e rolar com elas ali, beijando, afagando, sendo criança junto com elas. Isso abre portas para um relacionamento saudável, com grandes possibilidades de ser longo e muito frutífero.

Talvez por alguma dessas razões Jesus foi tão receptivo com as crianças e enfático ao dizer que aqueles que não se tornarem como elas não poderá "de modo algum" entrar no reino dos céus. Por isso, sugiro que nos esforcemos pra aprender com elas.

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