Não sou afeito a acompanhar a editoria policial de nenhum veículo. Mas no dia 28 de novembro, fui seduzido pelas imagens da TV. Por volta das 15h15 de domingo, no Complexo do Alemão, Rio de Janeiro, as câmeras mostram uma cena incomum e inquietante, ao menos sob minha ótica. Em meio a todo caos e espetáculo provocado pelos aparatos de guerra, um quadro chamou minha atenção e, em medida avassaladora, me quebrantou. Até aquele momento, havia acompanhado o noticiário oscilando entre o otimismo e o pessimismo. Subi e desci na gangorra da fé e da incredulidade. Em alguns momentos, cria que toda operação podia, sim, lograr algum êxito. Noutros, acabava vencido por uma sensação de impotência e temor da impunidade alimentada pela corrupção. Mas, no meio da tarde cáustica do domingo não escondo e...