27 de abril de 2012

Enfim, chegou o dia

O prédio com mais de 8,6 mil metros quadrados, mais que uma bela obra é um lugar para o cuidado da existência.
Para que milhares possam nascer ou manter suas vidas, algumas centenas de profissionais vão doar as suas

Que bom poder dar publicidade a alguns dos meus pensamentos nesta data: vinte e sete de abril de dois mil e doze. Fiz questão em registrar por extenso porque exatamente hoje acontece a inauguração do novo Hospital de Clínicas Campo Limpo Paulista. 
A data é histórica para a cidade e também para mim que, em 1º de junho, completo 18 anos como cidadão campo-limpense. 
Este ano, completei uma década como funcionário da Prefeitura de Campo Limpo Paulista.

É tempo suficiente para fazer alguns pensarem que estou deitado em berço esplêndido. A quem interessar possa: nem estou deitado, nem o berço é esplêndido. Aceito trocar os estresses da atuação no poder público por uma conta bancária que não tenha o vermelho como cor preferida. Mas, não são pitangas que quero chorar. 

Hoje, quero deixar um registro para a posteridade de algo que está acima de conta bancária e de benefícios trabalhistas. Depois de uma longuíssima saga, finalmente, o HC vai ser utilizado pelos seus legítimos proprietários: o povo. 
Esta data, também responde à justa pergunta: 'Quando vai ficar pronto?' Este também é o momento de um 'cala boca' bem dado àqueles que usam a língua como metralhadora. 

Muitas vezes, andando em ônibus coletivo, ou esperando a minha vez no caixa do mercado, ouvi os vaticínios de alguns profetas apocalípticos que diziam: 'Sabe quando vai terminar? Nunca!' Pois é. Se essas pessoas se alistassem como videntes, não ganhariam nem para o sal.
Na semana passada, pincelei o que se dizia em 2008, um ano depois que as obras haviam sido iniciadas. Vou pôr mais água no feijão. Apesar de a primeira etapa (que consistia em erguer a estrutura) acontecer muito rapidamente, o início da segunda fase sofreu uma série de atrasos por conta de questões burocráticas. 

Além disso, quando retomou, demorou na execução e, para piorar, durante o período de crise econômica mundial no final de 2009, foi necessário optar entre investir, isto é, gastar mais na construção do novo hospital ou manter todas as outras áreas da cidade funcionando: educação, segurança, esporte etc

Como o ritmo da obra diminuiu, chegando a parecer que havia parado, os desocupados de plantão, empregados do Sr. Ócio e subordinados aos encarregados da inutilidade, logo começaram a tricotar dizendo que a estrutura estava afundando, que o terreno não era apropriado para fazer um hospital, que as paredes estavam rachando, que tinha coluna torta blá blá blá. Os 'especialistas', que de tudo falam e nada sabem, moviam suas línguas torpes para dizer todo tipo de despautério.

Felizmente, essa gente fala como maritaca para garantir que as demais pessoas que trabalham, e não têm tempo a perder, ao menos possam dar boas risadas de suas colocações sem fundamento.
Como a dor de cotovelo é uma constante aos incompetentes, é preciso apelar para o ridículo no intento de desmerecer o que está feito. Não se trata de promessa, enrolação ou coisa que o valha. Está lá para todo mundo ver e entrar. 
Preciso concluir gravitando do material para o humano. Não somos educados a elogiar as pessoas. Crescemos em um contexto familiar e social que estimula a somente falar mal do que está errado, mas nos calamos quando poderíamos ao menos reconhecer o que está certo.

Não sou profissional de saúde, fico bambo só de ver sangue e, portanto, o mínimo que preciso ter é respeito com técnicos de enfermagem, enfermeiros, médicos, enfim, todas as pessoas que participam pela preservação do que temos de mais precioso: nossa vida.
Tem joio no meio desse trigo? Óbvio. E onde não tem? Nas festas ou velórios  familiares só aparecem pessoas que se veneram? Se é assim em um universo como o da família, o que não dizer de um universo muito maior? Os maus profissionais existem, mas os bons são maioria, só não reconhecidos como devem.

Em tempo: fiz questão de esperar a madrugada para que pudesse postar este artigo
exatamente na data de inauguração do novo hospital de Campo Limpo Paulista

1 comentários:

Conrado G. disse...

Manú, a Palavra de Deus nos ensina muito sobre esse órgão danoso chamado língua:

"A língua também é um fogo; como mundo de iniquidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno."
Tiago 3:6

 
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