2 de setembro de 2010

A Dilma não é ruim, mas...

Apesar de dizerem que o voto é secreto, eu não preciso esconder que não votaria na candidata do Lula. Reconheço que faço parte de um grupo que está diminuindo. Pelos resultados das últimas pesquisas, corre-se até o risco da eleição plebiscitária ser decidida ainda no primeiro turno.


Por termos um sistema político que privilegia a camaradagem, o tapinha nas costas e o sorriso amarelo, a esmagadora maioria dos eleitores ainda não tem maturidade para sentar, ler, ouvir todos os lados de uma eleição e comparar as propostas. Infelizmente, o que se ouve é: 'não vou votar pra perder', 'não voto em candidato que está atrás nas pesquisas' e outras sandices do gênero.

Hoje, procura-se aplicar uma maquiagem na situação e dizer que todo mundo gosta da Dilma, que ela é linda, simpática (sic!), capaz, que é a 'mãe' do PAC. Interessante que o primeiro filhote da 'mãezona' foi abortivo. Todo mundo sabe que nem metade da tal transformação de infraestrutura do país, sequer saiu do papel. Mesmo assim, os criadores de siglas geraram o PAC 2.

Uma bela plástica, técnicas para uso da voz, ensaios na frente do espelho para sorrir frente às câmeras, um banho de loja para melhorar o figurino (que era horrível) e pronto! Está montado o circo para convencer as pessoas pela maquiagem e, não, pelo conteúdo.

O picadeiro está montado. De um lado, temos o presidente da República fazendo o papel de garoto propaganda, por ter empurrado sua candidata goela abaixo da militância.
Do outro, estão alguns membro da oposição querendo acusar a Dilma de ter sido guerrilheira, por possíveis sequestros e assaltos no período da ditadura e outras aventuras da juventude.

Não gosto desta tática de combate. Afinal, acredito no poder do arrependimento, no perdão e nas possibilidades de elevação do espírito e da alma que podem trazer. Não é o passado de Dilma que me preocupa, mas, sim, sua incapacidade para encarar o futuro do país. Uma coisa que pouca gente se recorda é que Dilma, na verdade, foi apenas a rapa do tacho de Lula. Não é nenhuma novidade que os grandes nomes do partido para uma sucessão presidencial mais inteligente seriam Palocci, Zé Dirceu, Genoíno, entre outros.

Até os senadores Suplicy e Mercadante –atual candidato ao governo do Estado, seriam opções melhores. Devo confessar que, mesmo não gostando da política do PT, já votei no Mercadante para senador, mas não o faria para nenhum cargo executivo. Salvo esses dois últimos que gozam de boa reputação e até se pronunciaram contra as políticas do governo quando foi preciso, todos os outros foram tombando.
Os desmandos como a invasão do sigilo bancário de um caseiro, a corrupção explícita dos mensalões, valerioduto e outras desgraças políticas resultaram na derrubada de cada possibilidade de Lula. Sem saída, quem sobrou? A ministra da Casa Civil. Mandona, autoritária, intolerante, grossa, impaciente. Mas, não há nada que uma pela propaganda política não resolva.

Quando afirmo, sem titubear, que a candidata de Lula não tem capacidade de encarar o futuro da gestão de um país como o Brasil, tenho em mente, que ela nunca foi eleita sequer para vereadora! Se tornou ministra por uma consequência da camaradagem e, agora, é candidata ao maior cargo do país, por causa da incompetência dos outros companheiros de cela, de torturas, perseguições, fugas e, décadas depois, de outras ações apelidadas de política.

Vou revelar outro segredo: também não morro de amores pelo Serra. Mas, não posso definir meu voto por bem-querer ou mal-querer, e, sim, por definir o que, de fato, quero para o futuro do meu país.
Dinheiro no bolso e feijão na mesa com facilidade, sem a obrigatoriedade de estudar, ganhar o sustento com o suor do rosto e não apenas pelo "enorme" esforço de passar o cartão do "Bolsa-Tudo" num caixa eletrônico, não é o tipo de política que garanta um futuro decente para país.

1 comentários:

Ev. Nivaldo Ximenes disse...

A paz Meu Querido!

O texto representa uma minoria (da qual me encontro inserido), que, apesar da dificultade de expressar os pensamentos a respeito da atual politica brasileira ( e você o fez com muito esmero).
Preocupo-me com os currais evangelicos eleitorais, que de forma escancarada se formaram nos rincões deste país e que, com certeza, debaixo de um cabresto (ameaças, trocas de votos por telhados, som, ofertas de grande sacrificio, etc)estão arrancando de grande parte dos cristãos, o direito de votar livremente.
Penso que um dia isso mudará com educação, ética, bom senso e muito trabalho.
Abraços

Ev. Nivaldo Ximenes
Coodernador Geral Da Umadju - Jundiai- Sp
AD -Min. Belém

 
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