5 de abril de 2015

Muito além do chocolate


A estas horas, há mais de 2 mil anos, alguns seguidores do Nazareno estavam atônitos com as últimas notícias. Algumas mulheres tinham voltado do jardim do túmulo afirmando com todas as letras que o Mestre estava vivo!

Será possível? Não seria alucinação da parte delas? Não seria fruto de um estado de espírito conturbado? Pedro, que ainda se ressentia por ter negado que era discípulo de Jesus, saiu correndo assim que recebeu a notícia e constatou apenas os lençóis no túmulo. O corpo não estava mais lá!

Seria mesmo verdade o relato das mulheres que ouviram um anjo dizer que não adiantava mais procurar o vivente dentre os mortos? Será que Maria, a de Magdala, ouviu mesmo a ordem de Jesus de que ele queria se reencontrar com os discípulos?

As autoridades judaicas já tinham arquitetado um plano para abafar o desaparecimento do corpo. Sustentariam a mentira de que os fracos e desarmados discípulos do Nazareno teriam conseguido render o turno de soldados romanos e sequestrar o corpo!

Expectativa. Apreensão. O domingo da ressurreição ainda seria um fato que se alguma equipe de reportagem quisesse entrevistar uma fonte para falar, teriam os seguidores de Jesus encurralados e com medo de aparecer. Apenas algumas mulheres que pareciam alucinadas falariam em prantos e balbuciariam palavras desconexas. Se fosse para um rádio ou TV seriam descartadas. Apenas o chefe da guarda romana e algum líder do Sinédrio apareceria com a cara cínica de todo mau político para dizer que era tudo uma farsa.

De qualquer forma, hoje, posso cantar, escrever, orar, agradecer, chorar, sorrir ao lembrar que o Messias, o Filho de Deus, a Rocha Inabalável, a Raiz de Davi, o General dos generais, o Sol da Justiça, o Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz, Justo Juiz, Leão da Tribo de Judá, o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, Aquele que foi, que é e sempre será, o Onipotente, Onisciente, Onipresente, Imutável, Deus Conosco, de fato, vivo está! Seu Nome foi exaltado sobre todos os nomes. Não sem razão ele dividiu o curso da história entre antes e depois dele.

A Ele, pois, meu tributo por ter feito tudo em meu lugar.


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