1 de agosto de 2011

Recordações e aprendizados de uma viagem

Viajar com essa turma para Santos é tão gostoso e bom, quanto viajar para o Céu

Despedi-me de Julho com certo sabor de melancolia. E, para receber este Agosto, quero saborear mais um pouco algumas cenas, cores, sons, tons, formas, e sabores que marcaram, indelevelmente, a minha memória neste mês. As experiências a seguir aconteceram na viagem a Santos feita com a juventude graciosa da congregação da Assembleia de Deus, no Jardim do Lago - Jundiaí.

Nos encontramos a partir das 5 horas da manhã. O irmão Maurício Rodrigues, pai do Davi e do Jônatas, levou um cafezinho especial com direito a um bolo delicioso. Uma mão na roda para os três mosqueteiros que já dormiram na igreja (William, Jônatas e Felipe). Partimos pouco depois das 6h da manhã. Foi uma descida tranquila, apesar dos abismos que vimos bem rente à rodovia. Muito bonito, mas de dar gelo na espinha. Na estrada, ficamos confiados na previsão do tempo que anunciava a frente fria com chuva apenas para o final do sábado. Mas, o céu dizia outra coisa.

Quando encontramos nossa guia turística, Helena Hartmann, por volta das 8h50 ela já anunciou que o tempo não estava dos melhores, se comparado ao sol da sexta-feira, mas, sem problema. Àquela altura do campeonato, tudo era festa. Até na chuva a gente garantiria um passeio inesquecível. A primeira atração foi de escuna. Por pouco mais de uma hora passeamos em alto mar. Fomos balançados pelas águas que, segundo o condutor estava a 12º. Quando foi feita a oferta para mergulhar, ninguém se prontificou. Por que será?

No caminho para o porto, fomos orientados a observar as edificações da orla. O comandante lembrou de uma reportagem que aponta para o fato de que 95% das construções tiveram alguma inclinação em função do assentamento do solo. O mais interessante foi o fato de constatarmos isso com facilidade. Embora os técnicos tenham dito que as construções não correm risco de desabar, fica a pergunta: alguém pretende comprar algum apartamento ali? [clique aqui para saber mais].

O passeio de escuna foi encerrado com a passagem pelos 13km de extensão do Porto de Santos, o maior das Américas. Foi chique ver por onde entra e sai uma considerável parte da produção nacional.
Na hora do almoço fomos conduzidos a um restaurante que para excursão fez o preço de R$ 17 com direito a um suco (delicioso por sinal) e podendo repetir à vontade. Devo confessar que assim como o Cláudio, pequei com o pecado da gula. Mas "trifena e trifosa", as lombrigas de estimação, ficaram felizes. Saborearam coisas diferentes. Na sequência visitamos o Aquário de Santos, construído em 1945 por Getúlio Vargas, e reformado em 1998. Embora não seja gigantesco, segundo nossa guia, é o segundo espaço em visitação, o primeiro é o Zoológico.

Saímos dali e fomos para o centro, na praça onde está o belíssimo prédio da Prefeitura de Santos. Um verdadeiro desbunde arquitetônico. A partir dali, uns ficaram para descansar. Outros resolveram andar 4 km (ida e vinda) para visitar a sala dos troféus na Vila Belmiro. Houve ainda a preferência de alguns pelo embarque no bonde que faz um passeio de 40 minutos no percurso que é chamado de Museu Vivo. Vale a pena.

O trajeto inclui pontos que tem ligação direta com a história do Estado e do País. O passeio terminou na Bolsa do Café. Outra edificação de arquitetura exuberante e que deixa qualquer um embasbacado. Tudo descrito acima é uma tentativa de relatar as impressões do mundo físico aprendidas no passeio. Em suma, só posso concluir com a lição de que aprender com a História do jeito que aprendemos é simplesmente maravilhoso.

Aprendizado espiritual
No dia seguinte, o de número 212 do ano de 2011 (31/07), Papai do Céu inspirou-me a falar sobre gratidão e memória. A associação nasceu na volta da excursão.
Como Deus é de uma Sabedoria inconfundível para aproveitar toda e qualquer situação para o bem dos seus adoradores e para a glória do seu nome, tivemos que parar num posto à beira da rodovia para aguardar a chegada dos pais da jovem Luíza. O plano original era chegar à casa dela e devorar o lanchinho vip preparado pelos seus pais.

Mas, por burocracias que eram desconhecidas do líder da caravana, o querido Cláudio Dourado, o ônibus não tinha autorização para trafegar de Santos à Praia Grande. Em função disso, a solução inicial era murchar as orelhas e pegar a estrada para Jundiaí. Essa alternativa faria com que todo lanche e bebida preparados para 45 pessoas (bons de boca, diga-se de passagem) iria se perder.

Depois de muita argumentação, decidiu-se, então, por esperar que o lanche viesse até nós. Nada mais justo. Se as bocas não vão aos lanches, os lanches vêem às bocas. Estava chovendo, nada muito forte, mas o suficiente para nos manter dentro do ônibus. Enquanto aguardávamos, Cláudio propôs um devocional com direito a testemunho, leitura da palavra e, claro, adoração. Resultado: fomos visitados pela presença de Deus. Lágrimas e choro se misturaram às notas musicais de louvores que explodiam como brados de gratidão por tudo o que o Senhor fez, faz e pela convicção plena de que Ele continuará a fazer.

Testemunho de cura, expressões de gratidão pela amizade e companheirismo. Como não pedi autorização para citar nominalmente um dos integrantes da caravana, quero apenas citar o seu testemunho que muito me emocionou e ensinou. Enquanto adorávamos, este jovem chorava compulsivamente. Mas não era um choro de dor. Não era um choro de angústia. Suas lágrimas traduziam o sentimento comum: gratidão. Em seu choro estava a revelação de um cuidado verdadeiro, amplo e irrestrito: o cuidado de Deus.

Antes de ter conhecimento disso, quis saber qual era a revelação que tinha vindo ao seu coração. Ele contou que antes de embarcar, chegou a ter uma motivação de que esta viagem seria uma despedida para ele, caso não ouvisse a voz do Senhor de qualquer maneira que Ele o quisesse fazer. Como o amor de Deus é, de fato, inexplicável, vivenciamos juntos a única parte que nos cabe neste amor: experimentá-lo, senti-lo, saboreá-lo e compartilhá-lo.

Depois de muito relutar para tomar a palavra, enchi-me de coragem e, aproveitando o perfume de gratidão que exalava de cada adorador, refleti um pouco sobre os seus efeitos. Em síntese, expressei ali que a gratidão nos ajuda a olharmos uns para os outros e ressaltarmos mais as virtudes do que enfocar os defeitos. Eles existem. Ainda bem. Afinal, se não existissem porque o Cordeiro teria se entregue voluntariamente? Ele veio e pagou o preço pelo nosso resgate, para ser nosso modelo e provar que é possível alcançarmos a excelência.

A gratidão deve nos ensinar a sermos os melhores alunos possíveis. O aprendizado acontece todo dia e com todas as pessoas. A gratidão abre os nossos olhos e revela o quão pequeno somos diante do Criador e nos impulsiona a adorá-lo porque mesmo sendo tão grandioso ainda se importa conosco. A gratidão deve nos impulsionar a ir em busca dos não alcançados. Embora já esteja nos 32 ainda me sinto com energia dos 20 e, por isso, sempre me aflige a percepção de que a nossa geração está morrendo. Muitos jovens sendo ceifados pela violência urbana, pelas drogas, pela prostituição. E, uma vez gratos a Deus pelo que Ele fez e faz conosco, temos o santo, honroso e glorioso dever de anunciar este amor e a possibilidade de nova vida que é dada a todos os homens mediante o sacrifício do Cordeiro Santo vindo do céu. O fato é que naquele momento Deus completava a revelação da palavra que eu devia ministrar no dia seguinte, na congregação da Colônia, no culto de jovens de lá.

Fundo do baú
Como integrante da classe dos veteranos tive o prazer de encontrar gente de boa memória musical, enquanto a turma do pagode agitava um pandeiro e um cavaco no fundo, começamos um momento flashback na frente do ônibus. Para lembrar os títulos e trechos dos hinos participaram Rosana Furkim, Enéias Alves Feitosa, Jônatas Rodrigues e eu. Os demais ajudaram cantando. Isso, quando lembravam as letras! Confira a relação no fim do post. O fato é que foi um momento especial. Embora tecnicamente eu fosse o pior no grupo, felizmente, Deus releva isso e recebe a adoração apesar do desafino. Deixo aqui minha gratidão por não ter sido rechaçado ao puxar a fila tirando hinos do fundo do baú, mas, pelo contrário, encontrei gente boa que sabe o que faz com a voz e, o mais importante, tem prazer em adorar ao Senhor. Beijos no coração de todos!

Clássicos que recordamos no busão! Para assistir no YouTube, clique no título.

["Cicatrizes"]

["Deus resolve o seu problema"]

["Divino Companheiro"]

["Felicidade"]

["Gólgota"]

["Nascer de Novo"]

["Quarta Dimensão"]

["Se isto não for amor"]

["Sou um milagre"]

["Tocou-me"]

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