Frequentemente, damos muito mais atenção e reclamamos pelo não conquistado do que agradecemos pelo já construído. Dedicamos tempo e esforço em demasia blasfemando pelo que deu errado, ao invés de tentarmos descobrir como pode dar certo. Já temos discurso pronto para dizer: 'oh, como sofro!' com direito a ter as costas da mão direita apoiada sobre a testa e outra na altura do peito. O dramalhão mexicano parece ser um recurso de interação social. Quer de modo voluntário ou involuntário, parece que tentamos usar as próprias mazelas para nos justificarmos, ganharmos a complacência de alguém, ou seja lá que objetivo se almeje alcançar com isso. Enquanto gerenciamos muito mal o nosso tempo e recursos observando o que nos falta, a nossa visão se embota e não conseguimos notar o que já nos foi...