7 de março de 2010

Mulheres, precisamos de vocês

Estamos às voltas com mais um 8 de março. É mais uma ocasião para homenagens, distribuições de flores aqui, entrega de cestas ali, alguns cartões de felicitações, e-mails, torpedos, beijos, abraços, enfim, um pouco de festa para celebrar a mulher.

Fazer festa para elas é mais que um dever cívico é um prazer. Afinal, que seria nosso mundo sem as mulheres? O Todo-Poderoso ao conceber a criação da espécie humana parece ter concentrado no boneco de barro, conforme narra o livro de Gênesis, uma dose singular de capricho, carinho e atenção.

 

Para tudo que Deus criou no mundo natural, a narrativa de Moisés usa o verbo "haja", mas quando se trata do ser humano o verbo aplicado foi "façamos". Isso é como dizer que Deus 'colocou a mão na massa'.

Depois da natureza pronta, animais identificados e nomeados, Adão estava sozinho, cabisbaixo, sem ânimo e se corroendo de inveja dos seres vivos que tinham suas parceiras, ao passo que ele estava sem ninguém para olhar e dizer que lhe era semelhante.

 

Deus, então, o faz dormir e tira-lhe um pedaço. Não foi qualquer pedaço. O Poderoso poderia ter tirado do peito do pé, do braço, da coxa. Poderia, ainda, esticar a exuberante mulher de um dos dedos ou de um pedaço do crânio. Mas, a narrativa bíblica fala da costela.

Há muito, interpreta-se esta ação divina como forma de ensinar que a mulher não foi criada como ser menor ou maior. Se fosse esse o caso, a mulher poderia sair do pé ou da cabeça, assim estaria provada sua inferioridade ou superioridade. Mas, para Deus, não há homem ou mulher, escravo ou livre, todos são iguais perante os seus olhos.

 

Embora haja igualdade de tratamento, em Sua sabedoria, o Criador tomou o cuidado de dar funções e atributos distintos a cada gênero. As diferenças psicológicas, ao contrário do que reforçam alguns, não é para provocar guerra, mas complementaridade.

Dependemos uns dos outros. E, quer os homens queiram reconhecer ou não, a mulher foi concebida para ser a ajudadora. E não estou me referindo apenas no auxílio doméstico, esse já é para lá de consensual. A ajuda da mulher vai muito além das quatro paredes de uma casa.

 

Sua ajuda não é importante apenas para manter casa, comida e roupa lavada. Colocar a mulher para esquentar a barriga no fogão e esfriar no tanque é reduzir sua importância. É inegável que elas são muito melhores nisso que os homens. Mas, se eles quiserem e, quando tomam vergonha na cara, também podem lavar, passar, cozinhar sem nenhum problema.

A função auxiliadora da mulher deve sempre ser considerada para todas as facetas da vida em sociedade. É ação inteligente de qualquer homem ter a humildade de ouvir a mulher. Isso deve ocorrer dentro de casa, com a mãe, esposa, filha, irmã, até mesmo com as sogras (sic!).

 

Ouvir as mulheres, procurar saber suas opiniões e percepções é uma prática saudável e sábia também para o ambiente de trabalho. O diretor, presidente, chefe, encarregado, seja lá que nome tenha, age com prudência e tem um ingrediente importante para uma receita de sucesso quando se dispõe a ouvir as mulheres que estão à sua volta.

 

As mulheres também devem ouvir umas às outras. As mais experientes não devem esquivar-se de compartilhar suas vivências com as mais novas. Essas, por sua vez, não devem agir como se aquelas fossem superadas e nada tenham a oferecer.

Se é para comemorar o Dia Internacional da Mulher, disponhamo-nos a ouvir. A ter mais atenção no olhar, nos gestos, nas expressões, nas lágrimas, no sorriso, no canto, na prece ou no silêncio da mulher. Sejamos mais atentos aos gritos audíveis apenas ao coração de quem ainda se deixa encantar por esta criação divina que atende pelo nome de mulher.

1 comentários:

Miss Dubi disse...

Uau, lindo, obrigada pela homenagem, digo do fundo de meu coração que é lindo demais esse texto.
bjs. Karina

 
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