13 de maio de 2010

Jesus e a princesa Isabel

Cristo despedaça as algemas do medo, do ódio e dá mágoa

Lá se vão 122 anos desde que a princesa Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança assinou a famosa Lei Áurea que, desde 13 de maio de 1888, declarou extinta a escravidão no Brasil.
A despeito das polêmicas que até hoje cercam a ação em função da crise social iniciada pela alforria a uma multidão de pessoas que não tinham para onde ir, sem escolaridade, sem um meio de sustento garantido, entre outros problemas, sua ação foi fundamental. Independente das correntes políticas pró e contra a abolição da escravatura, a memória da princesa foi assombrada por ter sido irresponsável na assinatura da lei por muito tempo.

Mais de 100 anos após sua conquista política e social, alguém encontrou um documento que revelou sua preocupação com o futuro dos negros. Infelizmente, ela não conseguiu executar seus planos de dar o mínimo de dignidade para a imensa nação de ex-escravos. Mas, isso são outras quirelas.
Os registros históricos apontam que mesmo antes de assinar a famosa lei, a princesa financiava a alforria de ex-escravos com seu próprio dinheiro e apoiava a comunidade do Quilombo do Leblon, que cultivava camélias brancas, símbolo do abolicionismo.

Atualmente, a data de 13 de maio parece ter sido relegada ao esquecimento ou minimização de sua importância histórica. A mesma tentativa vem sendo engendrada desde que Cristo, ressuscitou, conforme narram os autores dos Evangelhos.
O Messias afirmou abertamente: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres." (João 8:32 e 36).

Como o povo judeu também vivia sob o regime nada humanizado dos romanos, o desejo de uma liberdade física das tiranias de governantes e representantes de Roma era algo que dominava as suas interpretações da liberdade oferecida por Cristo.
Possivelmente, quando Jesus falava desta liberdade oferecida por Ele, muita gente deve ter imaginado sua entrada em Jerusalém montado num cavalo com um enorme exército de soldados com espadas, lanças, couraças, escudos e toda parafernália de guerra.

A deturpação do significado da mensagem de Cristo há 2 mil anos permanece até hoje com uma roupagem diferente. Seus contemporâneos almejavam a liberdade da dominação romana, ao invés da liberdade de espírito que Ele propunha.
Hoje, o discurso de Jesus é reduzido à liberdade de problemas também materiais. A cada dia, Cristo vem sendo apresentado como o solucionador de problemas econômicos. Uma espécie de Gerente Super-Poderoso das contas bancárias.

Isso é ignorância. É reduzir a grandeza do amor e compaixão de Cristo que veio propor liberdade espiritual. As algemas que seu amor despedaça são as do medo, do ódio, da mágoa. Essa liberdade garantida por Ele, resulta em prosperidade, também, mas não apenas no bolso e, sim, da vida.

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