17 de maio de 2012

Dinamite do amor

Este ano, decidi prolongar minhas reflexões sobre as heroínas sem troféu, campeãs sem medalhas, amazonas que não usam armas nem brancas nem de fogo, mas sem dúvida são guerreiras imbatíveis no uso da melhor e maior dinamite já concebida: o amor.
Embora a imagem de uma dinamite remeta a algo que possa destruir, proponho outra perspectiva. Há casos que o uso da dinamite abre caminho para que mineiros consigam se aprofundar nos caminhos subterrâneos em busca de pedras preciosas ou mesmo de mármore que vai decorar palácios mundo afora.

As dinamites também cumprem o papel de jogar ao chão em segundos uma construção velha, obsoleta para dar lugar a uma nova obra ou mesmo passagem para uma nova estrada.
Assim, o que chamo de dinamite do amor, detonadas pelas mamães, cumpre o papel de ir abrindo caminho nas profundezas da nossa alma para extrair de lá o que há de mais precioso. Em dado momento de convivência humana, até parece que de alguns matos não saem coelho, ou que, de alguns charcos de lodo, jamais poderia emergir um homem. 

Contudo, as mães receberam esta atribuição divina de lutar pelo aprimoramento de sua prole. Em geral, os exemplares da espécie humana que menos honram o fato de serem imagem e semelhança do Criador, também costumam ser pessoas desobedientes a pai e mãe. 
Por determinações absolutamente divinas, todas elas desenvolvem habilidades e aprimoram percepções que lhe são exclusivas independente do que convencionamos chamar de preparo ou despreparo para ser mãe.
É a velha história do "coração de mãe que não se engana". Se uma mãe pede: 'não vá', 'não faça', 'não diga', por mais contrariado que fiquemos, acatar suas ordens é sempre inteligente. 

Quando, por qualquer motivo, desacatamos seus pedidos, as mães têm a capacidade de pressentir o mal antes que ele se manifeste. 
O amor que dinamita o mal, a impulsiona em oração para que Deus guarde, livre, proteja, ilumine, oriente. Elas têm uma habilidade de se comunicar com o Todo-Poderoso tão peculiar que se fosse possível medir a velocidade da prece chegando ao ouvido de Deus, com certeza, venceria a da luz. Por isso, males são aplacados e muitas desgraças são evitadas, graças à posição de vigia que as mães exercem com maestria.

Muitas vezes nos queixamos da sensação de insegurança que tem crescido na nossa sociedade. Contudo, acredite, se não fossem as mães, tudo isso estaria muito pior. Tenho certeza que muitos dos que hoje agem pelo mal, o fazem por causa da omissão de alguma delas que não cumpriram seu papel.
Na semana passada, desencadeei uma série de perguntas que repito: Mãe é milagre? Mãe é vida? Mãe é entrega? Mãe é anjo? Mãe é guardiã? Estou convicto de que elas são, sim, tudo isso e muito mais. 

Elas cumprem todas essas funções com a dinamite do amor. Com as explosões que provocam, algumas mais brandas, outras mais intempestivas, as mamães têm a capacidade de abrir caminho no mundo mais misterioso que se tem notícia: a alma. 
Dinamitando com amor, as mães nos fazem emergir de abismos, desfazem castelos de medo, espantam aves de rapina que tentam despedaçar nossas mentes. Com a dinamite do amor, elas implodem qualquer coisa que nos aprisiona e nos liberam para expandir, ampliar horizontes, alargar o lugar da nossa tenda. 

Assim, em algum momento da vida, com um orgulho indisfarçável, porém discreto, elas sorriem com a convicção de terem alegrado ao Criador por cumprirem a missão recebida de Suas mãos. 
Por tudo isso, e por tantas outras coisas que não consigo traduzir em palavras, recomendo aos filhos que não esperem pelo próximo dia 12 de maio de 2013 para expressar algo por suas mamães de qualquer geração: mãe, vó, bisavó etc. Afague-as. Ouça-as. Ampare-as. Cante, chore, pule, dance. E, sobretudo, ame-as.

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