27 de setembro de 2012

Reflexões eleitorais

Enfim, o período de campanha eleitoral entra na sua reta final. Vai ser um alívio não ver mais tanto cavalete espalhado nos quatro cantos da cidade e também não ver tanto papel jogado no chão. 
Embora, ainda restem alguns dias, já posso compartilhar algumas lições deste pleito. Ao contrário de outras cidades à nossa volta, o eleitor campo-limpense está chamando a minha atenção de modo especial. 

Isso porque há consenso geral que a decisão final pelos candidatos, principalmente para prefeito, está ficando para o último momento. Isso é ruim? Pelo contrário, demonstra cautela, paciência e maturidade. 
O elevado número de indecisos a esta altura do campeonato (confirmado em conversas com candidatos a vereador de várias coligações), é indicativo da reflexão a que o eleitor está se permitindo. 
Ele ouve tudo. Busca o maior volume possível de informações para, enfim, decidir.

Afinal, o resultado do dia 7 de outubro, diz respeito a quatro anos e, não quatro horas, quatro dias ou quatro semanas. 
Infelizmente, as argumentações tanto no mundo real quanto no mundo virtual (este mais acalorado pelas redes sociais) gravitaram muito em torno de questões pessoais. 
Uma das coisas mais mesquinhas e recorrentes, principalmente por parte de pessoas que integram o que é chamado de grupo de oposição, é que quem faz parte ou defende a situação o faz apenas por interesses financeiros.

Cabe destacar, porém, que dado o loteamento de cargos públicos (com promessas de contratação até para o papagaio da vizinha), quem está de fora não mostrou argumentação capaz de convencer que seus interesses sejam o bem da cidade. A evidência que dão é a necessidade de conquistar uma fonte de renda no poder público, em detrimento dos interesses do cidadão.

Além disso, recorreram, novamente, a mentiras antigas e novas para tentar confundir o eleitor. Dentre elas destaco: 'o hospital vai fechar se o PSDB permanecer'; ou 'o dinheiro do hospital daqui está em Santos'. Engraçado que em mais de 14 anos de acusação de um suposto hospital no litoral, ninguém nunca publicou uma mísera foto. Por que?

Para exigir ainda mais cautela do eleitor, na madrugada do dia 1º de setembro, um sábado, mais um pouco de conteúdo da latrina foi lançado nas ruas. Distribuíram um panfleto que acusa o candidato do PSDB de ter ofendido a população do São José.
Engraçado que o mesmo candidato esteve presente na feira livre do bairro no dia seguinte. Contrariando as expectativas dos responsáveis pelo panfleto -agora procurados pela Justiça-, a população não estava em alvoroço. Não houve nenhum incidente de agressão física ou verbal.

O intento da banda podre que distribuiu o panfleto asqueroso era ver a população do bairro fazendo arruaça. Ocorre, porém, que esse tipo de politicagem é coisa para gente que pensa como na Idade Média e transita entre pessoas da pós-modernidade. 
Tenho relatos de professoras que, há muito tempo, até autoridades policiais evitavam entrar no São José. Mas isso faz tantos anos que ninguém se lembra mais. 

O que temos hoje, na mesma região, são milhares de pessoas que ajudaram a construir o seu cantinho. Enquanto constroem seus espaços, ajudaram e ajudam no progresso da cidade. 
Tal qual no São José, temos uma população em Campo Limpo que vem de diversas regiões do país. Eu mesmo estou na cidade há 18 anos. Há tantos outros com 10, 12 anos de residência fixa. Isso é sinal que a cidade tem o que oferecer, caso contrário, não veríamos ninguém chegar, apenas sair.

Felizmente, o que conquistamos como novos vizinhos e parceiros são pessoas ordeiras, honestas, que só querem educar os filhos, ver seus netos crescerem, ter uma boa velhice e, quando o Criador chamar, partir com a certeza que deram o melhor de si para o bem da cidade e do País que não começa em Brasília, mas aqui, no nosso quintal.

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