22 de janeiro de 2009

Ingratidão: velha conhecida

Ela se manifesta nas mais diversas relações sociais. Está presente até mesmo no vínculo familiar com filhos que recusam-se a cuidar dos próprios pais quando esses precisam de atenção especial.
No ano de 2006, Itamar Franco, ex-presidente da República, falou sobre o que sentiu após saber que fora apunhalado por pessoas que tinha como amigos. Para Itamar, o golpe foi tão duro que a única decisão a tomar foi sair do partido. O ex-presidente entendeu que correligionários foram ingratos com sua história dentro do grupo. O enredo é o mesmo de tantas outras histórias que já ouvimos contar, só mudam os personagens. 

O médico e evangelista Lucas narra que numa aldeia por onde Jesus passou havia um grupo de dez leprosos que imploraram a ajuda do Mestre. A ordem dada foi que se apresentassem aos sacerdotes, enquanto estavam no caminho, foram curados.
A narrativa fala de agradecimento depois da cura. Mas, com certo lamento, conta que apenas um voltou para agradecer. A pergunta que ficou no ar foi: "Onde estão os outros nove?"

Pois é, até Jesus viu e sentiu na pele antes do julgamento, crucificação e morte o que é a ingratidão. Você, leitor, também já sentiu isso, certo?
Quem nunca se entristeceu por falta de um 'muito obrigado' de pai, mãe, filho, cônjuge, amigo, colega, vizinho, parente, patrão? Ora, se imperfeitos que somos sentimos tristeza por falta de um agradecimento, como se sente Deus por conta da nossa constante ingratidão?

Num monólogo que chamamos de 'oração' entregamos a Ele uma enchorrada de pedidos e queixas mas, dificilmente, lembramos de dizer: 'Obrigado pela vida,  pela saúde, pelo ar, pela família, pelo próximo'.  Nem lhe damos tempo para falar conosco. Em nossa ingratidão, temos pressa de voltar às nossas tarefas e, é claro, voltar a reclamar por coisas que deveríamos agradecer. Pense nisso e avalie se você não está no meio dos nove purificados por quem Jesus procurou e não encontrou.

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