3 de novembro de 2011

Parceria 2

No post anterior, falei sobre parceria e conclui propondo uma revisão na lista de parceiros. Quantos e quem são eles em nossa trajetória de vida?
Ao fazer a propositura, evidentemente já tinha realizado o check-list com aqueles que estabeleceram alguma parceria comigo. Ao olhar para ontem e dar um pouco mais de atenção ao hoje, o mínimo que se desperta é um sentimento de gratidão.

Cada pessoa que integra essa galeria de parceiros deu a sua contribuição para que eu seja o que sou neste momento. Se tenho o que melhorar? E como! Mas não tenho dúvidas que seria muito pior não fosse a vivência com cada um.
Nessa galeria, que não é da fama, mas é a da minha vida –e isso é o que importa–, tem pessoas que conviveram por muito tempo e tem aqueles que fizeram apenas uma breve passagem e, nas atuais circunstâncias pouco consigo ver ou falar. Contudo, a distância e o silêncio não apagam suas contribuições. Tem também aqueles com quem não posso mais telefonar, escrever, tocar. Posso, no máximo, recordar de cada momento vivido das lágrimas ao riso.

Quando olho para meus quadros de parceiros, vejo crianças, jovens, homens e mulheres. Tem gente de toda sorte, com todos os níveis de formação, com as mais diversas preferências, gostos, vivências, origens.

Olhar para os parceiros e ter um olhar crítico sobre suas personalidades permite descobrirmos o quanto são diferentes de nós. Exatamente nestas diferenças está a beleza e riqueza da vida e das relações humanas.
Tenho um conceito romântico da vida. Acredito que o Criador nos concebeu com tantas particularidades para que pudéssemos encontrar a complementação.

Infelizmente, fazemos mal uso de tudo isso e optamos pelos conflitos, nos adaptamos a uma concorrência desleal e, com isso, perdemos, deixamos de contemplar, não angariamos riquezas que transcendem a matéria. Enfim, não vivemos o projeto divino de, pela comunhão, descobrirmos, aprendermos, crescermos.
Apesar de todos os nossos defeitos e mazelas, olho para os muitos parceiros na vida e não consigo deixar de me empolgar. Muitos deles, na verdade, nem sabem o valor que lhes devoto, mas são meus parceiros.

Na minha galeria constam homens e mulheres que, cada um à sua medida, enriquecem-me com o romantismo, criatividade, garra, sensibilidade, objetividade, força física e espiritual entre outras contribuições voluntárias ou não.
Por serem parceiros, isso não significa que estamos isentos das discordâncias. Aliás, parceiros de verdade não são aqueles que endossam tudo e qualquer coisa que falemos ou façamos. Os melhores parceiros são aqueles que discordam, que apontam o lado contrário.

A parceria não é sinônimo de cumplicidade para o erro. Também não pode ser considerado parceiro quem percebe que estamos dando passos para a ruína, mas não tem coragem de, se necessário, dar um 'tapa na cara' para que possamos despertar.
Não tenho vergonha nenhuma, pelo contrário, sinto até um certo orgulho e ligeira vaidade por reconhecer no meu casting de parceiros pessoas muito melhores que eu em tudo!
 
Mesmo estando à minha frente, permitem-me ouvir, aprender e, ainda que muito lentamente, melhorar. Pelo que as palavras conseguem expressar e por tudo o mais que é lícita apenas à comunicação entre as almas, deixo aqui meu tributo aos parceiros de perto e de longe, de contato frequente ou esporádico, o meu singelo, mas nem por isso menos profundo, muito obrigado.

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