14 de outubro de 2012

Nem sempre a verdade vence

Infelizmente, uma parcela da população escolheu mal nas eleições municipais em Campo Limpo Paulista. O sentimento de mudança que toma conta de todas as regiões do país é legítimo e deve, sim, ser atendido. Ocorre, porém, que em Campo Limpo a coligação eleita com o nome "competência para mudar", nem tem competência nem representa real mudança. 

Nunca escondi que sou anti-petista "roxo", mas em Campo Limpo, se o ex-prefeito Luiz Braz, quem realmente mudou a história da cidade de 1997 a 2004, não fosse candidato eu teria engolido o meu orgulho e expressaria minha preferência pelo dr. Japim Andrade que, embora seja apontado por opositores como inexperiente, não é dotado de má fé e não tem perfil para o dolo.
Sob nenhuma circunstância me arrependo de ter atuado pelo retorno do dr. Luiz. Também não me arrependo de ter integrado um grupo que preferiu ser achincalhado por indivíduos interesseiros que em nome de mais grana em seus cofres negam até o que já escreveram em favor daqueles que hoje acusam.

Do ponto de vista da propaganda eleitoral, falhamos em não adotar o discurso do ataque tal qual o grupo opositor preferiu. As urnas sustentaram a rejeição sofrida pelo atual prefeito Armando Hashimoto, sempre tratado, pejorativamente, como "japonês". 
O retorno do ex-prefeito José Roberto de Assis não é uma vitória dele sobre o dr. Luiz, mas, tão somente o aproveitamento da inabilidade política confessada pelo próprio Hashimoto. Ainda vai demorar um tempo para que o eleitorado brasileiro aprenda a discernir entre proposta exequível com promessa milagreira. 
Os integrantes da trupe que acredita e propaga promessas milagreiras acusam os porta-vozes das propostas exequíveis como membros de uma elite burguesa. Eu mesmo fui definido como elitista e burguês (sic!). 

Surpreendi-me ao descobrir que como 'elitista burguês' não tenho casa, carro próprio, dependo de transporte público e sequer tenho convênio de saúde particular. Talvez deva ser membro de uma nova e pobre elite burguesa.
A trupe do PR, enfim, concluiu uma campanha iniciada em outubro de 2008, logo após a segunda posição na reeleição do atual prefeito. A mesma campanha foi reforçada com a criação de um jornal 100% eleitoreiro custeado com R$ 81 mil reais pagos pela Câmara de Vereadores entre junho de 2011 e julho deste ano. 

Juntos, dr. Luiz e dr. Japim somaram 26.713 votos o que representa mais de 60% do eleitorado. Ao considerarmos que 9.090 cidadãos, mais de 15% dos 58.361 eleitores da cidade, deixaram de comparecer às urnas, fica em chegue a larga, folgada, inatingível vantagem que a trupe do PR argumentou ter ao longo dos últimos 12 meses.
Enquanto somente eles faziam campanha na TV, jornais, blogs e perfis em redes sociais é claro que tinham vantagem. Em algum momento chegaram a dizer que tinham mais de 45% de intenção de voto! (sic!). Se tinham, viram o declínio ao longo de três meses de confrontação da mentira com a verdade, das promessas com as propostas. 

Infelizmente, não foi tempo suficiente para a reversão completa. Lamentavelmente, em período não muito distante, os eleitores de boa memória que preferiram outros candidatos estarão unindo vozes contrárias aos que votaram pelo resultado que se apresentou. 
De qualquer forma, vamos colher frutos de escolhas pautadas em barulho, promessas e interesses exclusivamente pessoais. Vamos ver a expressão do voto definido a partir do lixo gerado na porta dos locais de votação. 

Em pleno Século XXI, como diz um partidário do PR, ainda temos eleitores que abaixam no meio do lixo, sorteiam um papel qualquer e diz: 'Fui com a cara desse aqui, vou votar nele'. Isso não é lenda, foi visto ao vivo e em cores, mas parece tons de cinza. De qualquer forma, estamos em evolução. Nosso avanço? Vai sofrer um atraso, porém não será inviabilizado.

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