28 de abril de 2011

Modus operandi do incompetente

Quero ampliar um pouco mais o pensamento sobre o impacto causado pela profusão de incompetentes que contabilizamos no curso da vida nos mais diversos setores da sociedade.
No post anterior
"A incompetência faz a diferença" relacionei algumas táticas de operação do seleto grupo: transferir culpa, criar intriga, fazer fofoca, inventar situações, dar falso testemunho, alimentar inveja, 'passar a rasteira'.

A esta lista, é possível acrescentar, ainda, a crítica pejorativa, com ou sem razão, a mácula da imagem alheia, a tática da pressão psicológica como forma de desestabilização da vítima, entre outras.
O incompetente merece destaque da sua forma funesta de atuação porque, para conseguir seus propósitos escusos, vale-se de múltiplos recursos e aplica um tempo considerável na busca do que deseja.

Contudo, cabe lembrar que nunca se sabe, de fato, o que um incompetente quer. Seria poder fazer melhor do aqueles que estão sendo acusados? Ou seria apenas um esforço concentrado para garantir alguma vantagem pessoal?
O que motiva o incompetente a ser tão ardiloso no seu esforço de atacar a tudo e a todos que passam em seu caminho? Porque perseguir tanto aqueles que evidenciam serem maiores mental e espiritualmente?

Conta-se a fábula que o vaga-lume perguntou à serpente porque ela queria tanto devorá-lo. A resposta do réptil ao inseto foi que a sua luz a incomodava. A aplicação disso na relação dos incompetentes versus competentes cai como uma luva.
Aqueles que produzem não têm tempo para ficar atacando ninguém. Suas habilidades, a gestão do tempo que dispõem e dos recursos que têm é feita de modo racional e com o objetivo maior de abençoar, enriquecer, acrescentar, somar esforços, trazer benefícios para uma coletividade e não apenas para o próprio umbigo.

Nas táticas do incompetente também saltam aos meus olhos a capacidade de dissimulação, hipocrisia e mentira que pautam cada escolha. Em geral, o incompetente diz uma coisa para João na segunda pela manhã, outra para Maria, à tarde, e outra completamente diferente para o José, à noite.
Se acompanharmos o discurso do incompetente no correr dos dias, é possível observar que as contradições aparecem, a mentira grita e a miséria de espírito dá berros no ouvido de quem tem sensibilidade.

Observando o noticiário nacional, percebe-se, por exemplo, a mudança de discurso que os atuais governantes adotaram. Quando eram girinos querendo dar pulos de sapo, viviam atacando os gestores públicos que optavam pelas "concessões públicas" para operação de serviços como rodovias e portos.
Agora, estão usando a mesma estratégia que tanto demonizavam para sanar os problemas nos aeroportos do Brasil. Ora, se era ruim fazer isso antes, por que se tornou bom agora? Era ruim apenas porque não estavam no poder? Era ruim apenas porque precisavam ter alguma coisa para fingir que se importavam com os rumos das cidades, Estados e do País?

Essa forma de atuação é recorrente. Pode-se percebê-la desde a menor célula da sociedade, a família, até nos conglomerados midiáticos, empresas multinacionais, governos, igrejas etc.
Embora o incompetente cause certa apreensão e, por que não dizer, até medo, por causa do impacto tenebroso de suas ações, prefiro alimentar a esperança que vence o medo.
Prefiro acreditar no trabalho honesto, perseverante e, muitas vezes, não reconhecido de quem, de fato, quer o bem da família, igreja, empresa, rua, vila, cidade, Estado e Nação. Quem sabe construir, não tem tempo de blasfemar.

0 comentários:

 
Powered by Blogger