24 de fevereiro de 2011

Plantar e colher

A especialização na semeadura do mal traz pavor como resultado

A quantidade de seres humanos dispostos a trabalhar na lavoura é pequena. Isso, se considerarmos as bilhões de 'bocas nervosas' que querem mastigar alguma coisa pelo menos três vezes ao dia. O trabalho com o fruto da terra foi a primeira atribuição divina dada à criatura que Ele optou por fazer à sua imagem e semelhança.Entretanto, com a desculpa de aumentar a quantidade de gêneros alimentícios, a raça humana tem preferido deixar a produção muito mais a cargo de máquinas do que de seu trabalho direto com a mão na massa, ou melhor, no barro.

Não sou contra a tecnologia. Contudo, o trabalho de arar, adubar, semear, regar, arrancar ervas daninhas, controlar pragas e colher são procedimentos que todos poderiam conhecer e praticar ao menos num metro quadrado em algum jardim de inverno ou, no mínimo, em um vaso de janela.

Por que essa nostalgia? Porque, embora não tenhamos afinidade no trabalho com a semeadura de alimentos para o corpo, a habilidade em semear, colher e empurrar coisas daninhas  goela abaixo do próximo chega ao nível da especialização no caso de alguns seres humanos.

Também não sou um incrédulo contumaz ao ponto de ter mania de conspiração e afirmar que as pessoas só querem prejudicar uma às outras. Gente ruim existe, é verdade, mas eles não são a maioria. O grande problema é que as pessoas de boas intenções se intimidam e se calam.

Os semeadores do mal são pessoas encrenqueiras, dissimuladas, fingidas, mentirosas, teimosas, prepotentes. O profeta Miquéias deu o vaticínio: "Ai daqueles que nas suas camas intentam a iniqüidade, e maquinam o mal; à luz da alva o praticam, porque está no poder da sua mão!" (Miquéias 2:1). A figura utilizada por ele, de alguém na cama pensando em como vai prejudicar ao próximo é algo que faz a mente viajar.

É como se estivesse diante de uma tela de cinema e vejo essas pessoas conversando sozinho, virando de um lado para o outro, bolando como derrubar, como lançar uma pessoa contra a outra. Infelizmente, muitos dos planos destas pessoas são executados.

As vítimas, por um momento, acabam interpretando que o melhor é ser crápula, corrupto, ladrão. Por um lapso, os valores éticos e morais são questionados pelos que são alvo daqueles que semeiam o mal.

Surgem questões tais como: 'de que vale a honestidade?', 'por que vou ser bom pagador?', 'para que falar a verdade?'. Ainda que as feridas provocadas pelos desatinos destas pessoas sejam profundas, vale lembrar que o tempo, de fato, é o melhor remédio. Tanto somos curados das feridas, quanto o algoz, a seu tempo, colhe o que plantou.

Na maioria dos casos, não recebemos notícias do que acontece com estas pessoas maldosas, mas, a julgar pelo que os escritos milenares preconizam, em geral, o fim delas não costuma ser nada que possa ser contado como exemplo.
A lei da semeadura é reconhecida por um grande número de pessoas. E, outro profeta bíblico dá um alerta interessante: "Eles semeiam vento e colhem tempestade." (Oséias 8:7).

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