21 de janeiro de 2009

Qual o valor do homem?

O valor de uma pessoa depende do valor que ela dá aos outros

 
 

"Façam aos outros o que querem que eles façam a vocês." (Mateus 7:12 - versão na Linguagem de Hoje). Essa foi uma das muitas frases curtas e incisivas de Jesus, o Cristo, acerca de relacionamento humano.

Embora o texto seja milenar, esteja registrado no livro com mais exemplares publicados no mundo e em uma enorme variedade de idiomas, dialetos e versões, a prática do ensino, no fim das contas, fica bem distante do nosso cotidiano.

Na prática, damos desprezo e queremos reverência, somos antipáticos e queremos simpatia, maltratamos e queremos ser bajulados, abatemos e queremos ser levantados, humilhamos e queremos ser exaltados. Este tipo de comportamento revela que não entendemos o princípio cristão e permite às pessoas em volta saberem qual o nosso real valor.

A sociedade dos homens já viveu a experiência vergonhosa de enfileirar semelhantes –a maioria negros– observar-lhes os dentes, o porte físico e fixar o "valor de mercado". Quem podia comprar o melhor escravo ou escrava, mostrava a sua riqueza e poder social além de deixar testemunho para a história da sua pequenez e pobreza espiritual.

Não mais vendemos ou compramos seres humanos nas praças públicas, ao menos não nos moldes de antigamente. Digamos que modernizamos a forma de nos comercializarmos. Ficamos mais 'requintados'.

Hoje, medimos roupa, óculos, cinto, sapato, carro, casa, cargo, salário, conta bancária e, a partir destes itens, costuma-se definir se a pessoa 'é de berço', se 'tem sangue azul'. Mediante a análise das posses e atribuição dos valores morais e sociais, abrimos ou fechamos as portas para os relacionamentos.

Outra forma de 'comprar' ou 'vender' os homens é o uso da escala de vantagem, isto é, 'quanto eu ganho com você?'. Só se quer estar ou manter perto aquele que oferece condições de promoção no emprego, ganhos financeiros, ascensão social, que aceita parceria para a corrupção, mentira, roubo, traição etc.

Quem utiliza qualquer um dos critérios acima em maior ou menor grau, deixa claro o quanto vale: NADA! Não vale nada a pessoa que vê no próximo apenas um degrau a ser pisado para permitir sua subida. Não vale nada aquele que precisa de dinheiro para conquistar seguidores e viabilizar a concretização de suas idéias. Como também não vale nada aquele que se permite ser comprado.

O valor de uma pessoa é exatamente proporcional ao valor que ela atribui aos outros. Portanto, mesmo vinte séculos depois do que foi dito por Cristo, acredito que ainda valha a pena fazer aos outros aquilo que desejamos para nós.

2 comentários:

Hilário Pereira disse...

De certa forma, posso concordar, mas seria hipócrita de fosse 100%. Não pelo texto, mas por mim. Estamos em constante evolução, mas perco a hipocrisia no momento em que me esforço para confiar nas pessoas.

Mais uma vez, mandou bem!

Fernanda Fernandes Fontes disse...

Oi Emanuel!

O Hilário me passou seu blog, curti muito suas idéias.

Infelizmente agimos, mesmo sem a pretensão, de maneira etnocêntrica, acreditando, por vezes, que somente os "nossos" são bons. Com isto, deixamos de crescer, de conhecer o outro e de acrescentar aos nossos valores outros tantos conhecimentos advindos da pluralidade das culturas, das pessoas...

Eu busco sempre estar aberta ao novo, mas falho. Ainda bem que não é sempre...

Parabéns pelas idéias, pelo blog. Passa lá no degustação para conferir meu devaneios depois...hehehe

Abraços!

 
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