22 de dezembro de 2011

2011 está chegando ao fim. Mas o que fica?

Por: Amanda Souza; Emanuel Moura; Glaucia Bernardo; Willian Sanches

Torci muito pra este ano acabar logo. E agora ele está aí, quase chegando ao fim. Em 2011, amigos se afastaram, outros desistiram de mim, alguns novos apareceram e outros se fortaleceram. Percebi que pra algumas pessoas sou apenas 'útil', para outras sou extremamente importante. Senti falta de ligações que seriam especiais no meu aniversário, mas me senti especial por pessoas que sequer sabiam muito sobre mim.

Houve boas novas, mas também existiram as más… Fizeram-me sentir muito mal… mas soube dar a volta por cima e me fazer bem…
Senti-me esquecida e, ao mesmo tempo, muito querida!

Eu aprendi muito… aprendi sobre mim, sobre as pessoas, sobre amizades, sobre família, sobre a vida. Aprendi que sou humana, com acertos e muitos erros… muitos erros mesmo, na tentativa de, numa próxima, acertar.

Quero carregar este ano como um aprendizado, para que ele não se repita. Quero que seja apenas para eu lembrar "como vivi" e como "preciso viver".

Pensar muito mais em mim e esquecer que eu vivi para os outros. Hoje eu  aprendi a dançar conforme a música. De 2011 só levo amor, o amor que recebi e retribui. Levo a certeza de que planos e expectativas nos causam dores, mágoas e algumas vezes são inúteis.

Muitas vezes acreditei nas pessoas e me decepcionei, mas na verdade sabia que se acreditasse em mim isso não iria acontecer. Errando, levei 2011. Amando, levei 2011. Acreditando, com certeza, levei 2011. O sentimento que me vem é de um fim de viagem…

Vejo pessoas que amo me acenando, chorando de alegria pela minha volta. Mas, como todo fim de viagem, deixei algumas pessoas que amo. Isso mesmo, amo. Porque quem ama nunca deixa de amar, para trás, reencontro nesse "porto" a esperança de que este ano que chega será bem melhor do que o que se vai.

Já não lembro com dor as lágrimas que deixei cair, e ainda esboço sorrisos ao me lembrar todos os bons momentos que vivi. Lembro das risadas que dei e que vi, dos gostos que senti, do cheiro de perfume de alguns amigos chegando.

2011? Um ano de mesmice, chatice e valores. É… parece que foi ruim, um pouco talvez. Digo mesmice, pois não pude ter grandes realizações como havia planejado. A chatice fica por conta das pessoas, que em muitos momentos ruins não pude rever e talvez chorar, mas foram, foi, não sei. Mas tomara Deus que continuem sendo, apenas sendo. Agora os valores, esse não quero descrever, são muitos, são poucos, não sei dosar. São emoções, relacionamentos,  amizade, tudo e mais um pouco. E que fez da minha vida no meu ano diferente. E que venha 2012 com tudo e mais um pouco.

Este momento de transição de um ano para o outro, bem poderia ser só mais uma troca de calendários. Gostaria de poder ser menos impactado por tudo isso. O frenesi, a pressa, a correria, o consumo, tudo isso me contamina. Queria ficar menos melancólico. Não gostaria de estar tão embriagado de esperança ou expectativas. Gostaria, de verdade, de ser menos sensível.

Gostaria de poder dizer para minha alma: "Alma, é só mais um ciclo. Fica quieta. Logo você desembarca." Mas, não consigo. Acho que não consigo justamente por isso, não é só mais um ciclo. O ano que se foi não será mais vivido, mas algumas coisas aconteceram em seu transcurso que é impossível à mente humana eliminá-lo.

Daqui mais algum tempo, vamos perguntar: "em que ano foi mesmo?". 2011 já não será tão fresco. Para narrar um fato, vamos recorrer a fatos como o casamento de alguém, ou ao nascimento e, por traição da própria memória recordaremos de algumas almas que embarcaram para não mais voltar.

O ano vai virar a curva do tempo e ficará para sempre no memorial da alma. Em seu lugar, surgirá com dia certo para partir o desconhecido, incerto, misterioso, enigmático 2012. Como todos os outros anos, ele chega com milhões de bagagens e em cada mala zilhões de vivências.

2011 se vai, mas deixa sua marca na minha alma, deixa seu conteúdo na minha mente e, graças a ele, posso dizer que meu espírito cresceu, se fortaleceu, se aperfeiçoou. De 2011, levo uma lapidação maior. Perdi algumas arestas que provocavam feridas em mim e em outos. Ganhei contornos e silhuetas que se não me deixam mais belo, ao menos me tornaram menos nocivo.

A Deus meu muito obrigado por ter me permitido a adição de mais estes dias de 2011. Como suplicou Moisés, o grande Legislador, resta-me repetir a oração: "Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria". (Salmos 90:12)

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