21 de fevereiro de 2013

Protesto exige conhecimento

Depois da criação Medalha do Mérito Municipalista, com a aprovação do projeto apresentado pelo vereador Flávio Cardoso de Moraes, Geada (PV), que institui a entrega da condecoração a ex-vereadores, autoridades e munícipes de Campo Limpo Paulista a balbúrdia virtual tomou conta.
Comentários e mais comentários. Protestos. Enquete. E tudo o mais. A grande queixa é incluir ex-vereadores como homenageados. Entretanto, quem faz coro ao ataque, em nenhum momento menciona a inclusão do termo "munícipes" como alvo da homenagem.

Em uma das postagens, um munícipe sensato lembrou que se são ex-vereadores, um dia ocuparam a função sob a chancela de um determinado grupo de eleitores que escolheram aquele nome.
Complemento que, se erraram ou acertaram no exercício de seus mandatos, a história o confirma ou está por fazê-lo, basta dar tempo ao tempo.
O atual sistema de governo define a representatividade popular por cálculos esdrúxulos. Mas é o que tem para hoje. Logo, cabe aos cidadãos o respeito e cumprimento às leis em vigor.

Neste mandato, assim como nos anteriores, há aqueles vereadores com quem não tenho tenho o menor relacionamento e, muito provavelmente, jamais terei. Uns pela absoluta falta de afinidade, outros pelas legendas contra as quais alimento acentuado repúdio.
Entretanto, a falta de proximidade e a discordância do alinhamento político deste ou daquele partido, não me dá o direito de ofender e difamar a quem quer se seja.

Na discussão acirrada contra a criação da condecoração, há internautas que perdem a compostura, partem para a ofensa pessoal e emitem juízo de valor sobre a atuação de vereadores que sequer conhecem ou quiçá sabem de suas rotinas.
A tecla que é repetida à exaustão é: 'ninguém faz nada'. Uma ladainha sem fim, que tem se repetido ano após ano, legislatura após legislatura.
Entretanto, não vejo nenhum desses Cíceros modernos, cheios de retórica, acompanhando nenhum vereador em qualquer atividade.

Alguém poderá dizer: 'não votei neste ou naquele'. E daí? Se ele ou ela está lá, a função é legítima e não é definida em prol de quem teclou seu número na urna eleitoral.
Questionaram-me se eu estava indo com os vereadores nos postos de saúde, hospital, escolas, obras etc. Prontamente respondi que não fui e nem preciso ir. Afinal, há os vereadores que estão cumprindo este papel.
Alguns, poderia apontar, onde quando e com quem. Outros, não tenho detalhamento, mas basta observar as indicações que integraram a ordem do dia das duas últimas sessões ordinárias que preciso usar alguns poucos neurônios para saber que se a indicação foi formulada, é porque a demanda foi conhecida pelo vereador.

Isso posto, não disponho de elementos para dizer que os atuais vereadores que completam o 53º dia de mandato, nesta sexta-feira, 22, estão ou não estão fazendo alguma coisa.
Protestar, reivindicar é um direito adquirido e um dever a ser cumprido pela população. Contudo, para tanto é preciso ter, no mínimo, conhecimento de causa.
Falar aos borbotões, desejando tão somente calar o oponente, baseado apenas em paixões pessoais, não contribui com a sociedade e é anti-democrático.

A argumentação favorável ou contrária sobre qualquer assunto precisa estar fundamentada em algo concreto. Não em 'achismo', interpretação pessoal deste ou daquele artigo da lei.
Até mesmo para a emissão de sentenças judiciais é válido recorrer a precedentes. O mesmo se aplica para questões como criação de uma medalha do mérito, título honorífico ou coisa que o valha.
Não é nenhuma invenção campo-limpense. Qualquer pesquisa superficial em qualquer site de busca vai mostrar centenas de projetos similares criados bem antes de Campo Limpo Paulista existir até mesmo como povoado.

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