2 de agosto de 2008

Supervalorização da aparência

Nem tudo que reluz é ouro. O provérbio popular é curto, grosso e absolutamente verdadeiro! Minha avó repetia este adágio em prosa e verso. Nunca se cansava de citá-lo ao deparar-se com situações e, especialmente, indivíduos que chegavam querendo aparecer, dizendo que tinham mais dinheiro que todo mundo ou que podiam mais que os outros.

A Bíblia também registra ensinamento concernente à cautela de aprovar as pessoas pelas suas capas. Em um dos seus discursos, Jesus foi pouco solícito com os mestres da hipocrisia: “Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês são como túmulos pintados de branco, que por fora parecem bonitos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de podridão.” (Mateus 23:27 - versão na Linguagem de Hoje).

O texto do evangelista Mateus é tão simples que nem precisa de grande retórica para explicar. Fica mais fácil ainda entender o que Jesus disse, quando encontramos à nossa volta gente que encarna o “sepulcro caiado” de forma inquestionável. Em geral, a galera dos fariseus argumenta candidamente que suas ações não são para a promoção pessoal.

Entretanto, quem age pelo bem comum de verdade, tem a possibilidade de atrair ao seu círculo de relacionamento as pessoas das mais variadas correntes de pensamento e trabalho. Isso, porém, só é possível a quem transita entre as pessoas com humildade, simplicidade, sem arrogância, sem pedantismo.

O psicoterapeuta Roberto Shinyashiki afirmou em entrevista na Revista IstoÉ de 19/10/2005 que “hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o grande objetivo da vida se tornou parecer”.
Na mesma entrevista, Roberto fala sobre os heróis de verdade: “Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura.(...) O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros.”

Diante do exposto, devemos nos empenhar em não ser por fora bela viola e por dentro pão bolorento.

1 comentários:

Anônimo disse...

o que eu estava procurando, obrigado

 
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